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Mostrando postagens de Fevereiro, 2007

"A Beija-flor ganhou!" Certo. E eu com isso?

Hoje saiu o resultado do campeonato das escolas de samba do Rio de Janeiro. A Beija-flor de Nilópolis ganhou. Telespectadores do Brasil inteiro acompanharam o locutor transmitindo, quesito por quesito, nota por nota, a definição da campeã. Todos escolheram uma escola para torcer. Afinal tinham que participar de alguma forma, mesmo que não gostassem de samba, mesmo que não sejam cariocas ou não tenham sequer um parente em sétimo grau por lá.

É a força da mídia, que pressiona e faz com que todos assistam por mais de tantas horas os desfiles das escolas e mais outras não sei quantas aguardando o resultado de um concurso sem qualquer ligação com o indivíduo. É interessante ver que, mesmo não possuindo qualquer interesse, assistimos, torcemos e gostamos. Amanhã ouvirei comentários : “Você viu? A Beija-flor ganhou!” e responderei : “Sério? E eu com isso?”

Malefícios e benefícios do Carnaval

O carnaval passou. Foi brilhante. Uma festa cheia de sensualidade, alegria e cores, símbolo da identidade brasileira e orgulho nacional. Mas será que o carnaval é benéfico para nosso país? Agora o caro leitor ou leitora deverá estar se perguntando também: será que vale a pena debater eventuais benefícios do carnaval? Afinal, o carnaval é apenas uma festa cujo único objetivo é divertir-se, esquecer por uns dias a realidade injusta, o trabalho difícil, o chefe incompreensível, o pouco dinheiro. De origem milenar, o carnaval nasceu na Grécia para celebrar os deuses da colheita para depois espalhar-se pelo mundo. Ao contrário do que alguns possam pensar, o Brasil, apesar de ser taxado como país do carnaval, não possui, de forma alguma, exclusividade sobre ele. Comparando a origem histórica com a prática atual, percebemos que o motivo da festa mudou. Antes era para celebrar a colheita. Hoje serve como "anestésico social". Portanto, vemos aqui um benefício carnavalesco: esquecer o…

Nova obra combate dogmas cristãos

Os debates históricos sobre a vida de Jesus aumentam com o recente sucesso da obra Inquérito sobre Jesus, que deve sair em breve no Brasil, e mostra um lado humano, bem distante do Deus do cristianismo. O livro apresenta teses polêmicas como a afirmação de que a ressurreição teria sido uma alucinação e que Jesus não tinha intenção de fundar uma nova religião. Desde que foi lançada, no fim do ano passado, a obra já vendeu 450 mil cópias na Itália.

Um trecho do livro afirma: “Ele nunca tentou converter os não-judeus. Isto seria feito depois de sua morte, por alguns seguidores e pelas igrejas cristãs, mudando bastante o que Jesus pregava e praticava.”

Já na futura obra obra de Bento 16 - Jesus de Nazaré, do batismo no Jordão à Transfiguração - o autor defende as verdades católicas como sendo compatíveis com a história. Segundo analistas, a igreja teme que a fé em Jesus seja considerada desligada da história e da razão. De acordo com o papa, razão e fé devem caminhar juntas.