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Mostrando postagens de 2016

Dignidade Esquecida

"Se chegar nesse ponto, quero que me você mate. É uma ordem. Não serei executado por propaganda para meu filho e o povo americano me ver na porra do YouTube pelo resto de suas vidas.", disse Benjamin Asher, presidente dos Estados Unidos para o agente Mike Banning, no filme London Has Fallen (Invasão a Londres, 2016). Assisti isso no dia anterior ao assassinato - na vida real - do embaixador russo Andrey Karlov, diante das câmeras, numa galeria de arte. E a vida imitou a arte. A morte do embaixador está no YouTube para seu filho e esposa verem para sempre. No filme, a situação era menos bizarra, pois não foi a imprensa ocidental que publicou o vídeo na internet, mas sim os próprios terroristas (que no final não conseguiram fazer isso).A prática comum de virar notícia como uma forma de ganhar espaço na mídia - como fazem empresas e políticos por meio de seus assessores de imprensa - não pode ser concedida a grupos criminosos. Uma coisa é Donald Trump virar manchete ou ser ent…

Como a Imprensa Alimenta o Crime Organizado

Sempre que fico sabendo de algum boato escabroso pelas "mídias sociais", pergunto-me: "Isso está nos jornais?". A imprensa - embora não seja plenamente confiável - ainda é uma espécie de porto seguro para o que ocorre no mundo à nossa volta, especialmente agora, com a popularização das chamadas novas tecnologias. Os jornalistas precisam apurar tudo o que é publicado e essa é a prática mais comum, o que torna a informação bem mais confiável do que uma mensagem de texto ou de áudio que chega - não sei de onde - ao meu smartphone. Afinal, sempre é bom evitar o que ocorreu na noite de 17 de março de 2015, em Natal-RN, quando boatos divulgados via smartphones causaram pânico em grande parte da população. No entanto, essa mesma imprensa - mais ou menos aprisionada na lógica de produção de notícias e nos critérios de noticiabilidade - termina por prejudicar a população de outras formas, ajudando, por exemplo, no aumento da criminalidade violenta advinda de grupos crimino…

Super-heróis abaitolados & semideuses ateus

Recentemente, assisti o filme They Live (1988), uma produção semelhante a Matrix (1999), trazendo um tema parecido com o de vários outros filmes que contestam a realidade do mundo. Isso fez-me pensar em como esses filmes estão alinhados com o que diziam nossos professores do ensino médio: "contestem a realidade, sejam críticos. A geração de vocês é muito conformada!", tentando encaixar-nos no estereótipo do jovem revolucionário segundo o qual todo jovem precisa contestar as normas da sociedade opressora e alienante. Engraçado é que podemos contestar tudo, menos o que o politicamente correto impõe.
Enquanto alguns filmes, famosos e aplaudidos, assumidamente, nos fazem questionar a realidade do mundo e as normas tradicionais de nossa civilização, como Meu passado me condena (1961), Sopro no Coração (1971), O Lenhador (2004), Brokeback Mountain(2005) e Tomboy (2011), outros fazem o mesmo de modo mais ou menos disfarçado, como a maioria dos filmes mais recentes de Hollywood, os q…

O golpismo petista

Em 1993, o Partido dos Trabalhadores (PT) entrou com um pedido de impeachment contra o presidente Itamar Franco. Durante o governo FHC, o PT entrou com quatro pedidos de impeachment contra o então presidente Fernando Henrique Cardoso.
"Pela primeira vez na América Latina, o povo brasileiro deu a demonstração de que é possível o mesmo povo que elege um político, destituir esse político.", dizia o Lula a respeito do fato de Collor ter sofrido o impeachment. O ex-presidente adorava o impeachment e não tinha vergonha de declarar isso.

Agora, quando o PT é o alvo, seus membros hipócritas agem como se fôssemos idiotas, acusando um pedido de impeachment de golpismo, atiçando comportamentos agressivos de sua militância cega e adotando, sem qualquer tipo de vergonha, um vitimismo de dar nojo.
Ao mesmo tempo, seus lacaios mais influentes recorrem ao uso da violência para agredir qualquer um que seja contra o que pretendem, convocando fanáticos para queimar veículos de imprensa, como fe…