Pular para o conteúdo principal

Esquerda, uma ameaça racista?

Hoje li um artigo do qual lembrei-me de uma antiga colega, que hoje trabalha num jornal aqui em Natal. É um texto de Caio Blinder e o título é "A esquerda e a crença na virtude dos oprimidos", no qual o autor exibe a natureza atual da esquerda. Segundo ele, o que restou da esquerda foi uma síndrome identificada por Bertrand Russell como a crença na virtude dos oprimidos: ser antiamericano e, por extensão, antiisraelense, é estar com os oprimidos, mesmo que esses “oprimidos” defendam abertamente a destruição do outro por motivos meramente religiosos fundamentais.

Esse texto me fez lembrar também da manifestação, pela paz, em solidariedade ao povo palestino, que houve em Natal, onde membros de partidos radicais de esquerda clamavam, em coro, pela morte de americanos e de israelenses. Não sei que tipo de paz é essa que esse movimento tanto deseja. Infelizmente, acredito que o caráter tenha sido o mesmo em todo o Brasil, em manifestações semelhantes.

Mas talvez o leitor esteja se perguntando por que essas coisas me lembraram da minha antiga colega. Talvez ela não saiba, mas é vítima dessa mesma síndrome e talvez de alguma outra doença ideológica, pois no caso dela o quadro piora com a falta de informação sobre os alvos de sua antipatia (para não dizer ódio): os judeus. Sim. Na cabeça dela, há uma informação absurda na qual os Estados Unidos são dominados pelos judeus. Pior: nos Estados Unidos os judeus são, inclusive, uma maioridade numérica na população! É triste saber que uma pessoa dessas ocupa um cargo na imprensa local. Em resumo, na cabeça dela essa confusão esquerdista e antiamericana desencadeou um preconceito anti-semita.

As pessoas tentam minimizar esses efeitos indesejáveis da esquerda. Após eu ter escrito sobre os sentimentos anti-semitas que informações distorcidas sobre o conflito em Gaza podem trazer, uma pessoa comentou no meu blog que “sentimentos anti-semitas, penso que não. Mas anti-sionistas, anti-nazistas e fascistas penso que sim”. Dessa forma, nega-se o racismo: “Não, não temos ódio contra judeus”. É claro que não posso generalizar e afirmar que todos os esquerdistas são racistas anti-semitas, mas que trata-se de um ambiente bem propício não podemos negar. A minha própria colega jornalista confessou, categoricamente, que um amigo seu é um anti-semita declarado. Segundo ele, Hitler deveria ter matado todos eles na Segunda Guerra Mundial. O que dizer para uma pessoa dessas? “É... pelo menos ele tentou”. Não há muito que conversar com uma mente desse nível.

Talvez eu esteja enganado, caro leitor. Mas acredito que os judeus não são acometidos de uma paranóia. Eles não possuem síndrome de perseguição. Talvez você não tenha nada contra judeus, mas, de onde menos se espera, encontramos alguém infectado com sentimentos de ódio, frutos de uma confusão ideológica somada à falta de informação, para não falar ignorância.

Comentários

  1. Although there are differences in content, but I still want you to establish Links, I do not
    fashion jewelry

    ResponderExcluir

Postar um comentário

Postagens mais visitadas deste blog

Malefícios e benefícios do Carnaval

O carnaval passou. Foi brilhante. Uma festa cheia de sensualidade, alegria e cores, símbolo da identidade brasileira e orgulho nacional. Mas será que o carnaval é benéfico para nosso país? Agora o caro leitor ou leitora deverá estar se perguntando também: será que vale a pena debater eventuais benefícios do carnaval? Afinal, o carnaval é apenas uma festa cujo único objetivo é divertir-se, esquecer por uns dias a realidade injusta, o trabalho difícil, o chefe incompreensível, o pouco dinheiro. De origem milenar, o carnaval nasceu na Grécia para celebrar os deuses da colheita para depois espalhar-se pelo mundo. Ao contrário do que alguns possam pensar, o Brasil, apesar de ser taxado como país do carnaval, não possui, de forma alguma, exclusividade sobre ele. Comparando a origem histórica com a prática atual, percebemos que o motivo da festa mudou. Antes era para celebrar a colheita. Hoje serve como "anestésico social". Portanto, vemos aqui um benefício carnavalesco: esquecer o…

Lei de talião e pena de morte no Brasil

Considero o princípio da lei de talião o mais justo de todos os princípios legais. Ele representa o equilíbrio. Afinal, não seria isso a justiça? É um princípio simples. E a simplicidade é o último grau de sofisticação. Por exemplo, se alguém mata intencionalmente uma pessoa inocente e por motivo banal, esse alguém deve ser morto.
Podemos complicar um pouco. Durante um hipotético (mas não tão hipotético) assalto, policiais e bandidos trocam tiros. Uma pessoa que passava nas proximidades é atingida e morta. Nossa lei preocupa-se em procurar a autoria do tiro que matou o inocente, quando isso é irrelevante a princípio. O que verdadeiramente importa é a autoria da intencionalidade que assumiu e provocou a morte. Não há dúvidas de que os bandidos saíram de casa assumindo a possibilidade de matar. Não os policiais. Logo, percebemos aí a intencionalidade de usar a força por meio da morte de uma alguém, independente de quem viesse a obstruir suas intenções criminosas. Logo, ainda que juridi…

Ciência de verdade ou fé nos cientistas?

No final de um documentário, o físico Stephen Hawking afirmou que a origem do universo pode ser explicada sem a necessidade de um criador e que, por consequência, poderíamos dizer que não existe vida após a morte. Eu admirava o Hawking, mais pela imagem de genialidade que nos é transmitida pela TV, mas depois dessa conclusão ilógica, tive uma decepção, mas foi bom, pois eu pude ver o quanto de fé está impregnada no atual mundo científico.


Após o advento iluminista, os cientistas começaram a adquirir o status de novos sacerdotes. Se antes o que a Igreja dizia era considerado a verdade, hoje, cada vez mais pessoas simplesmente acreditam no que os cientistas dizem, até mesmo em homenzinhos do espaço [1], sem fazer questionamentos. Se antes as verdades eram imutáveis (dogmas religiosos), hoje, algumas crenças com base na ciência alteram-se de uma década para a outra, às vezes num ritmo até mais rápido, como podemos constatar perante descobertas nutricionais. Ovo faz mal? Colesterol faz b…