quarta-feira, outubro 01, 2008

Igreja Universal vende diploma com assinatura de Jesus Cristo para deficiente mental

A Igreja Universal do Reino de Deus vendeu um "diploma de dizimista" com a suposta assinatura de ninguém menos que Jesus Cristo, para o fiel Edson Luiz de Melo, que é portador de deficiência mental.

Além de uma "chave do céu", também comprada por Edson, a igreja realizou outras promessas extraordinárias em troca do dinheiro da vítima. Diante disso, sua mãe recorreu à Justiça para recuperar o dinheiro perdido.

De acordo com o processo movido por sua mãe, Edson começou a freqüentar a igreja a partir de1996. Desde então era induzido a participar de reuniões sempre envolvendo contribuições financeiras.


A igreja deve devolver mais de R$ 50 mil a Edson, o equivalente a todos os dízimos e doações feitas por ele.

Nessas reuniões, Edson teria sido levado a comprar uma “chave do céu” e, além disso, a vítima chegou a receber um diploma de dizimista assinado por ninguém menos que Jesus Cristo.

Comentário: Nessa igreja, os esforços para se obter lucros passam por cima de qualquer ética, seja ela do céu ou da terra. Não há dúvidas que uma instituição desse tipo não pode trazer benefícios numa sociedade sã, pois, por meio de promessas vazias e forte manipulação, esses indivíduos reduzem a capacidade intelectual e financeira de pessoas que sofrem com problemas que poderiam ser resolvidos através de outra orientação. É de admirar que os membros dessa organização - cientes de seu charlatanismo e de seu objetivo exclusivamente financeiro - durmam tranquilamente sabendo que engana milhares ou até milhões de pessoas diariamente.



domingo, setembro 21, 2008

Ônibus 174: a violência urbana e a saudade do óbvio

É preciso cautela para comentar um filme que ainda não vi, nem sequer está nos cinemas, ainda. Podemos, por enquanto, basear em informações prévias sobre o filme para tecer alguma opinião.


O filme sobre a tragédia do ônibus 174 nos traz uma abordagem preocupante, bem parecida com aquela de Cidade de Deus. O lado do bandido é o ponto. O bandido é o personagem principal. Problemas sociais, a pobreza, a violência urbana e a piedade são pontos evocados como justificação de uma vida criminosa. O bandido é visto como vítima; e a vítima é vista como o quê? No ponto de vista de filmes com esse tipo de abordagem, a vítima morta pelo bandido é apenas uma coadjuvante, tanto do filme como na própria vitimização. A vítima maior é o bandido. A mulher que tentava viver sem violência, numa vida também penosa, é uma vítima menor. Temos pena dela, mas isso é apenas uma conseqüência dos problemas sociais. Esquece-se a culpa do bandido, coitado, vítima primeira da sociedade. Nós somos os culpados. Veja que estranho: segundo esses filmes, a culpa é minha e sua. Nós somos os assassinos. Por favor, me prendam.


É perigosa a exibição e o reconhecimento desse tipo de justificação social do crime. Pobres bandidos. Pobres assaltantes. Pobres assassinos. Pobres estupradores. Vamos ter pena dos criminosos. Parece que o óbvio está cada vez mais distante. Por que não mostramos a vida das verdadeiras vítimas, antes de terem sido finalizadas permanentemente pelo bandido? O sofrimento do bandido foi maior? Quem julga isso?


Tentar viver dentro das normas e longe do crime é difícil. Fácil é chutar o pau da barraca, arranjar uma arma e sair por aí – liberto das normas sociais – praticando a violência primordial: “Pego o que eu quero. Sua vida é minha agora porque eu quero! Passe o dinheiro!” A justificação social do crime facilita mais ainda: “Sou desempregado. Sou pobre. Logo, posso matar para sobreviver”. É a lei da selva - que rege onde não há humanidade - cada vez mais expulsando a lógica da obviedade e do Homem. Está chegando o dia em que não será preciso livrar-se das normas para praticar crimes, pois - segundo a lógica divulgada por esses filme - a sociedade deverá considerar normal tais atitudes, simplesmente por que elas são compreensíveis; como se o fato banal de entender as causas do crime fosse suficiente para amenizar a culpa de seus praticantes. Retornamos à selva. Mas é uma nova selva, agora justificada.


Aqui em Natal uma enfermeira morreu por um bandido que assaltava o ônibus no qual ela se deslocava para ir ao trabalho. O bandido, coitadinho, continua solto, pronto para outros assaltos e outras mortes. Vamos ter pena de quem?

terça-feira, setembro 02, 2008

Motorista que beber pode ficar sem seguro de vida

O motorista que dirigir embriagado e se envolver em acidente pode perder o direito ao seguro de vida. Uma decisão da Terceira Turma do Superior Tribunal de Justiça entendeu que a embriaguez pode ser um agravante que libera a seguradora de fazer o pagamento. A decisão foi tomada no processo de uma viúva que reivindicava o seguro.

Foi rejeitado o recurso de Maria Dilza Porto, viúva de motorista, que reivindicava o recebimento da indenização. O STJ referendou decisão do Tribunal de Justiça de São Paulo que já havia isentado a seguradora do pagamento.

A antiga jurisprudência previa pagamento do seguro.

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quinta-feira, agosto 28, 2008

Ministério Público recomenda defesa da imagem pública de presos

No último dia 16/08/08, o Ministério Público, através do procurador de direitos humanos, enviou uma recomendação às autoridades públicas policiais e médicas para que elas assegurem a defesa da imagem pública de presos do RN, além de sua vida e integridade física.

Segundo a assessoria de comunicação do MP,dentre as medidas recomendadas, também está o fim das apresentações de presos aos veículos de comunicação, preservando ainda o direito dos presos que desejarem manifestar opiniões ou fazer denúncias através dos veículos de comunicação.

Em seu pedido, o Ministério Público Estadual sugeriu o prazo de dez dias para que o Secretário Estadual de Segurança Pública e Defesa Social edite um ato administrativo que proíba a apresentação à imprensa de qualquer preso, seja nas dependências de Delegacias de Polícia ou em quaisquer outros prédios utilizados pelas Polícias Civil ou Militar.

Comentário:
Não sou a favor de ações que melhoram a vida de criminosos. Trata-se de prioridades. Num país como o Brasil - onde o crime aumenta na mesma proporção do medo das pessoas de bem - propor ações benéficas a indivíduos que roubam, matam, estupram não é algo que podemos chamar de sensato. Talvez essas recomendações sirvam em outros países, cujos crimes sejam mais raros, mais leves, boa parte oriunda de pessoas com problemas mentais. Não é o caso do criminoso que mata e rouba por que é mais fácil do que trabalhar.

Entendo o Minitério Público, que apenas faz seu trabalho de defender o direito das pessoas, garantido na legislação brasileira. Mas entendo também, e mais ainda, o carcereiro que tortura, o policial que bate, ou que mata o bandido. Vamos gastar dinheiro público com ladrões, assassinos e estrupadores ou com hospitais melhores? Já disse: prioridades.

Em relação à proibição da exibição do preso à imprensa, estaremos protegendo a imagem, reputação do condenado ou impedindo que a sociedade conheça seus criminosos? Qual é a prioridade? Devemos proteger bandidos? Talvez o óbvio esteja se distanciando de nossos olhos.

Operação Impacto: Quem vai votar neles?

Recebi um e-mail contendo uma relação dos candidatos a vereador de Natal para as próximas eleições, que foram acusados de corrupção passiva após a Operação Impacto, realizada em julho de 2007. Já apurei as informações através do site do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) e a lista está correta:

Emilson Medeiros (PPS)
Dickson Nasser (PSB)
Geraldo Neto (PMDB)
Adão Eridan (PR)
Renato Dantas (PMDB)
Adenúbio Melo (PSB)
Edson 'Sargento' Siqueira (PV)
Aluísio Machado (PSB)
Carlos Santos (PR)
Júlio Protásio (PSB)
Aquino Neto (PV)
Salatiel de Souza (PSB)
Edivan Martins (PV)

Veja mais em: http://www.nominuto.com/politica/operacao_impacto_juiz_do_caso_entra_de_ferias_dia_7_de_agosto/24305/

Não é no Brasil

Com base no sociólogo Mark Granovetter (1978), podemos dizer que o comportamento violento de indivíduos durante algumas manifestações pode ...