terça-feira, março 13, 2007

Contos infantis gays na Inglaterra


De acordo com um projeto pedagógico britânico, uma das melhores formas de acabar com a discriminação contra os gays - pelo menos a longo prazo - é mostrar às crianças inglesas contos infantis com príncipes alegres e encantados e reis viadinhos. Segundo notícia no site da BBC Brasil, essa iniciativa visa atender a um conjunto de novas leis que entra em vigor a partir de abril, conhecido como Ato de Igualdade.

Uma das fábulas, King & King (Rei e Rei), conta a história de um príncipe que rejeita três princesas antes de se apaixonar e se casar com o irmão de uma delas. (Ou seja, mais fresco que isso, é difícil).

Será que essa atitude vai realmente reduzir o preconceito contra homossexuais entre as pobres cobai... quer dizer, pobres criancinhas britânicas? O que os psicólogos e pedagogos dizem sobre isso? E os pais? E quanto aos temíveis efeitos colaterais?

terça-feira, março 06, 2007

Nada a ver! Beira-Mar de jatinho e eu de “buzão”?!


Nessa última viagem do traficante Fernandinho Beira-Mar do Paraná para o Espírito Santo, o governo gastou só R$ 200 mil. Em seu passeio de jatinho, mobilizou policiais militares e federais, gastou o combustível do avião e isso tudo apenas para fazer um depoimento num Fórum. Não seria mais fácil o juiz se deslocar até a cidade onde ele está preso? Enquanto Fernandinho Beira-Mar, homicida e traficante, viaja de jatinho com o nosso dinheiro, o resto dos brasileiros, a maioria de bem (espero), tem que se virar nos coletivos lotados mesmo. Veja a notícia

Privacidade e exibicionismo no Google Earth

O Google Earth é um software com imagens aéreas tiradas de satélites, como fotos de cidades em todo o mundo. Recentemente, um blog chamado Google Sightseeing disponibilizou fotos - com um certo nível de detalhamento - de pessoas tomando sol nuas, nos quintais e jardins de seus lares.

É claro que isso é invasão de privacidade e o Google pode responder judicialmente por esse fato. Mas o que é temerário para uns, é diversão para outros. Com essa notícia, alguns exibicionistas por aí devem ter se animado com a possibilidade de poderem ser vistos pelados na Internet.

http://www.iparaiba.com.br/plantao.php?noticia=78343&categoria=8

Outro efeito que o Google Earth pode provocar nas pessoas são atitudes como o embelezamento da casa, da cidade... Usarão Photoshop? Não sei. Tem uma cidade nos Estados Unidos onde a intensidade do verde da vegetação local supera claramente os níveis naturais. Não duvido de nada.

quarta-feira, fevereiro 21, 2007

"A Beija-flor ganhou!" Certo. E eu com isso?

Hoje saiu o resultado do campeonato das escolas de samba do Rio de Janeiro. A Beija-flor de Nilópolis ganhou. Telespectadores do Brasil inteiro acompanharam o locutor transmitindo, quesito por quesito, nota por nota, a definição da campeã. Todos escolheram uma escola para torcer. Afinal tinham que participar de alguma forma, mesmo que não gostassem de samba, mesmo que não sejam cariocas ou não tenham sequer um parente em sétimo grau por lá.

É a força da mídia, que pressiona e faz com que todos assistam por mais de tantas horas os desfiles das escolas e mais outras não sei quantas aguardando o resultado de um concurso sem qualquer ligação com o indivíduo. É interessante ver que, mesmo não possuindo qualquer interesse, assistimos, torcemos e gostamos. Amanhã ouvirei comentários : “Você viu? A Beija-flor ganhou!” e responderei : “Sério? E eu com isso?”


segunda-feira, fevereiro 19, 2007

Malefícios e benefícios do Carnaval

O carnaval passou. Foi brilhante. Uma festa cheia de sensualidade, alegria e cores, símbolo da identidade brasileira e orgulho nacional. Mas será que o carnaval é benéfico para nosso país? Agora o caro leitor ou leitora deverá estar se perguntando também: será que vale a pena debater eventuais benefícios do carnaval? Afinal, o carnaval é apenas uma festa cujo único objetivo é divertir-se, esquecer por uns dias a realidade injusta, o trabalho difícil, o chefe incompreensível, o pouco dinheiro. De origem milenar, o carnaval nasceu na Grécia para celebrar os deuses da colheita para depois espalhar-se pelo mundo. Ao contrário do que alguns possam pensar, o Brasil, apesar de ser taxado como país do carnaval, não possui, de forma alguma, exclusividade sobre ele. Comparando a origem histórica com a prática atual, percebemos que o motivo da festa mudou. Antes era para celebrar a colheita. Hoje serve como "anestésico social". Portanto, vemos aqui um benefício carnavalesco: esquecer os problemas. Porém, não há mais comemorações, pois não há nada para comemorar. Não há colheita, não há trabalho, nem dinheiro, nem belas mulatas semi-nuas para todos.
Falando em mulatas, lembramos da nossa imagem no exterior. Somos o país das mulatas e do sexo fácil. "No Brasil é muito bom! Mulatas!", pensam os estrangeiros promíscuos. "Só há prostitutas no Brasil! É uma vergonha!", pensam os estrangeiros mais decentes. A culpa pela imagem promíscua do Brasil é dividida entre governo, mídia e povo. Com uma proporção maior para o primeiro da lista, pois graças à política de divulgação do turismo brasileiro – entre as décadas de 60 e 80 – que o resto do mundo absorveu uma imagem digna de vergonha em relação ao Brasil. E nossas mulheres ficaram com essa fama decadente aonde quer que tenha chegado alguma notícia sobre as "belezas do Brasil".


Alguns poderiam dizer que o povo brasileiro é naturalmente promíscuo e adepto da libertinagem, independente de propaganda exterior, independente da idéia que os outros - os estrangeiros – têm sobre nós. Porém, de acordo com um fenônemo psicosocial, os indivíduos tendem a comportar-se da mesma forma como eles acham que os outros pensam deles. Dessa forma, o governo, ao divulgar uma determinada imagem brasileira no exterior, criou - através desse fenômeno - a mesma imagem, só que internamente. Foi assim que o povo brasileiro adotou o carnaval promíscuo e a libertinagem sexual como elementos de sua identidade. Mesmo que não tenhamos uma tendência para esse tipo de comportamento, a tal fama vergonhosa acompanha-nos. De fato, pesquisas mostram que a cultura européia e a norte-americana encaram o sexo como algo bem mais comum e descomplicado. Resumindo, a promiscuidade ocorre mesmo é lá fora. Na verdade, os brasileiros - em especial os nordestinos - são mais cautelosos em relação ao sexo. Mas talvez eu esteja me enganando ao generalizar, pois soube de algumas histórias sobre excessos de luxúria em determinadas regiões brasileiras. Mas aí vem a questão: essas pessoas não teriam se tornado assim devido àquele fenômeno? De qualquer forma, encontramos um elemento maléfico do carnaval, pelo menos da forma como é feito e divulgado no Brasil: a imagem promíscua de nossas mulheres.

Ainda há outra questão: qual a origem dos recursos para a realização de um evento tão grandioso e belo, como ocorre no Rio de Janeiro e em São Paulo? Afinal, as comunidades que desfilam suas escolas de samba não são conhecidas por possuírem membros de elevado nível financeiro. Uma rápida pesquisa na Internet pode revelar a ligação estreita desses desfiles com patrocínio do jogo do bicho. No site do Observatório da Imprensa qualquer um pode ver uma matéria em vídeo que mostra e comprova essa ligação com "bicheiros" bem sucedidos. Algumas escolas já chegaram ao ponto de homenagear, nos desfiles, tais indivíduos. Por volta de 2005, a Globo mostrou na novela Senhor do Destino, de uma forma hilária e inocente - quase legitimizando - a tal relação. Mas essa atitude da Globo é compreensível pois a empresa televisiva sabe que não é boa idéia criticar a ligação do carnaval com uma contravenção penal, que é a prática do jogo do bicho. Afinal, a apresentação dos desfiles do Rio e de São Paulo são importantes na sua grade de programação. Sempre é bom manter boas relações com determinados tipos de organizações. Mas ter o jogo do bicho como contribuinte de uma parcela do carnaval carioca não é grande problema se levantarmos a hipótese de uma participação semelhante por parte do crime organizado, que envolve tráfico de drogas, roubos e assaltos. Pesquisei alguma informação sobre a essa possível ligação mas não achei nada além de suspeitas e das grandes. De qualquer forma, encontramos, outro elemento indesejado: relação com atividades ilegais.

Analisando esses fatos, podemos questionar se seria realmente o carnaval a causa desses problemas. Extingui-lo seria uma solução para amenizar tais elementos? Não considero uma possibilidade sensata, pois os elementos indesejáveis presentes no carnaval brasileiro são apenas consequência de nossa sociedade corrupta e subdesenvolvida, e de nossos governantes ineficientes. No fim das contas, o benefício anestésico do carnaval sobressai aos demais, surgindo como uma “solução” temporária para os problemas de nosso povo.

quinta-feira, fevereiro 15, 2007

Nova obra combate dogmas cristãos

Os debates históricos sobre a vida de Jesus aumentam com o recente sucesso da obra Inquérito sobre Jesus, que deve sair em breve no Brasil, e mostra um lado humano, bem distante do Deus do cristianismo. O livro apresenta teses polêmicas como a afirmação de que a ressurreição teria sido uma alucinação e que Jesus não tinha intenção de fundar uma nova religião. Desde que foi lançada, no fim do ano passado, a obra já vendeu 450 mil cópias na Itália.

Um trecho do livro afirma: “Ele nunca tentou converter os não-judeus. Isto seria feito depois de sua morte, por alguns seguidores e pelas igrejas cristãs, mudando bastante o que Jesus pregava e praticava.”

Já na futura obra obra de Bento 16 - Jesus de Nazaré, do batismo no Jordão à Transfiguração - o autor defende as verdades católicas como sendo compatíveis com a história. Segundo analistas, a igreja teme que a fé em Jesus seja considerada desligada da história e da razão. De acordo com o papa, razão e fé devem caminhar juntas.

quarta-feira, janeiro 24, 2007

Cadê a ética?

Ultimamente os profissionais jornalistas do Rio Grande do Norte andam esquecendo da prática ética em suas publicações. O uso de imagens de cenas de crime é um recurso cada vez mais presente nas páginas de nossos jornais que estão devendo um pouco mais de qualidade para o leitor. Além de outros exemplos, o mais recente é a foto de um jovem morto à tiros ontem (23/01) em Mossoró, em frente à casa da namorada. Um dos jornais locais publicou essa imagem na primeira página, certamente como uma espécie de chamariz para o leitor comprá-lo. Na verdade, ao fazer isso, o jornalista responsável pelo fato causa tanto o choque numa boa parcela do público leitor quanto a reprovação entre seus colegas de classe. Isso ocorre principalmente devido ao fato de que o referido jornal não possuir, até então, uma política que o caracterizaria como sendo um jornal sensacionalista ou apelativo.

Alguns profissionais tentam isentar-se da responsabilidade por essa carência de ética, evocando a vontade popular, o desejo das massas, que seriam famintas pela visão de cenas violentas. “O povo gosta de ver sangue”, dizem. Outros sustentam a bandeira – erroneamente - da liberdade de informação, confundido-a com libertinagem de expressão. Dizem que a verdade tem que ser mostrada. Para eles, pouco importa o constrangimento e o desrespeito que a divulgação de uma foto dessas provoca para a família e para os amigos do indivíduo. Desconsideram o código de ética dos jornalistas brasileiros em seu artigo 13, que determina: “o jornalista deve evitar divulgação de fatos de caráter mórbido e contrário aos valores humanos”. Se não quer respeitar o código, respeite pelo menos a família da vítima.

Não é no Brasil

Com base no sociólogo Mark Granovetter (1978), podemos dizer que o comportamento violento de indivíduos durante algumas manifestações pode ...