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Mostrando postagens de Janeiro, 2010

O país dos lixeiros

Ronaldo. Central do Brasil. Copa do Mundo de 2014. Cidade de Deus. Ayrton Sena. “O melhor do Brasil é o brasileiro”. Recentemente minhas leituras na Internet me levaram por essa questão do patriotismo brasileiro forçado, que a mídia tenta evocar se apoiando, geralmente, em nossas ações medíocres no campo internacional ou, quando muito, em ações grandiosas, mas inúteis para nossos problemas reais. Talvez um pouco de patriotismo seja bom, na medida em que isso seja útil para o crescimento do indivíduo, mas na maioria das vezes não é, sendo apenas um fator importante na reprodução da anestesia social dos povos, que não enxergam sua própria miséria ou, na melhor das hipóteses, limitação. Por fim, não é individualmente útil. Mas sim coletivamente. Nada mais óbvio. Não é verdade? Afirmar que o patriotismo possui utilidade coletiva chega a ser tão óbvio que é impressionante como suas desvantagens escapam à razão individual. Continuaremos torcendo para o Brasil nas copas. Todos juntos. Conti…

Haiti: A festa da mídia e do público

Parece repetitivo afirmar que jornalistas gostam de publicar sangue. Na verdade quem gosta de sangue é o público. Mas o sangue internacional é mais chique. O discurso jornalístico – que é o mesmo do público – é o da preocupação com o sofrimento alheio, que oculta a sede pela tragédia alheia. É nessas horas que vemos que o mais “alto nível” do telejornalismo brasileiro não perde em nada para aqueles programas policiais vespertinos populares e sanguinolentos. A repórter da Globo, Lília Telles, praticamente desenterrando uma haitiana, é um exemplo claro dessa realidade. Tem que ter audiência. O povão brasileiro, composto de uma porrada de analfabetos, tem que assistir e gostar. Tem que ter emoção. Notícia é emoção. Jornal é satisfação. Audiência. E só. Não passa disso. Os pobres jornalistas: coitados. Sofrem a ilusão de que fazem algo importante. Algo intelectual. Ora. Tudo não passa de uma realidade pintada. Se não for, não vende. Não tem jornal. Não tem emprego. As informações menos in…

Consequências

ARTIGO

Toda a vida da Europa morreu em Auschwitz
Sebastian Villar Rodrigues

Estava andando em Barcelona e de repente descobri uma verdade
apavorante: a Europa morreu em Auschvitz. Nós matamos seis milhões de
judeus e os trocamos por 20 milhões de muçulmanos. Em Auschvitz
queimamos cultura, pensamento, criatividade, capacidade. Destruímos o
povo eleito, realmente eleito, pois eles nos deram pessoas únicas e
especiais, que mudaram o mundo. A influencia dessas pessoas é sentida
em todos os aspectos a vida: ciência, artes, comércio internacional e
mais de tudo – a consciência do mundo. Esses são os seres que
queimamos.
E sob o cinismo de compreensão, porque queríamos provar para nós
mesmos que nos curamos da doença do racismo, abrimos nossos portões
para 20 milhões de muçulmanos, que trouxeram com eles ignorância e
idiotice, fanatismo religioso e incompreensão, assaltos e pobreza
derivados da falta de vontade de trabalhar e de sustentar suas
famílias com honra. Eles transformaram nossas maravilhosas cida…