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Machismo é o verdadeiro problema da violência?

"Brasil tem 12 assassinatos de mulheres e 135 estupros por dia, mostra balanço”, diz matéria da Folha de S. Paulo [1] de 30/10/2017. O problema é sério, mas o jornalista esqueceu de colocar a quantidade de homens que morrem por dia: 156. Ou seja, segundo dados da mesma fonte [2] (Fórum Brasileiro de Segurança Pública), morrem 13 vezes mais homens do que mulheres por homicídio no Brasil. 

Alguém pode falar que a maioria dos culpados pelas mortes das mulheres pertence ao sexo masculino. No entanto, fazer isso é demonizar o homem, generalizando como se todos eles fossem assassinos e como se todas as mulheres fossem vítimas, quando sabemos que isso é uma falácia. Além disso, em outros países, esses números seriam inimagináveis, como é o caso dos Estados Unidos. Percebemos, então, que o problema está no comportamento do brasileiro como um todo e não no sexo do indivíduo.

Notícias com esse enquadramento nos fazem esquecer duas coisas: a) a natureza do problema e, consequentemente, b)…
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Cientistas brasileiros debatem o formato da Terra

O professor de Física da UFRGS, Fernando Lang, promove uma palestra intitulada “Sobre a forma da Terra”, que está sendo apresentada em diversos eventos científicos pelo Brasil. Só em outubro, a palestra foi apresentada em Porto Porto Alegre (19/10), Brasília (23/10) e Natal (25/10). Dedicada ao público acadêmico, as palestras são motivadas por um debate inusitado que tomou conta das mídias sociais a respeito do formato do planeta: a Terra seria uma esfera ou um mundo plano?

No site do Facebook, a página americana da Sociedade da Terra Plana (The Flat Earth Society) possui mais de 100 mil seguidores do mundo inteiro. Aqui no Brasil, a página “A Terra é plana” já possui 79 mil seguidores.

Disposto a combater as crescentes alegações de que a Terra seria plana, o professor é ativo em discussões na internet. Para Lang, o modelo de uma Terra plana é anacrônico e esdrúxulo, uma concepção que têm origem em interpretações literais de passagens bíblicas. “Atualmente, a internet, conforme not…

Ciência de verdade ou fé nos cientistas?

No final de um documentário, o físico Stephen Hawking afirmou que a origem do universo pode ser explicada sem a necessidade de um criador e que, por consequência, poderíamos dizer que não existe vida após a morte. Eu admirava o Hawking, mais pela imagem de genialidade que nos é transmitida pela TV, mas depois dessa conclusão ilógica, tive uma decepção, mas foi bom, pois eu pude ver o quanto de fé está impregnada no atual mundo científico.


Após o advento iluminista, os cientistas começaram a adquirir o status de novos sacerdotes. Se antes o que a Igreja dizia era considerado a verdade, hoje, cada vez mais pessoas simplesmente acreditam no que os cientistas dizem, até mesmo em homenzinhos do espaço [1], sem fazer questionamentos. Se antes as verdades eram imutáveis (dogmas religiosos), hoje, algumas crenças com base na ciência alteram-se de uma década para a outra, às vezes num ritmo até mais rápido, como podemos constatar perante descobertas nutricionais. Ovo faz mal? Colesterol faz b…

Quem tem medo do Bolsonaro?

As intensas demonstrações de ódio contra o deputado federal Jair Messias Bolsonaro [1] são evidências de que algo vai mal na mente aberta e descolada de muitos maconheiros, professores universitários e esquerdistas de plantão. Caberia tanto ódio assim num grupo que se afirma como sendo tolerante, aberto ao diverso, ao debate e à pluralidade de ideias? Não suportariam eles a existência de um único político alinhado com o pensamento conservador de direita? O professor Leandro Karnal, por exemplo, teme pronunciar seu nome como se o deputado fosse um terrível vilão do Harry Potter. A análise "profunda" do acadêmico [2] nos denuncia uma coisa: tem muita gente com medo do Bolsonaro. Por muito tempo, a mídia utilizou-se das posições do parlamentar para expô-lo como um personagem moralista e radical, um estereótipo útil para ser posto como contraponto a opiniões liberais e no intuito maior de gerar polêmica, debates acalorados ao vivo e, essencialmente, audiência e lucro, como pod…

Dignidade Esquecida

"Se chegar nesse ponto, quero que me você mate. É uma ordem. Não serei executado por propaganda para meu filho e o povo americano me ver na porra do YouTube pelo resto de suas vidas.", disse Benjamin Asher, presidente dos Estados Unidos para o agente Mike Banning, no filme London Has Fallen (Invasão a Londres, 2016). Assisti isso no dia anterior ao assassinato - na vida real - do embaixador russo Andrey Karlov, diante das câmeras, numa galeria de arte. E a vida imitou a arte. A morte do embaixador está no YouTube para seu filho e esposa verem para sempre. No filme, a situação era menos bizarra, pois não foi a imprensa ocidental que publicou o vídeo na internet, mas sim os próprios terroristas (que no final não conseguiram fazer isso).A prática comum de virar notícia como uma forma de ganhar espaço na mídia - como fazem empresas e políticos por meio de seus assessores de imprensa - não pode ser concedida a grupos criminosos. Uma coisa é Donald Trump virar manchete ou ser ent…

Como a Imprensa Alimenta o Crime Organizado

Sempre que fico sabendo de algum boato escabroso pelas "mídias sociais", pergunto-me: "Isso está nos jornais?". A imprensa - embora não seja plenamente confiável - ainda é uma espécie de porto seguro para o que ocorre no mundo à nossa volta, especialmente agora, com a popularização das chamadas novas tecnologias. Os jornalistas precisam apurar tudo o que é publicado e essa é a prática mais comum, o que torna a informação bem mais confiável do que uma mensagem de texto ou de áudio que chega - não sei de onde - ao meu smartphone. Afinal, sempre é bom evitar o que ocorreu na noite de 17 de março de 2015, em Natal-RN, quando boatos divulgados via smartphones causaram pânico em grande parte da população. No entanto, essa mesma imprensa - mais ou menos aprisionada na lógica de produção de notícias e nos critérios de noticiabilidade - termina por prejudicar a população de outras formas, ajudando, por exemplo, no aumento da criminalidade violenta advinda de grupos crimino…

Super-heróis abaitolados & semideuses ateus

Recentemente, assisti o filme They Live (1988), uma produção semelhante a Matrix (1999), trazendo um tema parecido com o de vários outros filmes que contestam a realidade do mundo. Isso fez-me pensar em como esses filmes estão alinhados com o que diziam nossos professores do ensino médio: "contestem a realidade, sejam críticos. A geração de vocês é muito conformada!", tentando encaixar-nos no estereótipo do jovem revolucionário segundo o qual todo jovem precisa contestar as normas da sociedade opressora e alienante. Engraçado é que podemos contestar tudo, menos o que o politicamente correto impõe.
Enquanto alguns filmes, famosos e aplaudidos, assumidamente, nos fazem questionar a realidade do mundo e as normas tradicionais de nossa civilização, como Meu passado me condena (1961), Sopro no Coração (1971), O Lenhador (2004), Brokeback Mountain(2005) e Tomboy (2011), outros fazem o mesmo de modo mais ou menos disfarçado, como a maioria dos filmes mais recentes de Hollywood, os q…