segunda-feira, dezembro 29, 2008

Presidente palestino afirma que Hamas poderia ter evitado ataques em Gaza


O presidente palestino Mahmoud Abbas disse no último domingo que o grupo islâmico Hamas poderia ter evitado os ataques israelenses em Gaza se prosseguissem com a trégua.

“Falamos com eles e lhes dissemos: 'por favor, pedimos a vocês, não acabem com a trégua. Deixe a trégua continuar' então nós poderíamos ter evitado o que aconteceu”, disse ele no Cairo.

Numa coletiva de imprensa com o Ministro de Relações Exteriores Ahmed Aboul Gheit, Abbas disse que desejava proteger a Faixa de Gaza. Ele ainda falou que estava interessado no retorno dos diálogos o mais rápido possível. Abbas já temia uma invasão em Gaza, criticando os ataques de foguetes sobre Israel como sendo atos de tolice.

quarta-feira, dezembro 17, 2008

Confraternizações empresariais e dívidas ocultas

As confraternizações são muito legais. Come-se e bebe-se de graça. Tudo às custas da empresa. Nelas podemos observar um comportamento social interessante: o altruísmo disfarçado. Os dominantes (diretoria) oferecem um banquete aos dominados(empregados). Ao oferecer algo para os empregados, os diretores não estão sendo bonzinhos, mas endividando os empregados com algo que eles esperam: cooperação e apego aos objetivos da empresa. O trato é feito e os dominados, ao aceitar o banquete, estão se endividando perante seus empregadores.

Trata-se de uma variação da norma de reciprocidade. Quando recebemos um presente, estamos sendo quase que obrigados a retribuir. Não retribuir significa quebra do ciclo. Ou, na linguagem comum: “Pega mal não retribuir”.

Esse comportamento pode ser encontrado em diversas sociedades. Mas numa delas isso existe de forma bem evidente, chegando a encontrarmos manipulação estratégica por parte de seus integrantes. Como nos diz Jon Elster:

Um caso extremo desse altruísmo ambíguo encontra-se na descrição feita por Colin Turnbull da doação e do sacrifício entre os ik de Uganda:

"Essas não são expressões da crença tola de que o altruísmo é possível e desejável: são armas afiadas e agressivas que podem ter diversos usos. Mas o propósito do presente pode ser contrariado por sua não aceitação. Grande parte da engenhosidade dos ik converge para impedir a pretensa recusa. O objetivo é construir toda uma série de obrigações de modo que, em épocas de crise, tenha-se um número de dívidas acumuladas para serem cobradas; com sorte algumas delas podem ser pagas. Nesse sentido, justificam-se grandes sacrifícios, dadas as circunstâncias de vida dos ik, até o limite de condições mínimas de sobrevivência. Mas um sacrifício que pode ser rejeitado é inútil e, assim, se chega ao estranho fenômeno de que pessoas bastante egoístas em outros aspectos se desviem de seus rumos para ‘ajudar’ outros. Na verdade estão ajudando a si mesmas; a ajuda pode ser extremamente ressentida, mas é oferecida de tal modo que não pode ser recusada, porque, de qualquer modo, já foi dada. Sem que lhe tenha sido pedido, alguém pode lavrar a terra de outro em sua ausência, ou refazer sua cerca, ou participar da construção de sua casa, o que poderia ser perfeitamente feito pelo próprio dono e sua mulher. Certa vez, vi tanta gente cobrindo um telhado de sapê que este quase despencou, e não adiantaram os protestos do dono da casa. Trabalho feito é dívida contraída, uma boa razão para tomar cuidado com o vizinho. Lokeléa sempre foi uma pessoa impopular por aceitar esse tipo de ajuda e recompensá-la, no ato, com comida (o que ele sabia muito bem que não seria rejeitado). Essa oferta negava a dívida" (Turnbull, 1972, p. 146) (8).

Cão resgata animal atropelado no Chile


Uma câmera de vigilância de uma estrada de Santiago gravou imagens de um cão andando entre carros em alta velocidade para puxar o corpo de outro cão que morreu atropelado.

A cena foi mostrada por canais de televisão chilenos, postada em canais de compartilhamento de vídeos na web e centenas de milhares de pessoas viram as imagens até esta segunda-feira, 8. Equipes da estrada removeram os dois animais da Vespucio Norte na quinta-feira, 4, e o herói fugiu. Autoridades dizem que as imagens do resgate fizeram com que algumas pessoas ligassem e se oferecessem para adotar o animal, mas ninguém conseguiu achá-lo.

Carnatal 2008

Tudo igual. Reitero o que disse ano passado. A imagem mais marcante não foram as pernas de Ivete ou a empolgação dos foliões. Mas uma senhora de aproximadamente 65 anos segurando a corda de um dos blocos. A procissão dos “cordeiros sub-humanos” foi verdadeiramente emocionante, principalmente quando contrastada com a exibição da alegria comprada por aproximadamente R$ 200,00 ao dia.

Quem sou eu

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Jornalista e escritor. Mestre em Ciências Sociais (UFRN). Bacharel em Comunicação Social. Interessado em diversas ciências comportamentais.