Pular para o conteúdo principal

Relativismos sexuais e orgulho gay

No topo dos assuntos da moda está essa questão da homossexualidade. Respeitar a minoria é politicamente correto, por mais que nossos próprios instintos discriminatórios nos orientem do contrário. O problema é que o discurso das pessoas que estão divulgando o respeito à homossexualidade estão exagerando e fazendo propaganda da coisa.

A maioria, com medo de parecer preconceituosa, cala a boca. Afinal, as pressões da sociedade indicam que o errado é ser preconceituoso. Hoje mesmo eu estava no campus ouvindo um discurso perturbador sobre isso. E percebi que a argumentação se baseava no quesito "construção social". Ou seja, essa história de homem gostar de mulher e mulher gostar de homem seria uma mera construção social. Portanto, como tal, passível de alterações, tendo, assim, seu fim legitimado. Esse discurso do tudo é relativo e nada é certo ou errado é bastante comum entre o pessoal da sociologia.

Isso me lembra da história do cara que é especialista em usar martelos. Quando aparece um problema qualquer, ele vai usar o que ele sabe mais: o martelo, mesmo quando existem ferramentas e métodos mais eficazes. Os sociólogos são mais ou menos assim: para eles, a construção social rege tudo e muda tudo. A realidade é moldada pelo social, inclusive nosso comportamento instintivo, de ordem biológica. Inclusive nossa sexualidade. Pensar assim é previsível. É o que ocorre quando se sabe usar só martelos.

Essas pessoas defensoras do homossexualismo esquecem-se de que a vida como conhecemos na Terra depende de uma relação sexual entre indivíduos de sexos diferentes. Esquecem que o próprio homossexual só existe porque ele tem um pai e uma mãe, homem e mulher, para ser bem claro. E isso é inevitável. Não acho que o homossexual preferisse que seus pais fossem homossexuais e que ele nunca tivesse nascido. Então é isso: defender o homossexualismo como algo correto é defender a não-vida de futuros membros de nossa espécie, sejam homossexuais ou não. De fato, é um bom controlador de natalidade.

Antes de a humanidade poder refletir sobre sua própria existência, antes de ela criar sua realidade social, existia uma realidade da qual ela dependia assim como qualquer ser vivo depende essencialmente: a realidade biológica. Será que essa história de homem gostar de mulher é uma mera criação social arbitrária? Não seria a realidade social influenciada pelas nossas necessidades instintivas básicas de existência como espécie? Vejam os insetos, aves e os demais mamíferos. Será que há, entre eles, uma construção social que os impele a se acasalar com indivíduos de sexo diferente? Isso me faz refletir fantasticamente quais seriam as instituições dominantes da sociedade dos coelhos, pássaros e abelhas que determina, para eles, que eles devem acasalar machos com fêmeas.

Ou seja, chega num ponto em que a ilusão relativista da construção social da realidade acaba. Na verdade, nesse sentido, ela chega a ser ridícula. A realidade não é construída apenas socialmente, mas, também biologicamente. A cultura humana, apesar de ser variada, não pode admitir coisas que vão contra seus próprios instintos. Alguém, nesse momento, poderia afirmar que esse biologismo é também uma mera construção social. Nesse caso, num debate desse tipo, estaríamos perdidos e confusos, limitados a uma eterna discussão sobre o que realmente é real e válido. Se tudo fosse construído socialmente, se tudo fosse relativo, teríamos que concordar que, inclusive, essa própria idéia de que tudo é relativo é, ela mesma, algo relativo.

Dessa forma, divulgar um orgulho gay seria divulgar um orgulho de algo tão banal quanto o fato de ter nascido. No entanto, nem esse seria o caso, já que sua própria existência se deve à uma relação heterossexual, a qual estão tentando desvalorizar. Portanto, quando alguém tem orgulho de ser homossexual, no fim, ele está desvalorizando a sua própria existência. Ou seja, não há nada para se ter orgulho.

Comentários

  1. Meu caro Nestor,

    é interessante seu esforço em abrir a mente daqueles que entendem a sexualidade apenas pelo viés das idéias construídas socialmente. Mas observe que você, fazendo uma trajetória contrária, observou a sexualidade apenas pelo viés biológico. Como reduzir algo tão complexo como a sexualidade a perspectivas tão limitadas?

    A sexualidade humana deve ser compreendida como uma manifestação ou condição bio-psico-social, onde variações são agregadas ou subtraídas ao longo da vida dos indivíduos.

    Outra coisa: lembre-se que a homossexualidade também ocorre entre os animais de todas as espécies. Em algumas espécies mais, outras menos. Não há construção social entre os animais, porque eles não racionalizam nem interpretam suas próprias vidas como nós fazemos. O importante é perceber que o Sociólogo COMPREENDE a sexualidade TAMBÉM como uma construção social, não reduzindo-a a isto.

    Para finalizar, dou a dica: a terminologia 'homossexualismo' é demodé, fora de uso. Bons estudiosos já reconhecem que a orientação sexual homossexual não é uma doença, como se pensou no passado. O termo certo, usado por você no início do texto é 'homossexualidade', pois implica uma condição de vida, situação.

    A perpetuação dos seres humanos na terra não será abalada se os homossexuais forem reconhecidos socialmente como cidadãos. Não tenha medo disto. A luta é por dignidade, respeito e direitos iguais. Não para impor um mundo cor-de-rosa ou melhor dizendo, pink. rsrsrs

    Abraço,

    Guto
    PPGCS

    ResponderExcluir
  2. Caro Gutto, antes essa "luta" fosse travada apenas pelos direitos dos gays como cidadãos, o que já é algo redundante pois as leis brasileiras já protegem todos, independente de opção sexual. O que vemos é uma propaganda do comportamento gay (kit gay nas escolas?!) e uma deturpação do conceito de família pelo próprio Estado via decisão do STF, algo já discutido em outros blogs. Se o que vale é a afetividade, o que impediu o Supremo de estender o conceito de família à uma relação entre homens e animais?

    Independente das explicações complexas para o comportamento gay, não é minha intenção tecer um artigo científico sobre o caso. É apenas minha opinião. Por isso está num blog. Caso contrário, publicaria na Science.

    Veja bem, mesmo se encontrássemos uma explicação complexa e definitiva para esse comportamento, isso não importaria para as intenções desse artigo. O que importa é que o homossexualismo não pode ser propagado como um comportamento exemplar, como alguns estão tentando fazer. Desculpe, mas se for pra defender um comportamento, dentro dessa questão do relativismo das coisas, prefiro umas mil vezes o heterossexualismo como comportamento exemplar e normal (já que a normalidade é o que é praticado pela maioria).


    Outro problema é que, com essa propaganda, estão construindo socialmente uma normalidade para algo que não é normal, nem socialmente, nem biologicamente.

    ResponderExcluir
  3. Anônimo6:49 PM

    Mt bom o artigo, ao mesmo tempo q obvio.
    Infelizmente algumas associacoes gays realmente confundem luta contra a violencia com fazer propaganda.

    Vamos pensar que o homossexualismo(ou dade) sempre existiu la e ca e em varias especies de animais, pode ate n ser o fim do mundo (mas seria se todos fossem...rs),mas normal mesmo, natural ou desejavel nunca foi nem sera. A n ser q seja mesmo o fim do mundo. Essa discussao e obvia demais. Respeitar o cidadao pelo q eh claro, sempre, mas sem levantar bandeira de tal condicao.

    ResponderExcluir
  4. A propaganda e o orgulho gay expressam apenas o exagero de quem sabe intimamente, que o comportamento que defendem não é motivo de orgulho algum. Não tem nada a ver com cidadania. Sabem que não são inferiores intelectualmente, nem em relação a direitos civis, pois votam e podem ser votados, exercem com sucesso atividades de todos os tipos na sociedade,são grandes escritores,artistas, políticos,cientistas , etc. A reação pelo exagero e, claro, pelo relativismo é por saberem, instintivamente, que estando fisicamente aptos, porém comportamentalmente fora do processo reprodutivo, importantíssimo na existência de qualquer ser vivo, não são normais neste sentido. É a existência da heterossexualidade ao seu redor, percebida desde a infância como normal, que o diminui. Então buscam destruir-la relativizando sua importância, assim como o homofóbico procura destruir o que no fundo ele é. Reações anormais em torno do mesmo tema.

    Cito a afirmativa do jornalista Paulo Francis sobre o homossexualismo, que acredito resume a questão: “É uma carta ruim que se tira no jogo da vida. Mas, tudo bem, não é culpa do homossexual. E ele não deve ser perseguido, humilhado ou discriminado por uma sociedade civilizada.”

    Mas como uma carta ruim, também não pode ser motivo de propaganda ou orgulho.

    ResponderExcluir

Postar um comentário

Postagens mais visitadas deste blog

Malefícios e benefícios do Carnaval

O carnaval passou. Foi brilhante. Uma festa cheia de sensualidade, alegria e cores, símbolo da identidade brasileira e orgulho nacional. Mas será que o carnaval é benéfico para nosso país? Agora o caro leitor ou leitora deverá estar se perguntando também: será que vale a pena debater eventuais benefícios do carnaval? Afinal, o carnaval é apenas uma festa cujo único objetivo é divertir-se, esquecer por uns dias a realidade injusta, o trabalho difícil, o chefe incompreensível, o pouco dinheiro. De origem milenar, o carnaval nasceu na Grécia para celebrar os deuses da colheita para depois espalhar-se pelo mundo. Ao contrário do que alguns possam pensar, o Brasil, apesar de ser taxado como país do carnaval, não possui, de forma alguma, exclusividade sobre ele. Comparando a origem histórica com a prática atual, percebemos que o motivo da festa mudou. Antes era para celebrar a colheita. Hoje serve como "anestésico social". Portanto, vemos aqui um benefício carnavalesco: esquecer o…

Lei de talião e pena de morte no Brasil

Considero o princípio da lei de talião o mais justo de todos os princípios legais. Ele representa o equilíbrio. Afinal, não seria isso a justiça? É um princípio simples. E a simplicidade é o último grau de sofisticação. Por exemplo, se alguém mata intencionalmente uma pessoa inocente e por motivo banal, esse alguém deve ser morto.
Podemos complicar um pouco. Durante um hipotético (mas não tão hipotético) assalto, policiais e bandidos trocam tiros. Uma pessoa que passava nas proximidades é atingida e morta. Nossa lei preocupa-se em procurar a autoria do tiro que matou o inocente, quando isso é irrelevante a princípio. O que verdadeiramente importa é a autoria da intencionalidade que assumiu e provocou a morte. Não há dúvidas de que os bandidos saíram de casa assumindo a possibilidade de matar. Não os policiais. Logo, percebemos aí a intencionalidade de usar a força por meio da morte de uma alguém, independente de quem viesse a obstruir suas intenções criminosas. Logo, ainda que juridi…

Ciência de verdade ou fé nos cientistas?

No final de um documentário, o físico Stephen Hawking afirmou que a origem do universo pode ser explicada sem a necessidade de um criador e que, por consequência, poderíamos dizer que não existe vida após a morte. Eu admirava o Hawking, mais pela imagem de genialidade que nos é transmitida pela TV, mas depois dessa conclusão ilógica, tive uma decepção, mas foi bom, pois eu pude ver o quanto de fé está impregnada no atual mundo científico.


Após o advento iluminista, os cientistas começaram a adquirir o status de novos sacerdotes. Se antes o que a Igreja dizia era considerado a verdade, hoje, cada vez mais pessoas simplesmente acreditam no que os cientistas dizem, até mesmo em homenzinhos do espaço [1], sem fazer questionamentos. Se antes as verdades eram imutáveis (dogmas religiosos), hoje, algumas crenças com base na ciência alteram-se de uma década para a outra, às vezes num ritmo até mais rápido, como podemos constatar perante descobertas nutricionais. Ovo faz mal? Colesterol faz b…