sexta-feira, novembro 30, 2007

Já é Carnatal! Vem viver!

Eu gostei do Carnatal este ano. Foi muito legal ver tudo pela TV, de longe mesmo, sem o mal cheiro de urina misturado com bebida alcoólica. É tranquilo ficar longe das brigas, das facadas e das balas perdidas. Também foi engraçado ver uma daquelas bandas de axé tentando cantar as músicas do Aviões do Forró. Perceberam que aquelas músicas batidas de décadas atrás não causam tanto impacto quanto os forrozinhos daqui. Foi hilário ver os caras se atrapalhando ao tentar animar com o novo repertório forrozeiro. Ora, mas é claro que os drogados lá embaixo nem perceberam os erros. Com alcóol e lança perfume na cabeça, tudo é maravilhoso. Eles esqueçeram que pagaram mais R$ 400,00 só pra ficar lá embaixo se drogando e beijando desconhecidos, prestes a pegar uma doença. Depois de dez doses de cana, até eu.

Eu não vou criticar os apresentadores do De olho na folia. Afinal, eles sim souberam fazer-me rir um bocado com seus equívocos e elogios forçados.

Fiquei sabendo também que em todos os abadás veio junto uma camisinha. Não importava a idade do folião. Pois é, caro amigo. Suas filhinhas de 14 aninhos receberam, cada uma, uma camisinha. Você sabia? Pois foi. Nesse momento elas devem estar arrumando alguma utilidade para elas. É claro que só um ingênuo pensaria que o carnatal não é para isso: sexo. Não sei o que a organização do evento estava pensando ao entregar uma camisinha dentro de cada abadá. Só sei mesmo é a mensagem que essa atitude passa: Carnatal só serve para putaria. Mas não se preocupe. Pelo menos suas filhinhas não vão ficar grávidas quando o carnatal acabar.

Tá bom. Posso estar parecendo despeitado ou revoltado só por que fiquei em casa no Carnatal. Mas pelo menos eu tenho razão e estou R$ 400,00 menos pobre. Eu que não sou doido pra dar dinheiro de graça pra enricar os outros. Afinal, eu tô mentindo?

sexta-feira, novembro 23, 2007

A quem interessa Cháves no Mercosul?


Não há dúvidas de que o Brasil, como membro influente do Mercosul, irá se prejudicar com a entrada da Venezuela no bloco, principalmente nas relações com países da União Européia e com os EUA. A aprovação ocorrida nessa quarta-feira (21/11) na Comissão de Constituição e Justiça é um mal sinal e mostra a fraqueza de nossos representantes frente à influência venezuelana. É verdade que esse ingresso ainda precisa passar pelo crivo do plenário da Câmara e do Senado, mas esses primeiros movimentos demonstram uma tendência perigosa para nossa economia.

Como país membro, a Venezuela terá direito de veto a qualquer futuro acordo firmado entre o Mercosul e, por exemplo, Israel ou Espanha. Considerando que o atual líder venezuelano possui um comportamento claramente antiamericano e antiburguês, já podemos imaginar com boa margem de certeza os riscos econômicos dentro do chamado Cone Sul. Além disso, a entrada da Venezuela significa a quebra de uma das cláusulas que regem o Mercosul. A norma restringe a inclusão de um país apenas se ele for democrático. O governo de Hugo Chávez, no mínimo, não é o melhor exemplo de democracia. Muitos acusam de ditadura comunista. Não sei se já chegou a esse ponto, mas é óbvia a intenção de Chávez para que a Venezuela torne-se uma cópia de Cuba.

Leia: http://www.midiasemmascara.org/artigo.php?sid=6187&language=pt

Serão cegos os membros da Comissão de Constituição e Justiça? Espero que semelhante limitação não atinja nossos representantes da Câmara e no Senado.

domingo, novembro 18, 2007

Mensagem para Max Gehringer

Prezado Max Gehringer,

Hoje você disse no Fantástico que o protecionismo e a famosa prática do Q.I (quem indique) dentro do mundo do trabalho são naturais, sendo apenas reflexos do uso eficiente de uma rede de contatos. Continuando, você afirmou que as pessoas não deveriam ficar criticando essa realidade, mas integrar-se à ela.

Na verdade a atitude do "se não consegue vencê-los, junte-se a eles" é um exemplo de falta de personalidade e de princípios. E ao contrário do que o senhor nos aconselhou, não é todo mundo que possui "saco" para suportar certos indivíduos apenas por causa de investimento profissional. Então quer dizer que agora eu terei que aturar aquele indivíduo desagradável só por que ele é dono de uma próspera empresa?

Sr. Max, sabemos que o jogo funciona assim (injusto mesmo), mas isso não significa que as pessoas devem demonstrar um sentimento falso por outras em troca de um possível emprego ou promoção. Isso é muito feio, Sr. Gehringer. Além do mais, atitudes assim podem acabar com nossa credibilidade e imagem. Se, por um lado, você pode ganhar uma promoção a longo prazo, por outro lado, em curto prazo, você pode ser visto como: duas caras, bajulador, falsinho etc. E tchau reputação!

Max, eu também sei que a culpa não é toda sua. Mesmo que você saiba muito sobre o mundo corporativo, a televisão não nos proporciona muito tempo para esclarecer as coisas. Lembre-se de que quem se submete à televisão deve ter em mente a sua superficialidade, que muitas vezes deturpa a informação ou a torna insuficiente. Boa sorte da próxima vez.

quinta-feira, novembro 15, 2007

Hermanoteu e o último hebreu do egito

Trecho da peça Hermanoteu na Terra de Godah. Neste vídeo, o herói encontra o último hebreu do egito. Conta com a participação do ator que faz o personagem Jajá, do Zorra Total. Muito bom.

domingo, novembro 11, 2007

O judeu é mais inteligente?


O texto abaixo foi escrito por Gilberto Dimenstein, membro do Conselho Editorial da Folha de São Paulo e criador da ONG “Cidade Escola Aprendiz”, e publicado na Folha de São Paulo:
Em entrevista à Folha de São Paulo, o cientista político norte-americano Charles Murray disse que a genética seria uma das explicações para a suposta inteligência superior dos judeus. Será?

Na condição de judeu, não acredito nessa influência genética. Não é só porque, para mim, superioridade genética e barbárie se confundem na história. Mas, como alguém que trabalha com educação, acredito que exista uma cultura específica que ajude na projeção de um povo que, apesar de ter apenas 12 milhões de pessoas, tem 25% dos ganhadores do “Prêmio Nobel”.

O que existe entre judeus (e não só entre eles) é uma reverência obsessiva pelo conhecimento, que vem de gerações. É o chamado “Povo do livro”. O rabino, a pessoa mais importante da comunidade religiosa, não tem força por ser um intermediário com Deus, mas por ser um intérprete das leis, ou seja, um intelectual. Livros sagrados são feitos de perguntas.

O ritual iniciatório do judeu não é matar um guerreiro ou passar por privações. Mas é ler um livro (a Torá). Ou seja, se quiser virar adulto terá de saber ler em pelo menos uma língua. O analfabetismo sempre foi muito baixo entre os judeus, o que assegurou uma rede de escolas.

A educação não é vista como uma responsabilidade apenas da escola. Mas, em primeiro lugar, da família e, depois, da comunidade. Educa-se em casa, na sinagoga e também na escola. Aprende-se, portanto, todo o tempo e em todos os lugares.

Como o judeu é o povo por mais tempo perseguido da história da humanidade, desenvolveu-se a sensação do desafio permanente. Isso se traduz na idéia de que o estudo é a melhor defesa - e também a coisa mais segura para ser carregada.

Nessa junção dos capitais humano e social, tem-se a receita não do desempenho intelectual de um povo, mas da força divina da educação, replicável por qualquer agrupamento humano.

segunda-feira, novembro 05, 2007

Desrespeito no Programa do Jô

Desde maio deste ano o Programa do Jô está apresentando um quadro de péssimo gosto cujo nome é algo como "Cidade com nomes exóticos". O objetivo do quadro é humilhar, através de perguntas capciosas, pessoas simples de cidades com nomes diferentes. Infelizmente, duas cidades do Rio Grande do Norte já apareceram no programa.

Parece que, na falta do que fazer, a produção do programa resolveu transformar o que deveria ser uma boa oportunidade de conhecer detalhes de nosso país numa oportunidade para o povo rir da cara de gente humilde. Através de perguntas capciosas, claramente de baixo nível, a repórter, que não deve ser jornalista formada(se fosse não passaria por isso), envergonha os moradores simples da cidade-alvo. É um absurdo ver como a tal repórter fica tentando contaminar toda a sujeira e pornografia que ela aprendeu em casa, nas pessoas que ela conversa. Pior é o apresentador do programa, que dentro de sua arrogância borboletante , admite e participa alegremente da exibição desse exemplo do que não deve ser feito.

terça-feira, outubro 30, 2007

Saiu na coluna

Gostaria de agradecer à minha colega de curso, a jornalista Georgia Nery, do portal Nominuto.com que comentou, em sua coluna, a respeito do artigo deste blog intitulado "Politicagem no serviço público", que pode ser lido logo abaixo. Saiu sob o título de Político Comissionado, na coluna do dia 29/10/07. Obrigado por tudo Georgia e parabéns pelo ótimo trabalho.

sábado, outubro 27, 2007

Mais que um carro, uma conquista.

Eu quero viver no mundo da propaganda e da ilusão dos automóveis da televisão. Nesse mundo não há trânsito. Só você e seu carrão na pista. Não há pedestres (malditos seres inferiores) para importunar e atrapalhar seu passeio com sua nova namorada linda. É claro: nesse mundo você tem todas as mulheres que quiser. Quantas você quiser. Você é o cara com personalidade e charme. Elas te adoram. Todos te adoram porque você tem o mais novo carro da Ford ou da Chevrolet, ou da Fiat. Tanto faz. Você conseguiu subir na vida. Antes era apenas mais um coitado que se espremia dentro do ônibus. Um Sr. Zé Ninguém dependente de um serviço de transporte público ridículo. Mas isso já acabou. Agora você tem um carro mais novo que o de seus amigos. É claro que dentro de poucos meses eles vão comprar um melhor que o seu, só para ficarem por cima outra vez. Não se preocupe; depois você compra outro mais novo ainda. Só não esqueça de juntar mais dinheiro para isso. A indústria automobilística agradece.

Esqueça os problemas do mundo. Seu dinheiro não é para a caridade. Os pobres que se danem. Esses vagabundos. Seu tempo e dinheiro só podem ser investidos em coisas de futuro. Afinal, você mostrou para todos que é alguém. É importante agora. Não importa se você, na verdade, pagou metade do valor do carro à vista e dividiu o restante em meros 40 meses. Não importa se você passou fome ou deixou de comprar o que realmente queria, economizando miseravelmente para comprar o veículo. Agora você é o cara. Subiu na vida, hein?! Um verdadeiro conquistador, um vencedor, um grande partido para as mulheres e também um forte candidato a matar ou a ser morto no trânsito brasileiro, cada vez mais intransitável, estressante e perigoso. Vá lá. Ligue pra ela. Agora ela sai com você. Sabe aquela morena maravilhosa que você não tinha coragem de chamar para sair porque ela só andava com caras motorizados? Agora ela pode ser sua. Não importa se ela não gosta de você. Depois que você comprou o Crossfox zero km, ela vai aprender a gostar num instante. Mesmo que você saiba que ela só quer ser vista pela sociedade entrando e saindo de uma Hilux, e mesmo que você seja apenas o motorista da vez, tente esquecer isso. O que vale é a ilusão. O que vale é a aparência. Você pode perguntar: E o amor? Ora, amigo. O amor é relativo. Hoje o amor é isso. O amor é um roteiro de propaganda da Volkswagen. Você é Kiefer Sutherland ao lado de uma linda garota dirigindo o mais novo Citroën C4 sob o som de uma musiquinha agradável.

Andar de bicicleta? Você é maluco? Não há ciclovias. Quer ser atropelado? Ou pior: quer dar uma de pobretão? Isso sim é mais uma coisa para ser esquecida. Esqueça que bicicleta não polui o meio ambiente e ainda faz você economizar uma grana boa com combustível; fora a parte que, pedalando, você faz exercício e fica em forma. Mas nem lembre disso. Mulher não liga se você tem um corpo bonito ou feio. Compre um carro novo e, aí sim, você vai ficar tão bonito quanto o Kiefer Sutherland, que não anda de bicicleta.

Tem mais. Fique tranquilo com relação aos problemas ambientais. Com seu novo EcoSport você pode também aproximar-se da natureza. Vá para o campo. Fuja da cidade e polua o mundo por lá mesmo. Mas tente não lembrar muito disso. Esqueceu-se da ilusão? É ela que importa. Aproxime-se da natureza. Compre um carro. Sei que é difícil acreditar, mas tente.

terça-feira, outubro 16, 2007

Politicagem no serviço público

Observando o funcionamento de uma empresa estatal de perto, percebi que a influência da política - juntamente com todos os seus jogos e intrigas - dentro do serviço público, só desvia o funcionalismo público de sua principal finalidade, que seria servir os interesses da sociedade. O esquema que determina os cargos comissionados (de direção, chefia e assessoramento), oriundo dos jogos políticos entre os partidos, provoca a desmotivação entre os funcionários e a ineficiência dentro do serviço. Tal realidade confirma o que todos os cidadãos já sabem há muito tempo, mas parecem ter dificuldade de aprender: onde a política está envolvida, nada funciona direito.

Recentemente, tive contato com um funcionário de uma dessas entidades. Ele me informou que a principal causa da desmotivação entre os funcionários concursados não são os baixos salários, mas o sentimento de injustiça do qual são acometidos ao perceberem o contraste salarial que existe entre eles e os ocupantes de cargos comissionados(com indicação política), que, mesmo com atribuições de mesmo nível, recebem salários até três vezes maiores e ainda contam com a comodidade de cumprirem horários de trabalho irritantemente flexíveis. Se todos recebessem a mesma quantia e trabalhassem segundo o mesmo horário, a situação seria diferente. Por exemplo, alguns dos indivíduos se limitam a passar o tempo conversando abrobrinhas no horário de expediente, uns com os outros, despertando a revolta dos colegas concursados que precisam se esforçar no serviço e cumprir, militarmente, o horário de oito horas diárias. Pior são outros que nem se dão ao trabalho de fofocar no serviço, pois sequer pisam no local de trabalho. Além de desmotivar os outros funcionários, isso acaba com a imagem do serviço público, que prossegue com o vergonhoso título de cabide de empregos. Se houvesse um controle justo desses trabalhadores com indicação política, não haveria o problema. Porém, o controle inexiste, pelo menos, de forma eficaz. Por exemplo, só porque fulano é sobrinho do primo da governadora, ele tem direito a “trabalhar” só meio expediente. Cicrano nem sabe escrever direito, mas temos que aturá-lo recebendo seu salário gordo enquanto finje que tem competência para o cargo de assessor do diretor.

Apesar desses privilégios, a desmotivação - ironicamente - também atinge os ocupantes de cargos comissionados, que não têm qualquer garantia de continuarem no emprego quando o indivíduo que os colocou ali for mandado embora por “forças ocultas”. Não adianta fazer um serviço melhor. Ninguém o reconhecerá por isso quando a hora chegar. É verdade que tal reconhecimento também não atinge os concursados, que – apesar da relativa estabilidade – têm que esperar o tempo – muito tempo - passar para, talvez, ganharem uma mixaria como aumento. Absurdamente, a única “motivação” é não estarem desempregados. Desesperançosos em relação a um crescimento significativo dentro da empresa, muitos pensam seriamente em abandonar o emprego. ”Qual desses políticos tem interesse em aumentar meu salário?”, duvidam. Saindo do cargo, pelo menos terão mais tempo para estudar e, quem sabe, passar num concurso melhor. É um fato inevitável: todos aqueles que ingressam numa entidade pública medíocre já entram com planos para passar num concurso melhor. Logo, as empresas públicas que mantêm salários ridículos verão uma grande rotatividade de seu pessoal, coisa que só piora a situação.

Consequentemente, isso também provoca a ineficiência do trabalho, advinda do desinteresse, do descomprometimento dos ocupantes de cargos com indicação política em relação à instituição, e da já citada desmotivação. De fato, os mecanismos e os critérios políticos que distribuem o poder de indicação dos cargos entre os partidos políticos são uma verdadeira tentação para o indivíduo contemplado, que não precisa ser o melhor exemplo de dedicação para continuar no emprego. Ele sabe que seu futuro no cargo depende menos de sua eficácia no trabalho e mais de suas relações interpessoais com políticos.

Não sou contra a existência de cargos comissionados e de confiança. Eles são essenciais para se ter mais segurança dentro de uma certa função dentro da empresa. Mas só um louco imaginaria que eles são usados de forma ética por nossas autoridades. Descaradamente, os ocupante desses cargos são trocados de acordo com artimanhas oriundas dos altos escalões dos partidos políticos. Alguns partidos chegam a cobrar uma taxa mensal, calculada sobre a remuneração dos “contemplados” com o cargo comissionado. É o dízimo dos partidos, prática comum. “Você vai ganhar um cargo com um bom salário, mas não se esqueça da minha parte”, é o acordo.

Apenas quando a influência da politicagem for pelo menos reduzida, teremos um serviço público decente, ou perto disso. As leis precisam ser alteradas. Novas cláusulas que impeçam isso devem ser adicionadas e cumpridas. É inadmissível que essa realidade corrupta continue. O uso exclusivo do critério da indicação política só prejudica o funcionamento do País. Apenas nossas autoridade podem mudar isso. Mas qual o interesse de um político em alterar essa realidade? Pergunta: além de aumentar seus próprios salários e de conseguir mais votos, quais outros interesses deles? Infelizmente, desconheço.

sábado, setembro 15, 2007

Placar no Senado: Renan 40 x 35 Justiça

Mais uma vez as nossas autoridades tomam uma atitude ao estilo: "O público que se dane" - relembrando a clássica frase do empresário americano Willian Henry Vanderbill (1882) - enquanto tenta esconder-se por debaixo da bandeira da democracia, da mesma forma como esconderam a polêmica sessão de votação. "Quem votou a favor de Renan? Quantos votos Lula comprou? E de quem?", perguntam-se os cidadãos.

Que me perdoem os senadores - e os demais políticos brasileiros - mas a verdade é que, na cabeça do povo, todos cometem ou já cometeram atos ilícitos como corrupção, superfaturamento de bens ou uso de laranjas em empresas. É claro que eles, os políticos, sabem disso e - o que é pior caro(a) leitor(a) - não estão nem aí! Lembram de Vanderbill?

Mas sabem o que é pior do que a roubalheira das nossas autoridades? É a impunidade que eles encontram nas urnas diante do próprio povo, que deveria dar o troco por esses atos, mas são corrompidos e se corrompem ao vender o voto. A única arma da democracia também torna-se moeda da corrupção.

domingo, setembro 09, 2007

Tributo a Pavarotti?!

Se, lá do céu, o tenor italiano Luciano Pavarotti teve a oportunidade de ouvir o tributo que Faustão apresentou hoje, durante seu programa, tapou os ouvidos. Foram convidados dois tenores brasileiros que tiveram que expremer um pretenso tributo dentro de cinco minutos dentro do programa. As canções eram terrivelmente cortadas, numa tentativa triste de resumir as obras. Coitado de Pavarotti. Não merecia esse "tributo".

sexta-feira, setembro 07, 2007

Silêncio da mídia sobre a Cia Vale do Rio Doce

A omissão da chamada grande mídia dessa vez paira sobre uma campanha que pretende, pelo menos, reacender o debate a respeito da privatização da Companhia Vale do Rio Doce, a estatal que foi vendida ao capital privado em 1997 sob protesto de vários segmentos da sociedade e suspeitas de subvalorização. A empresa foi arrematada em leilão no dia 6 de maio de 1997, no Rio, por R$ 3,3 bilhões. Segundo informações da Radiobrás, o patrimônio da Vale era calculado em R$ 92,64 bilhões, 28 vezes o valor pelo qual foi vendida.

Um conjunto de organizações não governamentais - incluindo-se aí o MST, a CUT e diversos grupos e sindicatos - estão promovendo a campanha cujo lema é: “A Vale é nossa”, que anda enfrentando o silêncio e o desconhecimento do público, enquanto tenta obter a participação dos brasileiros desde o último dia 1º de setembro, quando se iniciou uma consulta pública através de um plebiscito popular, onde as pessoas podem dar sua opinião a respeito da privatização através de voto em urnas.

Por outro lado, há uma divulgação constante – nos grandes canais de TV - de vídeos institucionais que exaltam as qualidades da atual administração privada da ex-estatal, numa clara demonstração de parcialidade e injustiça. Os vídeos que vi mostravam trabalhos da Vale nas áreas do meio ambiente, certamente numa tentativa de influenciar o público para um sentido favorável à empresa. Nunca foi novidade que a grande mídia, que tem a Globo como seu maior ícone, é orientada pelo cheiro do mercado, pela bússola dos interesses econômicos e políticos. Não tive tempo de investigar quais as ligações ocultas que omitem esse plebiscito tão importante, mas permitem a divulgação da opinião do lado oposto.

A consulta popular termina hoje, mas a campanha prossegue com o pedido de audiência com o governo federal, que será encaminhado com todos os votos recolhidos no plebiscito, para discutir a proposta de anulação do leilão que privatizou a Vale.

Segundo o site da campanha(avaleenossa.org.br), aqui no Rio Grande do Norte o público poderá votar nos seguintes locais: Arquidiocese de Natal, pastorais sociais, organização TECHNE e na sede do Conlutas (Av. Rio Branco, prédio da editora moderna).

quinta-feira, setembro 06, 2007

A Declaração Anual de Isento já começou

Desde o último dia 1º de setembro iniciou-se no País o recolhimento da Declaração Anual de Isento do imposto de renda. São obrigados a apresentar declaração de isento os contribuintes que têm CPF e ganharam menos de R$ 14.992,32 em 2006.

Apesar de o prazo final para entrega ser no dia 30 de novembro, muitas pessoas perdem o prazo e têm o CPF suspenso ou pendente de regularização.

O mundo perde Pavarotti

O tenor italiano Luciano Pavarotti, considerado por muitos o maior cantor lírico de sua geração, morreu na madrugada desta quinta-feira, aos 71 anos de idade, vítima de um câncer no pâncreas. A morte foi anunciada pelo empresário do cantor, Terri Robson.

O tenor havia deixado de fazer aparições públicas desde julho de 2006, quando submeteu-se a uma cirurgia para tratar do câncer. Pavarotti faleceu em sua casa, na cidade de Modena, no norte da Itália.

Leia mais: http://noticias.uol.com.br/ultnot/2007/09/06/ult23u558.jhtm

Fonte: UOL.

terça-feira, agosto 28, 2007

E as outras Madeleines?

Recebi um e-mail da BBC Brasil, que envia-me diariamente as principais notícias do Brasil e do Mundo. Um dos links era "Em busca de Madeleine; leia o post e envie o seu comentário".

A menina britânica desapareceu há cerca de três meses enquanto passeava com os pais em Portugal, e as investigações estão sendo amplamente cobertas e divulgadas pela mídia. Não pretendo menosprezar a importância desse caso, mas é interessante ver como a mídia valoriza apenas um ou outro caso desse tipo. Quantas crianças estão desaparecidas no mundo? Onde elas aparecem na TV? Não aparecem. Sequer são mencionadas.

Sei que é difícil informar ao público sobre todos os fatos tristes, mas quando um único caso recebe tanta atenção por tanto tempo devemos considerar que é um exagero, talvez até uma injustiça para os demais casos anônimos.

domingo, agosto 26, 2007

Lobão, o mediador?

Hoje, vi pela primeira vez o programa MTV debate. A questão era prostituição, mas as conversas variavam em outros temas. Lobão é o apresentador e pretenso condutor do programa. Ele, na ocasião, criticou todas as religiões, afirmando que elas limitam as pessoas, mas não percebe que ele mesmo é limitado. Não consegue enxergar que está generalizando, pois limita sua opinião a uma certeza absurda: a de que ele tem razão. Afinal, quem tem razão? Nem eu, quanto mais lobão!

Na verdade ele se limita a criticar tudo: governo, polícia etc, pois talvez seja esse seu papel no programa. Grande mediador! É a primeira vez que vejo um mediador exibir sua opinião explicitamente, indo contra a opinião dos próprios participantes.

domingo, agosto 12, 2007

Filosofando?

Um amigo, ao enfrentar o fim de um relacionamento de mais de cinco anos, começou a questionar Deus. "Por que Deus não interfere nisso e faz com que ela volte para mim?", perguntava ele. Lembrei logo do personagem do filme Um Violinista no Telhado que perguntava ao Eterno: "Seria tão terrível assim se eu tivesse uma pequena fortuna? Será que atrapalharia seu vasto e eterno plano?" É verdade que há problemas no mundo bem maiores do que o de nossos amigos acima: amor e dinheiro. Há guerras, mortes, homicídios, acidentes e outras tragédias onde inocentes sofrem, morrem e Deus, aparentemente, nada faz para impedir.

Entender Deus é tão complicado que não é de admirar que existam os ateus. Ser ateu é mais fácil. O fato é que, se Deus existir, ele possui uma inteligência tão elevada que, compreendê-la seria inútil. O ser humano tem a mania de ver Deus dentro de contextos inseridos em nossos próprios problemas terrenos. Se fosse assim, cada um teria um Deus próprio. E, na verdade, a própria existência de um Deus certamente independe do que nós pensamos a respeito Dele. Se ele controla o Universo, é compreensível que seus atos não sejam exclusivamente caracterizados da forma que o homem classifica como benévolos. Administrar toda a existência não deve ser muito fácil.

Então... Pra quê rezar, já que Ele é tão inalcancável? Bom, na dúvida, já que ninguém sabe ou vai saber o que realmente é Deus, rezemos! Mal não vai fazer, não é mesmo? Faremos como disse Sabrina Sato, numa revista que não me lembro: "Tenho medo de não acreditar em Deus, morrer e ver que Ele existe. Por isso, prefiro acreditar do que não acreditar". E se não tiver nada depois da morte? Bom, mesmo que a morte seja o fim de nossa existência em todos os sentidos, acredito que só o fato de existir um pensamento tão abstrato como é a consciência humana, no meio de um universo imenso, cheio de caos e planetas inabitados, já é uma bênção. Ou seja, só o fato de existir vida inteligente e de sermos representante dessa vida já é uma incrível raridade no universo, e devemos agradecer por isso Àquele que tiver nos colocado aqui.

"Arafat foi infectado pelo HIV para disfarçar envenenamento", diz seu médico

O portal UOL divulgou hoje a acusação do médico pessoal de Yasser Arafat, Dr. Ashraf al-Kurdi de que o ex-líder palestino foi envenenado e teve seu sangue posteriormente infectado pelo HIV para disfarçar as verdadeiras causas de sua morte.

As declarações do Dr. Ashraf foram feitas à mídia jornaniana, por meio da tv Al-Jazeera. Segundo o jornal israelensa Haarez, a tv teria cortado a transmissão quando ele começou os comentários sobre a infecção de Arafat pelo vírus da AIDS. Antes do suposto corte, o médico também disse que, apesar de ter cuidado de Arafat por 18 anos, foi ignorado nas semanas que antecederam sua morte e nem teve acesso ao seu corpo.

Arafat morreu em 11 de novembro de 2004, aos 75 anos. A causa exata de sua morte nunca foi revelada, e as insinuações de que ele havia sido envenenado pelo governo do ex-premiê israelense Ariel Sharon são comuns entre os árabes. A novidade no que al-Kurdi falou na Jordânia é a suposta infecção pelo HIV.

fonte: www.uol.com.br e www.haaretz.com

domingo, agosto 05, 2007

Exagero na cobertura do acidente da TAM

É inquestionável a gravidade do acidente da TAM no aeroporto de Congonhas. Mas a freqüente exposição que esse assunto tem na mídia está se tornando cansativa para o telespectador e nos faz pensar: por que um acidente aéreo onde morrem 200 pessoas merece mais destaque do que as centenas de acidentes automobilísticos que matam milhares por ano? Será a conspiração da mídia, procurando motivos para atacar o governo Lula?

De qualquer forma, a pressão da mídia deveria ser usada também para as autoridades resolverem o problema do trânsito terrestres. Afinal, a insegurança no ar é um privilégio de poucos. A maioria dos brasileiros tem que se contentar com a insegurança no chão mesmo, e com mais razão.

"Botando boneco" e enriquecendo os outros

É muito comum observarmos o esforço de muitos jovens para adquirir um “carro legal” e um som “bem potente” para sair por aí exibindo-se. Para muitos, é o sonho de consumo de início da “vida adulta”. Tirando o fato de ser falta de educação fazer os outros ouvir o que não querem, e com o volume lá em cima, esse comportamento seria pelo menos interessante se, no lugar de saírem tocando qualquer música de funk ou de forró, colocassem alguma obra de qualidade como aquelas de Vilalobos, Vivaldi ou qualquer outra. Pelo menos MPB! Não me iludo. Sei que isso nunca vai acontecer. Sei que eles têm medo do que os outros podem pensar: “Nossa! Como ele é otário! Ouve música clássica!”.

Mesmo que o indivíduo goste de ouvir algumas músicas que não estão na moda, ele é obrigado a colocar - com o volume nas alturas - as “10 mais ouvidas do momento” por onde quer que passe. O jovem torna-se mais uma peça do mercado de automóveis, que tira-lhe a individualidade e o força a reproduzir uma atitude padronizada, que só enriquece as lojas de carro e as respectivas equipadoras.

É como eu digo: se eu não fosse tão crítico, seria rico. Quando em comprar um carrão e um som desses, vou colocar pra tocar, com o volume no máximo, um CD de Pavarotti.

Fotos do acidente da TAM já circulam no Youtube

Por meio de uma notícia recebida por e-mail, chegou-me hoje a informação de que as fotos das vítimas do vôo da TAM, no aeroporto de Congonhas, estão circulando na Internet através de e-mails. Ao saber disso, pesquisei um pouco e descobri que as fotos também já foram publicadas no site de vídeos Youtube.com. O fato é que o Departamento de Investigação sobre o Crime Organizado (DEIC) pediu à Justiça a quebra de sigilo de correio eletrônico aos provedores de internet para identificar os responsáveis pela divulgação das fotos do acidente aéreo. O mesmo poderá ocorrer com o Youtube.

Algumas fotos mostram corpos carbonizados e restos mortais de passageiros que morreram na tragédia do vôo 3054 da TAM, ocorrida no dia 17 de julho. Não será a primeira vez que o Youtube.com poderá responder pelo abuso da liberdade de expressão.

Wilma de Faria é denunciada por improbidade nas obras da ponte

Está na mídia potiguar a denúncia do Ministério Público Federal contra a governadora Wilma de Faria e outras 21 pessoas, que teriam cometido crime de improbidade administrativa.

Relatórios do Tribunal de Contas da União (TCU) e da Controladoria-Geral da União (CGU) apontaram superfaturamento de R$ 29,6 milhões e sobrepreço de R$ 38,2 milhões na obra.

Matéria da Tribuna do Norte relata:
Caso a denúncia seja aceita pela Justiça Federal, em caráter liminar, o MPFrequer o bloqueio dos bens dos indiciados até que fique completado o valor do superfaturamento. Como as empresas Construbase e Queiroz Galvão já tiveram retidos R$ 15 milhões, referente a parte do superfaturamento, os novos envolvidos - caso o bloqueio dos bens seja deferido - terão que arcar com a diferença (R$ 14,6 milhões).
Fonte: http://tribunadonorte.com.br/noticia.php?id=48759

sábado, julho 28, 2007

Momento musical: Imbranato, de Tziano Ferro


E' iniziato tutto per un tuo capriccio
Io non mi fidavo..era solo sesso
Ma il sesso e un'attitudine
Come l'arte in genere
E forse l'ho capito e sono qui
Scusa sai se provo a insistere
Divento insopportabile
Ma tiamo..tiamo..tiamo
Ci risiamo..vabe, e antico, ma tiamo..
RIT:
E scusa se tiamo e se ci conosciamo
Da due mesi o poco piu
E scusa se non parlo piano
Ma se non urlo muoio
Non so se sai che ti amo..
E scusami se rido, dall'imbarazzo cedo
Ti guardo fisso e tremo
All'idea di averti accanto
E sentirmi tuo soltanto
E sono qui che parlo emozionato...si
..e sono un imbranato!
Ciao..come stai?
Domanda inutile!
Ma a me l'amore mi rende prevedibile
Parlo poco, lo so..e strano, guido piano
Sara il vento, sara il tempo, sara......fuoco!
RIT:
...
Ma tiamo...

quinta-feira, julho 26, 2007

Copos descartáveis podem liberar substância cancerígena

Você sabia que copos descartáveis liberam uma substância nociva quando aquecidos? O plástico desses copos libera uma substância química semelhante ao hormônio feminino, o xenoestrogênio.

Ao entrar no organismo junto com a bebida, o xenoestrogênio ocupa os receptores desse hormônio, aumentando a chance de as mulheres terem câncer de mama ou útero. Já os homens ficam mais predispostos ao câncer de próstata, à infertilidade e à diminuição do número de espermatozóides.

"Estamos o tempo todo expostos ao xenoestrogênio, que é liberado por todos os derivados de petróleo. Por isso, devemos evitar os copos plásticos para o café", alerta a médica ortomolecular Tâmara Mazaracki. Usar vasilhas plásticas no microondas é contra-indicado. O copinho descartável não é o único material a liberar o xenoestrogênio, mas torna-se uma das principais fontes, na medida em que o cafezinho costuma ser ingerido várias vezes ao dia. "As vasilhas plásticas que são levadas ao microondas e qualquer material que contenha derivados de petróleo, ao serem aquecidos, também liberam xenoestrogênios", adverte.

Ela diz que ambientes novos, com carpete e pisos colados também são grandes emissores de xenoestrogênios. "As pessoas vão se envenenando aos poucos. Devemos mudar nossos hábitos, tomando café em xícara de louça ou vidro. O mesmo vale quando usarmos o microondas".

domingo, julho 22, 2007

Governador do Paraná acusa Globo de ter sustentado filho de FHC

A revista Carta Capital trás uma informação interessante em uma matéria intitulada "A mídia aproveita-se da fogueira". No texto, o autor critica a tendência da mídia em usar a tragédia de Congonhas para atacar o governo Lula e ter esquecido os erros de outros grupos políticos. Também revela o comentário do governador do Paraná, Roberto Requião, que perguntou aos jornalistas, na última segunda (16/07), por que, em outros tempos, “vocês não falaram do filho de Fernando Henrique? Quem sustentou o filho do ex-presidente foi, desde o nascimento, uma empresa privada, a Globo da família Marinho”.

Veja a a matéria.

terça-feira, julho 17, 2007

Grupo seqüestra jovem para conseguir senha de game

O cúmulo da secura é isso aí:

Uma quadrilha composta por quatro jovens foi presa na manhã desta terça-feira por policiais civis do DAS (Divisão Anti-Seqüestro) de São Paulo. Eles são suspeitos de seqüestrar um jovem para conseguir sua senha no jogo Gunbound.

Veja a matéria.

Fonte: Folha Online
Clip da música "we just don't care", de John Legend.

quinta-feira, julho 12, 2007

Operação Impacto investiga Vereadores de Natal


Uma operação realizada pela Polícia Civil, em conjunto com o Ministério Público, apreendeu hoje (12/07) material das residências e gabinetes de oito vereadores da câmara de Natal: Dickson Nasser (PSB), Geraldo Neto (PMDB), Adenúbio Melo (PSB), Renato Dantas (PMDB), Emilson Medeiros (PPS), Júlio Protásio (PV), Salatiel de Souza (sem partido) e Sargento Siqueira (PV).

Eles são acusados de receber propina para votar a favor da derrubada dos vetos do prefeito Carlos Eduardo Alves (PSB) a emendas no Plano Diretor de Natal. Se a corrupção for confirmada, só faltará saber quem pagou; e não haverá dúvidas de que deverão ser empresários que iriam se beneficiar com as emendas vetadas pelo prefeito. Segundo matéria da Tribuna do Norte, uma dessas emendas, de autoria do vereador Dickson Nasser, libera a Zona Norte para construção de prédios com mais de 22 andares. Nesse momento, pelo menos um dos diretores de uma das grandes empresas construtoras que atuam na cidade deve estar dormindo com dificuldades.

Esse tipo de investigação faz com que o estereótipo do político ladrão solidifique-se cada vez mais entre a população.

quarta-feira, julho 11, 2007

ET no ônibus

Muito boa a propaganda do AXN Film Festival 2007. É igual a uma viagem na linha 51, aqui em Natal.

Copa América: Estamos na final, com a ajuda do juiz

Ganhar é bom, mas da forma como o árbitro validou a defesa de Doni frente ao chute de Lugano, não tem graça. Os pênaltis foram emocionantes, mas com ajuda do árbitro não é legal.

terça-feira, julho 03, 2007

Iniciação sexual precoce: de quem é a culpa?

Por Nestor Burlamaqui

Não é grande novidade que a precocidade infantil em relação à sexualidade pode estar conectada com uma família desequilibrada ou ausente. Com os diversos tipos de mídia (TV, revistas e Internet) servindo como educadora de nossas crianças, em substituição aos pais ausentes, a necessidade de um maior controle sobre esses meios de comunicações vem ganhando uma importância imprescindível para que a situação não fique pior do que está.

Diariamente, vemos jovens meninas maquiando-se, usando roupas justas e decotadas, adotando um visual impróprio para sua idade, apenas para acompanharem a moda ditada pela mídia. Essas mesmas meninas conversam sobre namoro naturalmente, como se fossem adultas. Muitas vezes iniciam a vida sexual aos 12 ou 13 anos e, conseqüentemente, engravidam. A tendência é que esse quadro se agrave. Porém, sabemos que há uns dez ou quinze anos esse comportamento não ocorria com tanta freqüência. “O que está acontecendo?”, perguntam-se alguns pais, preocupados.

Conversando com a gerente de uma banca de revistas em um shopping de Natal, descobri que a maioria das meninas que compram revistas como Capricho e Atrevida - publicações que deveriam ser consumidas por meninas adolescentes – são compradas, quase que exclusivamente, por crianças de idade entre 7 e 11 anos, e não por adolescentes de 15 anos ou mais. A mesma gerente afirmou ainda que os pais dão o dinheiro às meninas sem maiores problemas, como se não se preocupassem com o material que suas filhas lêem. Exemplos das matérias dessas revistas são: “Saiba como agir quando ele faz a maior pressão para transar”, “É normal sentir dor nas primeiras relações sexuais? Descubra já!” ou “8 perguntas sobre masturbação - Acabe de uma vez com todas as suas dúvidas”. Agora eu pergunto: o que esse tipo de leitura provoca na cabeça de uma menina de dez anos? Os pais deveriam refletir a respeito do tipo de informação que seus filhos e filhas estão absorvendo.

Talvez alguns defendam que se trata de orientação sexual. Mas eu questiono se isso não seria mais um incentivo ao sexo. Logo, percebe-se que os pais de hoje estão, na melhor das hipóteses, despreparados. Eles encontram dificuldades em lidar com as recentes normas de comportamento que estão sendo empurradas pela mídia, cujos olhos são guiados sempre pela ganância do mercado. A lógica é simples: se um material considerado impróprio para crianças pode vender mais do que um outro mais adequado, o primeiro é publicado na TV, nas revistas e na Internet sem maiores preocupações com as conseqüências que isso provocará no público infantil. Geralmente, o argumento deles joga a culpa diretamente sobre o público: “Se vende é porque o povo quer”. Porém, há uma palavra mágica que muitos esquecem: responsabilidade. Além dos pais, a culpa certamente é da mídia.

A maioria dos “irresponsáveis” pela programação televisiva não se importa se aquela cena de sexo da novela é transmitida num horário acessível para crianças. O código de ética da radiodifusão afirma que as emissoras devem transmitir entretenimento do melhor nível artístico e moral, considerando que a radiodifusão é um meio popular e acessível a quase totalidade dos lares. Porém, vemos todos os dias na TV cenas de sexo, propagandas desrespeitosas e grupos cantando letras imorais, fora as dançarinas com suas coreografias libidinosas(quem não se lembra da Carla Perez e de sua Bunda Music?) O mesmo código, em seguida, lembra da responsabilidade dos pais ou responsáveis, “aos quais cabe o dever de impedir, a seu juízo, que os menores tenham acesso a programas inadequados, tendo em vista os limites etários prévia e obrigatoriamente anunciados para orientação do público”. O problema é que essa orientação do público através de limites etários inexiste ou, quando existe, não corresponde à realidade.

Nesse cenário, uma possível solução – se ainda podemos sonhar com isso – seria aplicável a longo prazo; e o maior desafio para se atingir um objetivo positivo é justamente modificar o atual comportamento dos jovens através da mudança ou eliminação das normas prejudiciais, que foram se incrustando em nossa sociedade. Por exemplo, atualmente, as meninas entre 10 e 14 anos que não usam roupas sensuais, estão fora da moda e logo são criticadas ou excluídas por suas colegas.

Pressionado por alguns segmentos da sociedade, o governo está planejando, em breve, publicar uma portaria que regulará a classificação indicativa dos programas de TV. É pouco, mas não deixa de ser um passo em direção a uma possível solução ou amenização. Contudo, é preciso ter cuidado para que essa portaria não seja feita do jeito como as emissoras desejam, ou nada mudará de fato. Afinal, o controle da informação é imprescindível. Podem chamar de censura. Eu chamo de bom senso.

sexta-feira, junho 29, 2007

De novo às cotas raciais

Quando a mídia já havia esquecido a polêmica em relação às cotas raciais, o tema retorna à pauta. No Brasil, mais uma universidade – a Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) – o adotou nessa sexta-feira (29/06), mesmo que sob protestos de alguns de seus integrantes. Segundo notícia no site da UFRGS, o conselho universitário aprovou o programa que prevê uma reserva de 30% das vagas de cada curso de graduação para alunos autodeclarados negros e oriundos de escolas públicas. Com isso, a universidade gaúcha soma-se às outras 35 universidades brasileiras que já possuíam sistema semelhante. Enquanto isso, nos EUA, a suprema corte adotou uma atitude contrária à esse sistema.

Segundo a sentença do presidente da corte americana, John Roberts, a busca das escolas públicas pela integração racial não quer dizer que elas sejam livres para empreender uma discriminação com base na raça para isso. De fato, o sistema de cotas raciais – seja ele usado nos EUA ou no Brasil – é inqüestionavelmente discriminatório e potencialmente racista. Submete os visivelmente afrodescendentes à humilhação, colocando-os num nível intelectual e de competência abaixo daqueles que não são visivelmente afrodescendentes. Falo “visivelmente” pois, na verdade, segundo pesquisas genéticas e genealógicas, todos os brasileiros – incluindo os de pele clara e olhos azuis – possuem um ou outro ancestral negro.

Sabendo que a limitação de alguém em ingressar no ensino público superior é conseqüência de um deficiente ensino básico e médio, provocado muitas vezes pela falta de investimento na educação pública desses setores, o ideal seria o fim do sistema de cotas raciais e a adoção total às cotas socioeconômicas. Dessa forma, o indivíduo que é visivelmente branco, mas é pobre – e também vítima da falta de investimentos na educação primária – não seria excluído pelo atual sistema misto (racial e social) que estão adotando recentemente em nosso país. Além disso, o critério da pobreza, mesmo não sendo muito objetivo, apresenta uma aplicação mais sensata para um sistema cotista. Ainda há uma questão legal. Afinal, a tentativa da seleção por elementos raciais abala um dos princípios fundamentais da Constituição, que é “promover o bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação”.

terça-feira, junho 26, 2007

Humor: Eliana canta: "Vai tomar no c..."

Como até o UOL divulgou esse vídeo, farei o mesmo. Divirtam-se: Eliana como vocês nunca viram.

Campanha de trânsito na Austrália tenta ligar alta velocidade à pênis pequeno

Para combater o excesso de velocidade entre os jovens autralianos, as autoridades do país adotaram uma estratégia publicitária que é, no mínimo, interessante. A mensagem tenta relacionar a alta velocidade no volante a uma tentativa de compensar um pênis pequeno.

Além das propagandas na TV e no cinema com o slogan "Alta velocidade. Ninguém te acha grande", a campanha também terá cartazes em pontos de ônibus e um anúncio na internet oferecendo preservativos "extra extra pequenos" aos que se excedem na velocidade.

Para o diretor da agência de trânsito, John Whelan, a campanha pretende transformar o hábito de acelerar além do limite em algo "socialmente inaceitável".

A mensagem pode provocar efeitos esperados no jovém médio, mas qual será o efeito em jovens que realmente possuem pênis pequeno? É preciso cautela em campanhas polêmicas como essa. Mas vamos torcer para que dê certo. Segundo a agência de trânsito de Nova Gales do Sul, o excesso de velocidade é responsável por 220 mortes em acidentes por ano no Estado, cerca de 40% do total.

segunda-feira, junho 25, 2007

“Sr. Juiz, roube com moderação”, diz torcida do América-RN.

Insatisfeitos com a atuação da arbitragem neste início de Campeonato Brasileiro, torcedores do América-RN levaram duas faixas com mensagens de protesto ao jogo deste domingo, contra o Fluminense, no Machadão.

Em uma delas estava grafada a seguinte frase: "Sr. Juiz, por favor, roube com moderação". Na outra, lia-se: "Sr Juiz, respeite o América". A atitude dos simpatizantes do clube potiguar chamou a atenção do juiz da partida, Cléver Assunção Gonçalves. O árbitro confessou constrangimento e afirmou que vai pôr isso no relatório da partida.

A manifestação não deu muita sorte. O América acabou perdendo por 1 a 0, acompanhando a tendência de seu desempenho no campeonato. Das sete partidas do América no Brasileirão, o time perdeu cinco, sendo quatro dentro do próprio Machadão.

domingo, junho 24, 2007

Humor: Joãozinho e Deus

Recebi essa piada pelo Orkut. Muito boa:

Joãozinho queria ganhar 100 reais e rezou durante 2 semanas para Deus. Como nada acontecia, ele resolveu mandar uma carta para o Todo-Poderoso com seu pedido. O correio recebeu uma carta endereçada para "Deus - BRASIL" e resolveu mandá-la para o Lula. Lula ficou muito comovido com o pedido e resolveu mandar uma nota de 10 reais para o menino, pois achou que 100 reais seria muito dinheiro para uma criança tão pequena. O Joãozinho recebeu os 10 reais e imediatamente notou o endereço do remetente "Brasilia - DF". Imediatamente pegou papel e caneta e sentou-se para escrever uma carta de agradecimento:

- Prezado Deus: Muito obrigado por me mandar o dinheiro que eu pedi, contudo, eu pediria que na próxima vez o Senhor mandasse direto pro meu endereço, porque quando passa por BRASÍLIA, aqueles filhos da puta ficam com 90%!

sábado, junho 09, 2007

Estudantes da UFRN atuam como médicos no interior

Nestor Burlamaqui

Mais uma vez, venho alertar a sociedade a respeito de uma realidade que no mínimo nos causa preocupação em relação à saúde pública no Rio Grande do Norte. Agindo de má fé para com os cidadãos, prefeituras do interior do estado estão contratando alunos do curso de medicina da UFRN para trabalhar em plantões que deveriam estar sendo servidos por médicos formados. Essa atitude tipifica claramente exercício ilegal da profissão médica, ferindo a lei brasileira, a ética, e as normas do Conselho Regional de Medicina (RN). Em troca de uma quantia inferior ao pago para médicos formados, esses municípios – além de prejudicar os usuários do sistema de saúde – induzem os jovens estudantes a participar de um verdadeiro tapa-buracos no serviço público.

Talvez esses alunos desconheçam que, segundo o artigo 282 do código penal, estão correndo o risco de serem punidos com até a dois anos de detenção, estragando, dessa forma, a sua reputação profissional. Ouvi um desses alunos alegando a falta de interesse por parte de médicos formados em atender em municípios de pouco recursos. Sendo assim, devido a baixa quantia dos honorários oferecidos pelos municípios, o jeito seria contratar um estudante. Na verdade, o médico entra no esquema apenas com o seu nome. Os estudantes usam o nome do médico, assinando por eles, falsificando todos os documentos referentes às consultas.

Apesar de boa parte da culpa recair sobre as prefeituras, os futuros médicos deveriam refletir sobre o mal que estão fazendo aos outros. Parecem não ligar para o risco que estão colocando em relação à vida de outras pessoas, mesmo sabendo que não possuem conhecimento e experiência médica suficiente para atender sem supervisão. Alguém poderia alegar que, ao perceber um problema mais grave num paciente, o estudante que se passa por médico encaminha-o para um profissional de verdade. Essa saída pode funcionar alguĸmas vezes, mas se o caso do indivíduo for realmente grave e de natureza urgente, não há dúvidas de que existe a exigência de uma maior experiência e perícia por parte do profissional. Se um usuário do serviço público de saúde chegar, em estado grave, diante de um estudante despreparado, o paciente certamente se prejudicará por ter perdido tempo indo se consultar com a pessoa errada. No lugar de resolver o problema no mesmo dia da consulta, tem que adiar essa resolução para outra data, quando seu quadro provavelmente terá piorado.

Uma forma de resolver essa questão seria tornar público que aquele indivíduo, o estudante no lugar do médico, é apenas um estagiário e não um profissional pleno. E mesmo assim ainda faltaria um médico de verdade que supervisionasse o serviço do aluno, como ocorre em muitos hospitais.

Enquanto isso ocorre, os envolvidos nesse esquema prosseguem – talvez sem muito remorso – argumentando que ter um aluno despreparado para atender os usuários é melhor do que nada. De fato, é essa realidade de tapa-buracos que venho criticar. Muitos podem vê-la apenas como mais um problema oriundo de nosso deficitário sistema de saúde pública e, portanto, banal e sem muita importância. Mas esse tipo de pensamento deveria se restringir apenas a pessoas acomodadas ou medrosas, que não se preocupam com o bem comum ou temem represálias. Porém, considero dever de todo o cidadão lutar, da forma como pode, para impedir que injustiças como essa ocorram. Não cito nomes. Desejo apenas alertar à população em geral e às autoridades competentes para que impeçam o prosseguimento de tal fato criminoso contra a nossa sociedade.

terça-feira, junho 05, 2007

Chávez x RCTV: A luta pelo controle da informação

Na Carta Capital dessa semana a revista destaca a influência da mídia na política e dentre vários aspectos dessa influência, apresenta uma opinião interessante, na matéria intitulada "Nem Estado nem mercado", que faz uma boa ressalva frente a posição da grande maioria dos meios de comunicação. Abre os olhos para o caso do canal de tv venezuelano RCTV, que teve negada a renovação de sua concessão de transmissão.

Enquanto toda a mídia brasileira repudia a atitude do presidente venezuelano Hugo Chávez como um ato contra a liberdade de expressão, a Carta Capital, através de Antonio Luiz M. C. Costa, lembra que "Se Chávez é ameaça à expressão livre, idem os oligopólios da informação". Leia a matéria.

Comunicação empresarial faz bem

Por Nestor Burlamaqui

Ao contrário do que muitos empresários brasileiros acreditam, a imagem ou a reputação de uma empresa não depende apenas de propaganda na TV e no rádio ou de sua eficácia produtiva. De fato, esses elementos são muito importantes, mas muitos desconhecem que, se o público interno de uma organização – no caso, os empregados – não estiver satisfeito com as políticas da empresa, não só a eficácia dela estará comprometida, mas também a sua imagem e reputação diante do público externo, que são os clientes, fornecedores e a sociedade em geral. É fato que – talvez por desconhecimento ou por simples falta de recursos – a aplicação de políticas de comunicação empresarial é algo raro entre as empresas potiguares.

Porém, pequenas ações podem melhorar bastante o clima interno e, consequentemente, a imagem externa de uma organização. Por exemplo, algo que, se fosse corrigido, melhoraria bastante o clima interno das empresas brasileiras, é a falta de informação para novos empregados; que acabam por ter que descobrir como funciona a organização e suas atribuições por conta própria e quase sempre através de boatos, mentiras e desmentiras. Ou seja, as chances de o novo empregado ver a empresa de forma negativa é muito grande. Isso afeta a produção diretamente. Muitos nem sabem exatamente o próprio papel na organização. Certamente, muitas empresas – sejam privadas ou públicas - têm falhas na orientação para novos funcionários. Na verdade, quando há algum tipo de orientação formal já podemos considerar muita coisa para os padrões locais. Porém, muitas vezes, quando há algo escrito com esse objetivo nem sempre o que há no papel representa ao menos cinqüenta por cento da realidade. Geralmente, esse problema ocorre devido à própria falta de determinação por parte da diretoria quanto às atribuições exatas de uma função empregatícia. Quando não é por isso, deve-se à infeliz escolha de se usar funcionários “faz-tudo” – que é uma atitude perigosa, pois freqüentemente tipifica desvio de função, um prato cheio para ações judiciais trabalhistas contra a empresa e conseqüente aumento de dívidas.

A decisão de estabelecer de forma adequada as atribuições de um empregado, além de ajudar o indivíduo a trabalhar com mais qualidade, também reduz bastante a tensão inicial da pessoa sobre o seu papel na empresa. Isso faz com que ele tenha maior segurança de que não será usado de forma inadequada; por exemplo, para comprar o lanche do patrão na esquina ou enfrentar uma fila para quitar a conta de luz de um colega. Infelizmente esses exemplos não representam exagero e servem bem para mostrar o drama. Resumindo: dê segurança ao seu empregado. Não custa nada além de um pouco de decisão.

Proporcionar uma comunicação interna satisfatória também é uma boa dica para melhorar o clima interno de uma empresa e evitar os temíveis, porém comuns boatos. Uma das formas de se fazer isso é a produção e distribuição de um jornal da empresa com informações de real interesse dos funcionários. É bom lembrar que eles não querem saber só dos recordes de produção da companhia ou de novas parcerias com outras entidades. São assuntos importantes, mas longe de serem exclusivos. Um dos pecados das empresas que produzem jornais internos é a divulgação de muitas matérias que relatam apenas as ações diretas da diretoria. Isso prejudica a credibilidade da publicação – não só internamente, mas também diante do público externo (jornalistas, clientes etc) – que é vista como apenas uma forma de promoção dos diretores. O jornal também deve ser usado para antecipar as informações aos empregados, esclarecendo-os antes de se formar um boato indesejado. Ou seja, se o salário do mês for atrasar uma semana, esclareça isso antes que o boato faça os empregados crerem que ficarão sem dinheiro durante um mês inteiro ou pior.

Adotar essas e outras ações de comunicação interna – com a ajuda de um profissional capacitado – cria harmonia com as ações externas (propaganda, press-releases etc) e uma conseqüente verossimilhança com todas as informações emanadas de uma organização. Assim, a imagem externa será beneficiada e as chances de se conseguir mais clientes certamente aumentarão. Agrade e esclareça seus funcionários; e terá uma boa imagem. Desrespeite-os e ignore-os; e não terá assessoria de imprensa ou de relações públicas que salve a reputação e a imagem de sua organização. A menos que você seja adepto do “falem mal, mas falem de mim”, sempre é bom tomar atitudes para que a sociedade tenha uma opinião favorável ao seu negócio.

segunda-feira, maio 14, 2007

Técnico do Vasco critica gramado do Machadão

Mesmo após a reforma no estádio Machadão - que teve dispensa de licitação e custou por volta de R$ 18 milhões - a qualidade do gramado não parece tão boa. Ainda ontem, após a vitória contra o América por 1 a 0, o técnico do Vasco, Celso Roth, dentre outras coisas, criticou o gramado do Machadão:
"O gramado está irregular, foi muito complicado. Infelizmente, não podemos premiar essa torcida maravilhosa com um bom espetáculo. Não houve aqui futebol, houve uma disputa física. Mesmo assim, tivemos um volume ofensivo muito grande no primeiro tempo. O Vasco teve 15 finalizações. Acho que poderíamos ter tido uma vitória mais tranqüila"

Veja: http://globoesporte.globo.com/ESP/Noticia/0,,MUL36048-4283,00.html

sexta-feira, maio 11, 2007

Clipping de Notícias

Rabino Sobel - Foi esclarecido que, na verdade, o rabino não queria pedir perdão ao papa pelo roubo das gravatas, mas apenas expressar esclarecimentos sobre o caso. Como esperado, a confusão foi esclarecida.
Ver notícia

Frei Galvão - Bento XVI canonizou hoje, Frei Galvão, brasileiro nascido no interior de São Paulo. O frei é o mais novo da 'fábrica de santos' iniciada por João Paulo II.
Ver notícia

Sangue de plástico - Cientistas britânicos criam sangue artificial que é feito de moléculas de plástico e não precisa de refrigeração.
Ver notícia

quinta-feira, maio 10, 2007

O rabino Henry Sobel é católico?

Foto:Michelino Roberto/Reuters
Parece que até o rabino da CIP (Congregação Israelita Paulista) Henry Sobel aderiu à mais recente moda no Brasil: a de bajular o papa. Segundo notícia do site oglobo.com, Sobel havia decidido pedir perdão(?!) ao papa Bento XVI pelas acusações de ter roubado gravatas numa loja dos EUA, mas não teve a devida oportunidade, já que eles se encontraram, hoje, rapidamente[].

Agora pergunto: seria o rabino católico?! As gravatas roubadas seriam do papa? Se não, pra quê o perdão?

Porém, segundo notícia no site do Estadão.com.br o rabino queria apenas expressar - à Bento XVI - arrependimento pelo caso das gravatas roubadas, para que pudesse, em seguida, pedir perdão à Deus. Caro leitor(a), sabemos que, quem se arrepende assume. Logo, se for o caso, Sobel está assumindo que roubou, coisa que ele negava anteriormente.

De fato, as notícias indicam uma certa confusão de informações. Um site diz o perdão seria dirigido ao papa. O outro afirma que seria dirigido à Deus e que ao papa seria expressado apenas o arrependimento.

Vou rezar para que, em breve, a verdade apareça e que tenhamos um maior esclarecimento do que diabos Sobel queria com o papa.

Bento XVI e a recente onda de propaganda católica no jornalismo brasileiro


Ultimamente, quem lê os jornais impressos ou assiste aos telejornais percebe um clima de euforia e bajulação por parte desses meios em relação ao papa. Metáforas e adjetivos elevam, descaradamente, a imagem da igreja católica a um patamar privilegiado. Frases como "...o líder supremo da maior igreja cristã do mundo" ou "Bento XVI, o mensageiro da fé" são comuns. E, para variar um pouco no clima festivo, os comentários papais sobre o aborto e as ameaças de excomunhão contra políticos representam a salvação para quem realmente deseja ver notícias e menos propaganda católica.

Esse comportamento, porém, é considerado comum e até mesmo inevitável para os meios de comunicação jornalísticos, que precisam publicar o que eles acham que o povo quer ver. Na minha opinião, o tom de elogios e exaltação está um pouco acima do aceitável e os canais jornalísticos deveriam baixar um pouco a bola nesse sentido. Afinal, nem todo mundo é católico.

terça-feira, maio 08, 2007

Lula cria nova Secretaria de Portos com 111 cargos de confiança

O presidente da república Luiz Inácio Lula da Silva editou na noite de ontem(segunda-feira) uma medida provisória que cria a Secretaria Especial de Portos e, junto com ela, 111 cargos comissionados, fora o novo posto de Secretário, que tem prerrogativas, garantias, vantagens e direitos equivalentes aos de Ministro de Estado. A medida foi publicada hoje no Diário Oficial da União.

A oferta de cargos atende os interesses do PSB, mas irrita o PR, que queria manter a administração dos portos sob o controle do Ministério dos Transportes, cujo ministro Alfredo Nascimento é do partido.

Segundo a lei que dispõe sobre os referidos cargos comissionados, os salários dessas funções variam de R$ 1.220,00 a R$ 7.500,00, fora um possível auxílio moradia equivalente a R$1.800,00.

Só resta-nos saber se a tal secretaria servirá para realmente desenvolver os portos brasileiros ou apenas para atuar como mais um cabide de empregos.

segunda-feira, maio 07, 2007

ANJ lamenta e condena assassinato de jornalista do interior de SP

A Associação Nacional de Jornais (ANJ), através de nota, lamenta o assassinato do jornalista Luiz Carlos Barbon Filho, ocorrido no último sábado (05/05), na cidade de Porto Ferreira, interior de São Paulo.

Barbon ficou conhecido nacionalmente após denunciar, em matéria, um esquema de aliciamento de menores na cidade, envolvendo empresário e vereadores. A reportagem chegou às finais do Prêmio Esso de 2003.

Leia abaixo, a íntegra da nota:

“A Associação Nacional de Jornais (ANJ) lamenta e condena o brutal assassinato do jornalista Luiz Carlos Barbon Filho, que desde 2003 vinha fazendo reportagens sobre um esquema de aliciamento de menores no interior de São Paulo.

Há indícios de que Luiz Carlos foi morto em função do trabalho jornalístico que fazia para o Jornal do Porto, o JC Regional e a Rádio Porto FM, da cidade de Porto Ferreira. Foi um covarde crime por encomenda, que vitimou um profissional exemplar e atingiu a liberdade de imprensa.

A ANJ presta sua sincera solidariedade à família de Luiz Carlos, em especial à viúva e aos dois filhos.

É vergonhoso que um jornalista seja morto por exercer sua profissão em favor da sociedade, em defesa dos menores e contra o crime organizado. É lamentável também que as autoridades policiais, apesar das seguidas reportagens de Luiz Carlos, não tenham colocado fim a esse esquema que o acabou vitimando.

A ANJ espera que a polícia cumpra logo seu dever, descobrindo os culpados e encaminhando-os para a Justiça. Crimes como esse devem ser exemplarmente punidos, em benefício de toda a sociedade.

Brasília, 7 de maio de 2007

Nelson Sirotsky
Presidente da Associação Nacional de Jornais”

sábado, maio 05, 2007

Último episódio de Lost

Inédito. Veja o último episódio do seriado Lost. Mas antes de assistir é preciso esclarecer que trata-se de um vídeo exibido durante a CES, uma feira anual de produtos eletrônicos ocorrida em Las Vegas, mas não é montagem. Confira.

sexta-feira, maio 04, 2007

Golpes pela Internet usam nomes da Serasa e da Receita Federal

Golpistas estão usando o nome da Serasa e da Receita Federal para obter informações pessoais através de e-mails, pela internet. Segundo alerta que circula na rede, o comunicado enganoso, supostamente da Serasa, informa a pessoa que o nome dela está incluído no cadastro negativo e exige dados pessoais do dono da conta. No caso do e-mail que seria da Receita Federal, o usuário é informado que seu título de eleitor está cancelado devido à irregularidades no CPF.

Ambos os golpes induzem o destinatário a fazer o download de um programa executável que capta dados pessoais e bancários no momento em que o internauta acessar contas bancárias.

quinta-feira, maio 03, 2007

Big Brother, Alemão e a recompensa à futilidade

O Big Brother Brasil 7 acabou já faz um certo tempo. Eu não ia comentar nada sobre a vitória do Alemão. Passaria batido. Afinal, dentre todos os participantes era difícil distinguir um que merecesse ganhar um milhão de reais apenas por praticar exibicionismo e interpretação de papéis - afinal, no Big Brother ninguém age como realmente é. Os psicólogos explicam.

Porém, como o tal Alemão esteve recentemente aqui em Natal e provocou alguns equívocos comentários positivos por parte do público feminino, decidi expor minha crítica aos critérios que regem os valores das pessoas em nossa sociedade. Lembro-me de como o programa Fantástico exibiu o repentino prestígio adquirido pelo vencedor do BBB, mostrando o Alemão como se fosse uma espécie de ídolo em sua cidade. Até aí é compreensível, mesmo levando em conta a forçada que a matéria do Fantástico deu para levantar mais ainda o moral do rapaz. Mas preocupei-me quando vi esse prestígio chegar sem problemas até nós, nos confins do Rio Grande do Norte, onde a simples presença dele era argumento para atrair pessoas a um show. Disso, a mídia tem culpa, mas não é só dela.

O povo não deveria deixar-se ser manipulado dessa forma, ao ponto de recompensar alguém com fama e status apenas por ter feito musculação e participado de um programa fútil. Dessa vez foi pior do que quando o Kleber Bambam ganhou. Pelo menos ele tinha um comportamento extremamente ingênuo. Dava pena. O Alemão, por outro lado, ganhou porque simplesmente conseguiu enganar o público. Parabéns cara!

quarta-feira, maio 02, 2007

Suspeitos de vender vagas em universidades do RJ e CE são presos

Fonte: CBN Express

A Polícia Federal prendeu hoje, na Operação Vaga Certa, pelo menos quatro suspeitos de envolvimento em um esquema de venda de vagas em universidades públicas e particulares nos estados do Rio de Janeiro e Ceará. Segundo a PF, a quadrilha era composta por jovens universitários que faziam as provas dos vestibulares no lugar dos verdadeiros candidatos. Eles recebiam R$ 6 mil por aprovação. O grupo ainda comercializava o direito de transferência de aprovados em universidades particulares para as federais e estaduais. Cada uma das vagas valia entre R$ 25 mil e R$ 70 mil.

quarta-feira, abril 18, 2007

Fernanda Lima no Fantástico e a superficialidade na televisão

No último domingo (15/04/07) o programa "global" Fantástico apresentou um novo quadro chamado Daqui pra Frente, apresentado pela atriz Fernanda Lima, com pretensões de falar sobre os problemas no início da vida adulta. Trata-se de um bom exemplo da superficialidade presente nos programas televisivos. Na verdade, considerei o Daqui pra Frente superficial até mesmo para níveis televisivos. Não quero difamar o programa como sendo inútil. Mas não custava nada a atriz responder às questões levantadas pelo quadro que ele mesmo prometeu responder. Na chamada do quadro, lê-se:
"Um emprego chato com bom salário ou a carreira dos sonhos ganhando mal? Ficar com alguém e abrir mão da vida de solteiro ou não se amarrar a ninguém e correr o risco de ficar sozinho? Fernanda Lima está chegando para responder a essas e outras questões."
No entanto, quem assistiu todo o quadro não viu nenhuma dessas respostas. Mas parece que, para o responsável pelo quadro, a inexistência dessas respostas pôde ser compensada por uma exibição de cambalhotas da atriz ou por um passeiozinho de asa delta. A melhor parte foram os depoimentos de jovens a respeito de suas vidas profissionais, que na verdade não responderam nada: só aumentaram a tensão e a dúvida no telespectador.

Ao utilizar apelos visuais - como a beleza da atriz e sua performance em atitudes esportivas - para tentar enfeitar um esclarecimento sobre o início da vida profissional, o programa deve ter elevado sua audiência para níveis altíssimos, mas acabou não mostrando coisa alguma além da dúvida e de um rostinho bonito.

terça-feira, março 27, 2007

Governadora Vilma, Ricardo Teixeira e a esperança de sediar a Copa

Em meio a uma reforma com complicações legais, o Machadão poderá receber a visita do presidente da CBF Ricardo Teixeira. Segundo notícia do site futebol total, a governadora Vilma Maria de Faria conversou com o dirigente e pediu para que ele também visitasse Natal e colocasse a cidade entre as prováves sedes para a Copa do Mundo de 2014. Ainda sem data para a visita, Teixeira atendeu o pleito e confirmou sua vinda a Natal.

Será que ela tem pretensões de usar a Copa do Mundo como forma de eleger seus pau-mandados? Afinal, a Copa de 2014 coincide com as eleições para governador e para presidente da república. Mas isso não passa de mais uma das artimanhas políticas, sem grandes possibilidades de dar certo. Afinal, quem acha que o Machadão sediará jogos da Copa do Mundo?!

domingo, março 25, 2007

Reforma sem licitação no Machadão será investigada

O Ministério Público Federal (MPF/RN) enviou quinta-feira (22) ofício ao Tribunal de Contas da União (TCU) solicitando a fiscalização nas obras de reforma do estádio João Machado (Machadão).

A preocupação principal do MPF/RN está nas obras que podem ser executadas a partir da dispensa de licitação realizada pela Prefeitura do Natal, que devem se destinar exclusivamente à recomposição da segurança do estádio. No entanto, suspeita-se que serviços não-emergenciais, como os que objetivam aumentar a capacidade de público do estádio, também estariam no cronograma.

No ofício, os procuradores ressaltaram que não são contrários às obras de modernização, mas que devem ser precedidas de licitação, pois não estão abrangidas na situação de urgência que permitiria a dispensa de licitação.

Levando em consideração que o time do América Futebol Clube estréia no Campeonato Brasileiro no dia 13 de maio, o MPF/RN quer saber, também, se a qualidade das obras será prejudicada em virtude da pressa em entregar os trabalhos.

Além disso, uma vez que a reforma, orçada inicialmente em cerca de R$ 4,5 milhões, deverá receber um "reforço financeiro" da ordem de 12,5 milhões, os procuradores da República esperam urgência na resposta ao ofício.

quarta-feira, março 21, 2007

Fora Bush ?

Por Camila Carrilho

Essa frase esteve coerente nesse período de sua passagem pela América Latina e pelo Brasil. Mas não é de hoje que ouço essa expressão, faz mais de ano que a vejo estampada em vários muros de minha cidade. O curioso é que essa é do interior do Rio Grande do Norte, onde o próprio Bush não imaginaria sua existência.

Meu objetivo não é minimizar uma opinião, não me importa de onde ela venha, mas sim em que está fundamentada, e depois de ver as passeatas e manifestos contra o "todo poderoso" do mundo não pude ficar de boca fechada. Será que ficamos tão americanizados e estamos achando que ele é o nosso presidente? Ou porque ele virou um ícone pop às avessas e sendo "internacional", mereceu toda aquela atenção nas ruas de São Paulo? Afinal, o que ele nos fez de tão mal?

Pelo que sei, nem Bush, nem os Estados Unidos chegaram a nos afetar, não fomos colonizados, nem explorados (diretamente) por eles, até então. Poderia ser julgada de ser egoísta em relação aos danos que eles causam aos outros países, mas só alerto para o fato de que enquanto apontamos nossas "pedras" para Bush, esquecemos de olhar nossa situação e a do nosso país.

Aqui a criminalidade cresce, ônibus são queimados com gente dentro, presenciamos o caso do menino João Hélio, um inimaginável ato de crueldade, que me fez acreditar que algo iria ser feito, mas tudo foi apagado pela contagiante alegria do carnaval e depois nada mudou. Continuei a ver notícias de casos como os de balas perdidas. Num a vítima era uma menininha, novamente uma criança morrera.

Enquanto nos revoltamos contra um estrangeiro, os culpados por todo caos que vivemos, não só pela violência como os altos impostos e quase nenhum benefício público, ficam andando de jatinho, viajando, fazendo churrasco com o nosso dinheiro por bem debaixo dos nossos "narizes". E nós não fazemos nada. Resultado: Eles ficam dançando em homenagem à impunidade. Então nós temos moral para reclamar do Bush? Aposto que se ele soubesse dessa, ele daria boas risadas.

terça-feira, março 13, 2007

Contos infantis gays na Inglaterra


De acordo com um projeto pedagógico britânico, uma das melhores formas de acabar com a discriminação contra os gays - pelo menos a longo prazo - é mostrar às crianças inglesas contos infantis com príncipes alegres e encantados e reis viadinhos. Segundo notícia no site da BBC Brasil, essa iniciativa visa atender a um conjunto de novas leis que entra em vigor a partir de abril, conhecido como Ato de Igualdade.

Uma das fábulas, King & King (Rei e Rei), conta a história de um príncipe que rejeita três princesas antes de se apaixonar e se casar com o irmão de uma delas. (Ou seja, mais fresco que isso, é difícil).

Será que essa atitude vai realmente reduzir o preconceito contra homossexuais entre as pobres cobai... quer dizer, pobres criancinhas britânicas? O que os psicólogos e pedagogos dizem sobre isso? E os pais? E quanto aos temíveis efeitos colaterais?

terça-feira, março 06, 2007

Nada a ver! Beira-Mar de jatinho e eu de “buzão”?!


Nessa última viagem do traficante Fernandinho Beira-Mar do Paraná para o Espírito Santo, o governo gastou só R$ 200 mil. Em seu passeio de jatinho, mobilizou policiais militares e federais, gastou o combustível do avião e isso tudo apenas para fazer um depoimento num Fórum. Não seria mais fácil o juiz se deslocar até a cidade onde ele está preso? Enquanto Fernandinho Beira-Mar, homicida e traficante, viaja de jatinho com o nosso dinheiro, o resto dos brasileiros, a maioria de bem (espero), tem que se virar nos coletivos lotados mesmo. Veja a notícia

Privacidade e exibicionismo no Google Earth

O Google Earth é um software com imagens aéreas tiradas de satélites, como fotos de cidades em todo o mundo. Recentemente, um blog chamado Google Sightseeing disponibilizou fotos - com um certo nível de detalhamento - de pessoas tomando sol nuas, nos quintais e jardins de seus lares.

É claro que isso é invasão de privacidade e o Google pode responder judicialmente por esse fato. Mas o que é temerário para uns, é diversão para outros. Com essa notícia, alguns exibicionistas por aí devem ter se animado com a possibilidade de poderem ser vistos pelados na Internet.

http://www.iparaiba.com.br/plantao.php?noticia=78343&categoria=8

Outro efeito que o Google Earth pode provocar nas pessoas são atitudes como o embelezamento da casa, da cidade... Usarão Photoshop? Não sei. Tem uma cidade nos Estados Unidos onde a intensidade do verde da vegetação local supera claramente os níveis naturais. Não duvido de nada.

quarta-feira, fevereiro 21, 2007

"A Beija-flor ganhou!" Certo. E eu com isso?

Hoje saiu o resultado do campeonato das escolas de samba do Rio de Janeiro. A Beija-flor de Nilópolis ganhou. Telespectadores do Brasil inteiro acompanharam o locutor transmitindo, quesito por quesito, nota por nota, a definição da campeã. Todos escolheram uma escola para torcer. Afinal tinham que participar de alguma forma, mesmo que não gostassem de samba, mesmo que não sejam cariocas ou não tenham sequer um parente em sétimo grau por lá.

É a força da mídia, que pressiona e faz com que todos assistam por mais de tantas horas os desfiles das escolas e mais outras não sei quantas aguardando o resultado de um concurso sem qualquer ligação com o indivíduo. É interessante ver que, mesmo não possuindo qualquer interesse, assistimos, torcemos e gostamos. Amanhã ouvirei comentários : “Você viu? A Beija-flor ganhou!” e responderei : “Sério? E eu com isso?”


segunda-feira, fevereiro 19, 2007

Malefícios e benefícios do Carnaval

O carnaval passou. Foi brilhante. Uma festa cheia de sensualidade, alegria e cores, símbolo da identidade brasileira e orgulho nacional. Mas será que o carnaval é benéfico para nosso país? Agora o caro leitor ou leitora deverá estar se perguntando também: será que vale a pena debater eventuais benefícios do carnaval? Afinal, o carnaval é apenas uma festa cujo único objetivo é divertir-se, esquecer por uns dias a realidade injusta, o trabalho difícil, o chefe incompreensível, o pouco dinheiro. De origem milenar, o carnaval nasceu na Grécia para celebrar os deuses da colheita para depois espalhar-se pelo mundo. Ao contrário do que alguns possam pensar, o Brasil, apesar de ser taxado como país do carnaval, não possui, de forma alguma, exclusividade sobre ele. Comparando a origem histórica com a prática atual, percebemos que o motivo da festa mudou. Antes era para celebrar a colheita. Hoje serve como "anestésico social". Portanto, vemos aqui um benefício carnavalesco: esquecer os problemas. Porém, não há mais comemorações, pois não há nada para comemorar. Não há colheita, não há trabalho, nem dinheiro, nem belas mulatas semi-nuas para todos.
Falando em mulatas, lembramos da nossa imagem no exterior. Somos o país das mulatas e do sexo fácil. "No Brasil é muito bom! Mulatas!", pensam os estrangeiros promíscuos. "Só há prostitutas no Brasil! É uma vergonha!", pensam os estrangeiros mais decentes. A culpa pela imagem promíscua do Brasil é dividida entre governo, mídia e povo. Com uma proporção maior para o primeiro da lista, pois graças à política de divulgação do turismo brasileiro – entre as décadas de 60 e 80 – que o resto do mundo absorveu uma imagem digna de vergonha em relação ao Brasil. E nossas mulheres ficaram com essa fama decadente aonde quer que tenha chegado alguma notícia sobre as "belezas do Brasil".


Alguns poderiam dizer que o povo brasileiro é naturalmente promíscuo e adepto da libertinagem, independente de propaganda exterior, independente da idéia que os outros - os estrangeiros – têm sobre nós. Porém, de acordo com um fenônemo psicosocial, os indivíduos tendem a comportar-se da mesma forma como eles acham que os outros pensam deles. Dessa forma, o governo, ao divulgar uma determinada imagem brasileira no exterior, criou - através desse fenômeno - a mesma imagem, só que internamente. Foi assim que o povo brasileiro adotou o carnaval promíscuo e a libertinagem sexual como elementos de sua identidade. Mesmo que não tenhamos uma tendência para esse tipo de comportamento, a tal fama vergonhosa acompanha-nos. De fato, pesquisas mostram que a cultura européia e a norte-americana encaram o sexo como algo bem mais comum e descomplicado. Resumindo, a promiscuidade ocorre mesmo é lá fora. Na verdade, os brasileiros - em especial os nordestinos - são mais cautelosos em relação ao sexo. Mas talvez eu esteja me enganando ao generalizar, pois soube de algumas histórias sobre excessos de luxúria em determinadas regiões brasileiras. Mas aí vem a questão: essas pessoas não teriam se tornado assim devido àquele fenômeno? De qualquer forma, encontramos um elemento maléfico do carnaval, pelo menos da forma como é feito e divulgado no Brasil: a imagem promíscua de nossas mulheres.

Ainda há outra questão: qual a origem dos recursos para a realização de um evento tão grandioso e belo, como ocorre no Rio de Janeiro e em São Paulo? Afinal, as comunidades que desfilam suas escolas de samba não são conhecidas por possuírem membros de elevado nível financeiro. Uma rápida pesquisa na Internet pode revelar a ligação estreita desses desfiles com patrocínio do jogo do bicho. No site do Observatório da Imprensa qualquer um pode ver uma matéria em vídeo que mostra e comprova essa ligação com "bicheiros" bem sucedidos. Algumas escolas já chegaram ao ponto de homenagear, nos desfiles, tais indivíduos. Por volta de 2005, a Globo mostrou na novela Senhor do Destino, de uma forma hilária e inocente - quase legitimizando - a tal relação. Mas essa atitude da Globo é compreensível pois a empresa televisiva sabe que não é boa idéia criticar a ligação do carnaval com uma contravenção penal, que é a prática do jogo do bicho. Afinal, a apresentação dos desfiles do Rio e de São Paulo são importantes na sua grade de programação. Sempre é bom manter boas relações com determinados tipos de organizações. Mas ter o jogo do bicho como contribuinte de uma parcela do carnaval carioca não é grande problema se levantarmos a hipótese de uma participação semelhante por parte do crime organizado, que envolve tráfico de drogas, roubos e assaltos. Pesquisei alguma informação sobre a essa possível ligação mas não achei nada além de suspeitas e das grandes. De qualquer forma, encontramos, outro elemento indesejado: relação com atividades ilegais.

Analisando esses fatos, podemos questionar se seria realmente o carnaval a causa desses problemas. Extingui-lo seria uma solução para amenizar tais elementos? Não considero uma possibilidade sensata, pois os elementos indesejáveis presentes no carnaval brasileiro são apenas consequência de nossa sociedade corrupta e subdesenvolvida, e de nossos governantes ineficientes. No fim das contas, o benefício anestésico do carnaval sobressai aos demais, surgindo como uma “solução” temporária para os problemas de nosso povo.

quinta-feira, fevereiro 15, 2007

Nova obra combate dogmas cristãos

Os debates históricos sobre a vida de Jesus aumentam com o recente sucesso da obra Inquérito sobre Jesus, que deve sair em breve no Brasil, e mostra um lado humano, bem distante do Deus do cristianismo. O livro apresenta teses polêmicas como a afirmação de que a ressurreição teria sido uma alucinação e que Jesus não tinha intenção de fundar uma nova religião. Desde que foi lançada, no fim do ano passado, a obra já vendeu 450 mil cópias na Itália.

Um trecho do livro afirma: “Ele nunca tentou converter os não-judeus. Isto seria feito depois de sua morte, por alguns seguidores e pelas igrejas cristãs, mudando bastante o que Jesus pregava e praticava.”

Já na futura obra obra de Bento 16 - Jesus de Nazaré, do batismo no Jordão à Transfiguração - o autor defende as verdades católicas como sendo compatíveis com a história. Segundo analistas, a igreja teme que a fé em Jesus seja considerada desligada da história e da razão. De acordo com o papa, razão e fé devem caminhar juntas.

quarta-feira, janeiro 24, 2007

Cadê a ética?

Ultimamente os profissionais jornalistas do Rio Grande do Norte andam esquecendo da prática ética em suas publicações. O uso de imagens de cenas de crime é um recurso cada vez mais presente nas páginas de nossos jornais que estão devendo um pouco mais de qualidade para o leitor. Além de outros exemplos, o mais recente é a foto de um jovem morto à tiros ontem (23/01) em Mossoró, em frente à casa da namorada. Um dos jornais locais publicou essa imagem na primeira página, certamente como uma espécie de chamariz para o leitor comprá-lo. Na verdade, ao fazer isso, o jornalista responsável pelo fato causa tanto o choque numa boa parcela do público leitor quanto a reprovação entre seus colegas de classe. Isso ocorre principalmente devido ao fato de que o referido jornal não possuir, até então, uma política que o caracterizaria como sendo um jornal sensacionalista ou apelativo.

Alguns profissionais tentam isentar-se da responsabilidade por essa carência de ética, evocando a vontade popular, o desejo das massas, que seriam famintas pela visão de cenas violentas. “O povo gosta de ver sangue”, dizem. Outros sustentam a bandeira – erroneamente - da liberdade de informação, confundido-a com libertinagem de expressão. Dizem que a verdade tem que ser mostrada. Para eles, pouco importa o constrangimento e o desrespeito que a divulgação de uma foto dessas provoca para a família e para os amigos do indivíduo. Desconsideram o código de ética dos jornalistas brasileiros em seu artigo 13, que determina: “o jornalista deve evitar divulgação de fatos de caráter mórbido e contrário aos valores humanos”. Se não quer respeitar o código, respeite pelo menos a família da vítima.

Quem sou eu

Minha foto
Jornalista e escritor. Mestre em Ciências Sociais (UFRN). Bacharel em Comunicação Social. Interessado em diversas ciências comportamentais.