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Carnaval e Holocausto, tudo a ver?

Nesse último domingo, o Sr. Adriano Silva publicou na revista Época um artigo criticando uma suposta censura no Carnaval do Rio de Janeiro. O jornalista deve ter entendido mal a atitude da comunidade judaica do Rio de Janeiro, que considerou pouco sensato expor o Holocausto na forma de um carro da escola Viradouro cheio de corpos empilhados. De forma equívoca, o jornalista confundiu opinião e protesto com uma "censura prévia".

Sabendo da insatisfação da comunidade judaica em relação ao seu polemico carro alegórico, o carnavalesco da escola, Paulo Borges, visitou a Federação Israelita do Rio de Janeiro para conversar sobre o caso. Certamente ouviu a opinião desfavorável deles.

Seria isso censura prévia? Ou apenas o uso do "bom senso prévio"? Ninguém está obrigando a Viradouro a retirar o carro do futuro desfile. O Sr. Paulo Borges é que está tomando uma atitude sensata e cautelosa ao ouvir a opinião dos maiores interessados no assunto. E não há problemas nisso.

Concordo com o jornalista quando ele fala que devemos esquecer coisas ruins. O Holocausto foi uma coisa ruim. Devemos esquecer o Holocausto? Se sim, pra quê relembrá-lo logo dessa forma grotesca, num carnaval? Se não, lembremos suas vítimas por meios e formas respeitosas. Lembremos para que coisas ruins jamais voltem a acontecer.

Leia o artigo da Época

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