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Mostrando postagens de 2013

Sete falácias de um movimento

Eis, abaixo, as falácias e as devidas explicações. Vamos ser realistas. Acorda Brasil!

1. O movimento representa a vontade do povo.
Ainda que estivessem todos lutando por uma mesma causa – o que não é verdade - se vivemos numa democracia, povo só pode ser considerado povo se for maioria. Analisando a quantidade de pessoas nas ruas em comparação com o número total de brasileiros, a forma como o movimento está sendo feito só é defendida por uma pequena parcela da população brasileira. Ou você acha que a maioria dos brasileiros é contra a Copa do Mundo ou a favor da falta de organização nesses protestos? Fora isso, diante de relatos da mídia e de representantes do “movimento”, percebe-se a presença majoritária de estudantes de classe média. A massa pobre e trabalhadora, maior parte de nosso povo, não participa disso.


2. A violência não é provocada por manifestantes.
Essa falácia foi, inclusive, criada pelo jornalismo da televisão aberta, incluindo a Globo, que ultimamente vem repetindo ela…

A inflação e a ineficácia de um protesto

Os recentes movimentos estudantis em São Paulo contra o aumento nas passagens de ônibus têm se mostrado de natureza problemática e ineficaz para seus próprios propósitos. A forma como realizam seus protestos, além de ser rejeitada pela imensa maioria da população que utiliza transporte público, provoca um caos que desagrada não só essa mesma população como também começa a criar uma imagem negativa do próprio movimento. Além disso, não há indícios de que essas ações estejam realmente surtindo efeito na verdadeira causa do aumento: a inflação.


O que se percebe é uma minoria - a princípio majoritariamente composta de estudantes – que alega representar os desejos e anseios da maioria usuária de transporte público. Porém, é amplamente reconhecido que essa maioria, apesar de sempre reclamar quando os preços de quaisquer produtos ou serviços inflacionam, parece compreender (ou ao menos pensam compreender) as causas desses aumentos, as quais se encontrariam no complexo mundo do mercado. É com…

A ditadura das minorias e os efeitos da espiral do silêncio na maioria conservadora

Por Nestor Burlamaqui
Apesar de parecer contraditória a hipótese de que, mesmo numa democracia, os valores defendidos pela maioria conservadora estão sendo progressivamente excluídos por uma minoria liberal, essa realidade pode ser facilmente explicada por um processo que envolve a ação de uma nova classe dominante de intelectuais, juntamente com os processos de produção e reprodução de comunicação de massa, além de um efeito social conhecido como espiral do silêncio.
Na sua obra A Rebelião das Elites, o crítico social Christopher Lasch já havia denunciado, nos Estados Unidos, a existência de uma nova classe de intelectuais no poder, a qual ele denominou de intelligentsia. O autor não esclarece exatamente como essa nova classe subiu ao poder, mas no caso brasileiro podemos situar esse ponto no período conhecido como ditadura militar. Preocupados principalmente com o comunismo armado, os militares brasileiros permitiram que o comunismo teórico, ou marxismo cultural, se proliferasse à von…