sexta-feira, dezembro 23, 2005

Morales: "Bush é o único terrorista que conheço"


Veja a notícia que saiu no Globo Online:
- http://oglobo.globo.com/online/mundo/189710691.asp

"O único terrorista do mundo que eu tenho conhecimento é o Bush. As intervenções militares dele, como a do Iraque, são terrorismo de Estado", teria dito Morales, o novo presidente da Bolívia, à Al Jazeera, emissora de TV a cabo dedicada a notícias para o mundo árabe e com a qual o governo dos EUA não mantém boas relações.

O porta-voz de Morales apressou-se em afirmar que as declarações do novo presidente foram mal traduzidas para o árabe ou do árabe para o inglês, pelas agências internacionais.

No entanto, esse mesmo porta-voz não disse qual seria a tradução certa das palavras de Morales...

Essa "moda" internacional de falar mal de Bush provoca um certo medo diante das últimas atitudes do presidente norte-americano frente à países com suspeita de ter algum terrorista foragido ou supostas armas de detruição de massa

O que impedirá de Bush começar a enxergar bombas nucleares ou exércitos terroristas por aqui na América do Sul? Só para ter o pretexto de controlar o petróleo venezuelano?

O pior para os brasileiros será quando ele começar a inventar alguma história para se apoderar da Amazônia.

terça-feira, dezembro 20, 2005

Crise na saúde: a culpa é só da prefeitura?


Por decisão judicial, a partir de hoje, a prefeitura de Natal está obrigada a atender todos os pacientes da rede municipal de saúde, mesmo que seja a categoria médica quem está de greve. Por causa disso, a prefeitura está tentando incluir os médicos grevistas como réus do mesmo processo, para que eles também respondam pela falta de atendimento à população. A decisão sai ainda hoje.

Caso a prefeitura não consiga obedecer à ordem judicial, terá que pagar multa diária de 5 mil reais e o prefeito poderá responder por crime de improbidade administrativa.

Comentário
Por enquanto, quem paga essa situação é a população que certamente já não acredita mais na honestidade daquele juramento médico. Principalmente aquele trecho que diz: "A saúde dos meus pacientes será a minha primeira preocupação". Pelo visto, a primeira preocupação dos médicos é a saúde financeira deles mesmos.

sábado, dezembro 17, 2005

Comentários do Irã

* Este artigo foi publicado no Jornal de Hoje

As notícias vindas do Oriente Médio estão esfriando? Os terroristas palestinos estão cada vez mais parados? Sempre são aquelas mesmas notas sobre explosões de atos terroristas de iraquianos contra iraquianos? Não muda nada? Não se preocupe. Temos Mahmoud Ahmadinejad, o presidente do Irã. Ele, atualmente, é a maior fonte de notícias quentes vindas daquela região. Mesmo que a situação no Iraque seja bastante instável, a população dos outros recantos do globo não se interessa como antes por notícias vindas do Iraque, que resumem-se a sucessivos atentados explosivos. A nova tensão que Mahmoud Ahmadinejad está provocando com seus comentários sobre Israel é tudo o que o jornalismo internacional queria ante a recente monotonia jornalística no Oriente Médio.

As últimas palavras do presidente do Irã, que tomou posse ainda este ano, foram bastantes polêmicas. O discurso com o tema “Destruição de Israel” nunca foi novidade, mas precisava ser tocado mais uma vez para que o mundo tivesse mais graça. O povo gosta de uma briginha. Conflitos trazem notícias. Bom para jornalistas da editoria internacional. Será que a paz é o ideal? Na opinião do Sr. Ahmadinejad, de caráter populista e conservador, é claro que não. A voz dele realmente é a voz do povão do Irã, ou seja, uma voz com ideais retrógrados, baseados em fundamentos ultrapassados do Alcorão. Ele sabe que, tomando essas atitudes, vai garantindo a sua popularidade e a sua reeleição.

Mais recentemente, ele sugeriu a idéia de transferir o Estado de Israel, do Oriente Médio para a Europa, na Alemanha talvez. Dessa forma, segundo o presidente, seria bom ver a Copa de 2006 em Israel. Mas, pelo menos dessa vez ele amenizou o discurso, quem sabe, por causa da grande pressão da comunidade internacional: “Tudo bem, já que não vão riscar Israel do mapa mesmo, então pelo menos tire ele daqui”.

No entanto, essa sugestão demonstra que o Sr. Ahmadinejad não passa de um provocador ou um brincalhão que quer aparecer para o mundo e principalmente para seus eleitores. Talvez nem ele acredite no que está falando e esteja usando esses freqüentes comentários como estratégia política interna. Só pode. Pois se for para criar aliados na comunidade internacional, não serão muitos. Talvez Chaves, Fidel e, quem sabe, Lula, que já cultiva uma boa simpatia por esses dois últimos. Mas sabemos que nosso presidente não tem a mesma coragem de Chavez, muito menos a desse Ahmadinejad. Parece que o medo dos Estados Unidos é o que impede muitos líderes de proferirem comentários como os do líder iraniano.

Enquanto a guerra entre Israel e Irã não começa, a população mundial vai se divertindo ou se angustiando com a possibilidade desse mais novo conflito bélico entre nações. O Oriente Médio é o mercado de guerra mais valorizado ultimamente, onde os lucros vão para fabricantes de armas; líderes que querem se reeleger; e homens da mídia também, que vendem as imagens dos tiros, explosões e mortes para os leitores e telespectadores do mundo inteiro, ansiosos por uma confusão, “para o mundo ter mais graça”. Ô povinho pra gostar de uma briga! A psicologia explica.

Quem sou eu

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Jornalista e escritor. Mestre em Ciências Sociais (UFRN). Bacharel em Comunicação Social. Interessado em diversas ciências comportamentais.