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Mostrando postagens de Novembro, 2007

Já é Carnatal! Vem viver!

Eu gostei do Carnatal este ano. Foi muito legal ver tudo pela TV, de longe mesmo, sem o mal cheiro de urina misturado com bebida alcoólica. É tranquilo ficar longe das brigas, das facadas e das balas perdidas. Também foi engraçado ver uma daquelas bandas de axé tentando cantar as músicas do Aviões do Forró. Perceberam que aquelas músicas batidas de décadas atrás não causam tanto impacto quanto os forrozinhos daqui. Foi hilário ver os caras se atrapalhando ao tentar animar com o novo repertório forrozeiro. Ora, mas é claro que os drogados lá embaixo nem perceberam os erros. Com alcóol e lança perfume na cabeça, tudo é maravilhoso. Eles esqueçeram que pagaram mais R$ 400,00 só pra ficar lá embaixo se drogando e beijando desconhecidos, prestes a pegar uma doença. Depois de dez doses de cana, até eu.

Eu não vou criticar os apresentadores do De olho na folia. Afinal, eles sim souberam fazer-me rir um bocado com seus equívocos e elogios forçados.

Fiquei sabendo também que em todos os abadás v…

A quem interessa Cháves no Mercosul?

Não há dúvidas de que o Brasil, como membro influente do Mercosul, irá se prejudicar com a entrada da Venezuela no bloco, principalmente nas relações com países da União Européia e com os EUA. A aprovação ocorrida nessa quarta-feira (21/11) na Comissão de Constituição e Justiça é um mal sinal e mostra a fraqueza de nossos representantes frente à influência venezuelana. É verdade que esse ingresso ainda precisa passar pelo crivo do plenário da Câmara e do Senado, mas esses primeiros movimentos demonstram uma tendência perigosa para nossa economia.

Como país membro, a Venezuela terá direito de veto a qualquer futuro acordo firmado entre o Mercosul e, por exemplo, Israel ou Espanha. Considerando que o atual líder venezuelano possui um comportamento claramente antiamericano e antiburguês, já podemos imaginar com boa margem de certeza os riscos econômicos dentro do chamado Cone Sul. Além disso, a entrada da Venezuela significa a quebra de uma das cláusulas que regem o Mercosul. A norma rest…

Mensagem para Max Gehringer

Prezado Max Gehringer,

Hoje você disse no Fantástico que o protecionismo e a famosa prática do Q.I (quem indique) dentro do mundo do trabalho são naturais, sendo apenas reflexos do uso eficiente de uma rede de contatos. Continuando, você afirmou que as pessoas não deveriam ficar criticando essa realidade, mas integrar-se à ela.

Na verdade a atitude do "se não consegue vencê-los, junte-se a eles" é um exemplo de falta de personalidade e de princípios. E ao contrário do que o senhor nos aconselhou, não é todo mundo que possui "saco" para suportar certos indivíduos apenas por causa de investimento profissional. Então quer dizer que agora eu terei que aturar aquele indivíduo desagradável só por que ele é dono de uma próspera empresa?

Sr. Max, sabemos que o jogo funciona assim (injusto mesmo), mas isso não significa que as pessoas devem demonstrar um sentimento falso por outras em troca de um possível emprego ou promoção. Isso é muito feio, Sr. Gehringer. Além do mais, ati…

O judeu é mais inteligente?

O texto abaixo foi escrito por Gilberto Dimenstein, membro do Conselho Editorial da Folha de São Paulo e criador da ONG “Cidade Escola Aprendiz”, e publicado na Folha de São Paulo:
Em entrevista à Folha de São Paulo, o cientista político norte-americano Charles Murray disse que a genética seria uma das explicações para a suposta inteligência superior dos judeus. Será?

Na condição de judeu, não acredito nessa influência genética. Não é só porque, para mim, superioridade genética e barbárie se confundem na história. Mas, como alguém que trabalha com educação, acredito que exista uma cultura específica que ajude na projeção de um povo que, apesar de ter apenas 12 milhões de pessoas, tem 25% dos ganhadores do “Prêmio Nobel”.

O que existe entre judeus (e não só entre eles) é uma reverência obsessiva pelo conhecimento, que vem de gerações. É o chamado “Povo do livro”. O rabino, a pessoa mais importante da comunidade religiosa, não tem força por ser um intermediário com Deus, mas por ser um int…

Desrespeito no Programa do Jô

Desde maio deste ano o Programa do Jô está apresentando um quadro de péssimo gosto cujo nome é algo como "Cidade com nomes exóticos". O objetivo do quadro é humilhar, através de perguntas capciosas, pessoas simples de cidades com nomes diferentes. Infelizmente, duas cidades do Rio Grande do Norte já apareceram no programa.

Parece que, na falta do que fazer, a produção do programa resolveu transformar o que deveria ser uma boa oportunidade de conhecer detalhes de nosso país numa oportunidade para o povo rir da cara de gente humilde. Através de perguntas capciosas, claramente de baixo nível, a repórter, que não deve ser jornalista formada(se fosse não passaria por isso), envergonha os moradores simples da cidade-alvo. É um absurdo ver como a tal repórter fica tentando contaminar toda a sujeira e pornografia que ela aprendeu em casa, nas pessoas que ela conversa. Pior é o apresentador do programa, que dentro de sua arrogância borboletante , admite e participa alegremente da exib…