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Silêncio da mídia sobre a Cia Vale do Rio Doce

A omissão da chamada grande mídia dessa vez paira sobre uma campanha que pretende, pelo menos, reacender o debate a respeito da privatização da Companhia Vale do Rio Doce, a estatal que foi vendida ao capital privado em 1997 sob protesto de vários segmentos da sociedade e suspeitas de subvalorização. A empresa foi arrematada em leilão no dia 6 de maio de 1997, no Rio, por R$ 3,3 bilhões. Segundo informações da Radiobrás, o patrimônio da Vale era calculado em R$ 92,64 bilhões, 28 vezes o valor pelo qual foi vendida.

Um conjunto de organizações não governamentais - incluindo-se aí o MST, a CUT e diversos grupos e sindicatos - estão promovendo a campanha cujo lema é: “A Vale é nossa”, que anda enfrentando o silêncio e o desconhecimento do público, enquanto tenta obter a participação dos brasileiros desde o último dia 1º de setembro, quando se iniciou uma consulta pública através de um plebiscito popular, onde as pessoas podem dar sua opinião a respeito da privatização através de voto em urnas.

Por outro lado, há uma divulgação constante – nos grandes canais de TV - de vídeos institucionais que exaltam as qualidades da atual administração privada da ex-estatal, numa clara demonstração de parcialidade e injustiça. Os vídeos que vi mostravam trabalhos da Vale nas áreas do meio ambiente, certamente numa tentativa de influenciar o público para um sentido favorável à empresa. Nunca foi novidade que a grande mídia, que tem a Globo como seu maior ícone, é orientada pelo cheiro do mercado, pela bússola dos interesses econômicos e políticos. Não tive tempo de investigar quais as ligações ocultas que omitem esse plebiscito tão importante, mas permitem a divulgação da opinião do lado oposto.

A consulta popular termina hoje, mas a campanha prossegue com o pedido de audiência com o governo federal, que será encaminhado com todos os votos recolhidos no plebiscito, para discutir a proposta de anulação do leilão que privatizou a Vale.

Segundo o site da campanha(avaleenossa.org.br), aqui no Rio Grande do Norte o público poderá votar nos seguintes locais: Arquidiocese de Natal, pastorais sociais, organização TECHNE e na sede do Conlutas (Av. Rio Branco, prédio da editora moderna).

Comentários

  1. Tangananica11:23 AM

    Ei olha como eu sou lesada, comentei na repostagem errada, mas vou repetir o q escrevi =PPP

    "Que lindooooooooooooo! Era o toque q faltava no seu blog hehehehehe! Ta otima a reportagem mas o povo do plesbicito nem respondeu né? Mesmo assim vamos continuar nos informando, o proximo alvo é a Aracruz! uahauahauahauha E vc votou? ;***"

    uahauahauahuaha sou tosca demais!
    acanalhando de blog ;P

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