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Big Brother, Alemão e a recompensa à futilidade

O Big Brother Brasil 7 acabou já faz um certo tempo. Eu não ia comentar nada sobre a vitória do Alemão. Passaria batido. Afinal, dentre todos os participantes era difícil distinguir um que merecesse ganhar um milhão de reais apenas por praticar exibicionismo e interpretação de papéis - afinal, no Big Brother ninguém age como realmente é. Os psicólogos explicam.

Porém, como o tal Alemão esteve recentemente aqui em Natal e provocou alguns equívocos comentários positivos por parte do público feminino, decidi expor minha crítica aos critérios que regem os valores das pessoas em nossa sociedade. Lembro-me de como o programa Fantástico exibiu o repentino prestígio adquirido pelo vencedor do BBB, mostrando o Alemão como se fosse uma espécie de ídolo em sua cidade. Até aí é compreensível, mesmo levando em conta a forçada que a matéria do Fantástico deu para levantar mais ainda o moral do rapaz. Mas preocupei-me quando vi esse prestígio chegar sem problemas até nós, nos confins do Rio Grande do Norte, onde a simples presença dele era argumento para atrair pessoas a um show. Disso, a mídia tem culpa, mas não é só dela.

O povo não deveria deixar-se ser manipulado dessa forma, ao ponto de recompensar alguém com fama e status apenas por ter feito musculação e participado de um programa fútil. Dessa vez foi pior do que quando o Kleber Bambam ganhou. Pelo menos ele tinha um comportamento extremamente ingênuo. Dava pena. O Alemão, por outro lado, ganhou porque simplesmente conseguiu enganar o público. Parabéns cara!

Comentários

  1. Camila de Araújo10:53 PM

    kkkk Muito boa essa sua matéria!
    É ridiculo tal idolatração de um pais só pq participou de um programa bobo e se apaixonou por uma idiota, ficando (ou fingindo ficar) doidão por ela! Tem um monte de retardado assim no Brasil e ninguem ganha um milhão por isso, muito menos o prestigio do povo... Mas q ele é gato é!! kkkk (só pra te aperriar, Nestor)

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