É lamentável eu chegar ao ponto de me preocupar em escrever algo neste sentido. Nenhum cidadão deveria sentir medo, até dentro de sua própria casa, mas, diante da situação em que se encontra a segurança do brasileiro honesto, começamos a pensar em aplicar atitudes tachadas por alguns como radicais ou desesperadoras. No entanto, acredito que sejam soluções adequadas ao nosso atual problema. Afinal, estamos cansados desse aumento de crimes contra o patrimônio e a vida de cidadãos brasileiros. Estamos com medo. Isso é um fato. Acredito que melhorias sociais trariam melhorias – ainda que de longo prazo – nessa área da segurança. Mas também acredito que o aumento do número de qualquer tipo de crime só ocorre em casos de aumento de impunidade. É uma questão de matemática. Cada vez mais, no fim das contas, está valendo a pena ser criminoso no Brasil. Afinal, qual é o outro país que oferece um auxílio-reclusão para vagabundos criminosos que não contribuem em nada para a sociedade, cujo valor é superior ao salário mínimo de um trabalhador honesto? Qual o país que insiste em desarmar sua população diante de seres inferiores que - segundo dizem algumas organizações de direitos humanos - seriam humanos?
Devemos começar um debate: considerando que esses direitos humanos são válidos, será que podemos classificar esse tipo de gente como humano apenas seguindo critérios genéticos? Ou o status de humanidade também exigiria critérios morais? Afinal, será que aquela pessoa que praticou aqueles atos é igual a mim? Um assassino ou um assaltante têm os mesmos direitos que eu? Acho que, quando começamos a fazer perguntas que têm respostas óbvias, isso significa que estamos chegando num ponto crítico da já conhecida imbecilidade coletiva brasileira, como diria Olavo de Carvalho.
São belos os preceitos da Declaração Universal dos Direitos Humanos. Sinceramente, acredito que o mundo seria bem melhor se todos os respeitassem. O problema é que muita gente não está ligando muito para isso. Provas? Ligue a televisão. No Brasil a coisa está ridícula; ao ponto de as pessoas estarem apenas aguardando para serem assaltadas e mortas nas ruas e até dentro de suas próprias residências por indivíduos armados. Como eles conseguiram essas armas? Quem as vendeu? Estamos nos acostumando com o absurdo. Mas sempre é bom lembrar do óbvio: enquanto os piores elementos de um país tiver acesso às armas de fogo e a população honesta não, o problema tende a piorar.
Quando, num futuro Brasil hipotético, nosso governo vier a facilitar o acesso de armas de fogo aos cidadãos honestos (tomara que sejam), não basta chegar na loja e comprá-las. É preciso aprender a possui-las, assim como fazem os suíços desde sempre. Sim. Lá as crianças brincam de tiro ao alvo com rifles de verdade e o crime é simplesmente inexistente. Por lá eles tem as cidades mais pacíficas do mundo. Aqui entro novamente com a matemática: na Suíça, quando um bandido pensa em assaltar a casa de alguém ele deve colocar na balança dos custos por tal prática a sua própria vida. Os suíços são muito bons no tiro ao alvo. Um tiro, uma morte.
Alguém poderia estar pensando que os suíços possuem uma realidade muito diferente da nossa e que esses argumentos não caberiam no Brasil. É verdade. Enquanto continuarmos pensando como cidadãos de um país subdesenvolvido, sempre o seremos. Eu responderia dizendo que a única diferença relevante entre o Brasil e a Suíça é que eles não possuem inimigos. E nós ainda insistimos em tratar indivíduos criminosos e sem humanidade como se fossem nossos cidadãos e ainda com plenos direitos. Procure no dicionário o que é cidadania.
Se, por algum dispositivo legal, nosso governo reconhecesse que estamos numa guerra contra indivíduos que insistem em ser a escória da nossa sociedade, e permitir que possamos nos defender, vislumbro melhorias a curto prazo. Sim, amigos. Estamos em guerra. É só ver os números. Só num estado como o Rio de Janeiro morre bem mais gente do que em Israel, um país em guerra constante. A diferença entre o Brasil e Israel nesse sentido é que eles se preocupam mais com a vida humana do que nós. Basta um deles ser morto que a força é aplicada. Por aqui, morremos aos montes e ninguém faz nada muito eficiente.
Assim, vemos que um dos efeitos do estatuto do desarmamento pune aqueles que são de bem e recompensam aqueles que não mereciam nem ter nascido; simplesmente porque não funciona para os bandidos, mas sim para nós. Desde a implantação desse estatuto, a venda de armas legais caiu 90% enquanto que os homicídios só fazem aumentar. A conclusão disso é que o desarmamento da população é completamente ineficaz para redução de homicídios, além de nos deixar à mercê de pessoas mal intencionadas e armadas. Sinceramente, não gosto da ideia de possuir uma arma. Mas também não gostaria que os bandidos tivessem certeza de que não possuo nenhuma aqui para me proteger.
Ora, se uma pessoa dessas, que já está com a vida estragada por uma série de passagens pela polícia, é pega com uma arma ilegal, isso não fará nenhuma diferença para ela, que já está fadada à exclusão social desde que começou sua vida criminosa. Mas se, por exemplo, um professor universitário dedicado e honesto for pego na mesma situação, com uma arma ilegal que adquiriu para proteger a sua família, os custos financeiros e sociais disso são imensos para ele. Assim com Dona Odete, de 87 anos, que matou o homem que invadiu seu apartamento e tentou estrangulá-la – ele será processado judicialmente e terá chances sérias de perder o emprego público que tanto se esforçou para possuir. Novamente, matemática. Se o parasita social matar o professor universitário durante um assalto ele não perderá muita coisa, pois já não tem nada a perder.
Nunca esqueça: esses que não tem nada a perder constituem as criaturas mais perigosas que existem. Quando as autoridades entenderem e colocarem em prática leis eficientes e inteligentes que consideram essa realidade, acredito que as coisas vão melhorar e muito para as pessoas que realmente trabalham e ajudam a desenvolver o país.
Por isso, acredito que apenas alguém muito sem caráter usaria a bandeira dos direitos humanos para salvar a vida de um assaltante, assassino ou estuprador; ao passo que não fez absolutamente nada para proteger a vida do homem honesto que foi tirada por esse mesmo assassino ou a moça que foi estuprada por esse mesmo estuprador. Onde estão os direitos humanos das vítimas? Para mim, uma pessoa que faz isso de forma consciente está no mesmo nível do bandido; ou abaixo. Culpar a sociedade ou as injustiças sociais para justificar a morte do homem de bem é inútil, já que eu poderia usar a mesma desculpa para justificar a morte do bandido. Assim, a culpa não seria de ninguém e sim de uma entidade abstrata, um culpado invisível, o capitalismo talvez?
Para qualquer pessoa com uma inteligência mediana é fácil entender que quando um indivíduo pega uma arma e sai para assaltar alguém, ele já está admitindo a possibilidade de matar esse alguém caso a vítima não contribua com suas “nobres” intenções de ferir, humilhar e roubar. Não precisa de muita inteligência também para saber que tal indivíduo deveria estar morto assim que pegasse na arma para realizar o tal assalto. O argumento é simples: supondo que a vida de alguém honesto tem mais valor do que a vida de um criminoso (para mim isso é óbvio), devemos prevenir a morte de quem? Depois que o homem de bem morre ou sofre os danos físicos, psicológicos e materiais do crime já é tarde demais. A “justiça” não vai fazer nada para trazer a vida do homem honesto de volta. E os impostos que o morto pagou a vida inteira ainda serão utilizados para sustentar a vida de seu próprio assassino na prisão, de onde poderá sair e realizar outros assassinatos. Somos mesmo uns palhaços. O argumento aqui não é favorável ao extermínio de criminosos – ainda que muita gente fosse achar isso ótimo. Longe disso. Mas sim à prevenção do direito de vida do homem de bem.
Em Israel, onde são bem mais inteligentes do que nós, eles se preocupam muito com a vida dos seus cidadãos de bem e tomam medidas preventivas eficazes. Lá, os inimigos da nação são tradados como inimigos da nação. Eles usam medidas coerentes com uma extensão do direito de matar em legitima defesa. No Brasil, quando um assaltante é morto, quem se prejudica é a pessoa que tentou se proteger. Existe algo mais absurdo que isso?
Certamente, alguns pseudointelectuais fumadores de maconha de plantão – um dos principais sustentadores de grupos criminosos – achariam absurdas as palavras deste artigo. Mas isso só duraria até o momento em que eles tivessem suas casas invadidas por um marginal armado que faria suas famílias reféns, humilharia todos seus entes queridos de forma absurda e tiraria deles todos os pertences que trabalharam durante anos ou décadas para conseguir. Resumindo, seria muito bom se todos estivessem desarmados, mas não estão.
Recentemente, a grande mídia faz festa com a onda de crimes; e se proliferam programas sensacionalistas na área policial. Ela também demonstra preocupação com o cidadão, fornecendo-lhe dicas de como reduzir as probabilidades de ser vítima de assaltos e de sobreviver quando for abordado pelos criminosos. Essas dicas, apesar de servir para alguma coisa, só passam mais a sensação de insegurança e, no fim, entra no bolo das informações que não são de grande utilidade e que servem para aumentar a audiência e reproduzir o conformismo à vitimização e o medo. Sinceramente, acho que está na hora de reagir. Com um pouco de inteligência legal e operacional nossas autoridades podem começar a erradicar esse mal com grande facilidade. Ou seja: o problema são as leis. O código penal está prestes a ser mudado. Talvez não sejam as mudanças eficazes, mas nada impede que ouras propostas mais inteligentes sejam propostas e aprovadas.
Em curto prazo, já que o estatuto do desarmamento não permite que nos defendamos com eficácia, seria uma atitude inteligente se nossas forças de defesa (polícias e exércitos) fossem ser legitimadas a exercer essas funções preventivas eficazes que outros países já fazem para proteger a vida do cidadão honesto.
sábado, setembro 01, 2012
quarta-feira, julho 04, 2012
Negação do Holocausto e nazistas bonzinhos
Hoje, decidi perder tempo, como já fiz algumas vezes, para manifestar minha falta de paciência contra argumentos de gente que insiste em envergonhar a espécie humana. Acredito que, quando alguém decide envergonhar os séculos de estudo e avanço científico que nossos ancestrais nos concederam, que o faça de uma forma que os assemelhe, pelo menos, a espécies menos esclarecidas.
Refiro-me ao texto de um cara do PCdoB e à pena que tenho daqueles que acreditam nele. No texto, ele defende o presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad em relação à manifestações feitas aqui no Brasil, durante a Rio+20, contra sua pessoa. Basicamente, durante esse texto ele tenta tornar verdade as seguintes afirmações:
i) Criticar o governo de Ahmadinejad é o mesmo que incitar ódio à fé islâmica.
ii) Israel é um país nazista.
Não é difícil detectar o sintoma de ignorância – isso se não for falta de vergonha – quando ele considera uma manifestação contra Ahmadinejad uma incitação ao ódio contra toda a fé islâmica. É verdade, leitores. Ele fez isso. Se o senhor Ahmadinejad fosse pelo menos um clérigo ou coisa do tipo, alguém ainda poderia confundir as coisas (e eu tentaria perdoá-lo). Ou seja, foi uma forçada das grandes. E tão grandes foram os absurdos escritos que isso lhe rendeu uma resposta do próprio presidente da Conib, que conseguiu ser gentil (até demais) em relação ao caso.
Eu até tentei tirar essa dúvida com o próprio articulista por meio de um comentário deixado no texto em questão, perguntando educadamente como ele explicaria esse "tiro no pé". No entanto, meu comentário sequer foi publicado, apesar de apenas instigar o debate sem qualquer tipo de ofensa ou linguagem agressiva.
i) Criticar o governo de Ahmadinejad é o mesmo que incitar ódio à fé islâmica.
ii) Israel é um país nazista.
Não é difícil detectar o sintoma de ignorância – isso se não for falta de vergonha – quando ele considera uma manifestação contra Ahmadinejad uma incitação ao ódio contra toda a fé islâmica. É verdade, leitores. Ele fez isso. Se o senhor Ahmadinejad fosse pelo menos um clérigo ou coisa do tipo, alguém ainda poderia confundir as coisas (e eu tentaria perdoá-lo). Ou seja, foi uma forçada das grandes. E tão grandes foram os absurdos escritos que isso lhe rendeu uma resposta do próprio presidente da Conib, que conseguiu ser gentil (até demais) em relação ao caso.
Eu já conheci pessoas de ideologia semelhante ao do tal articulista. Elas têm uma grande facilidade para a miopia intelectual (ou falta de caráter mesmo), muitas vezes tentando fazer da ciência um instrumento para defender suas visões políticas ou ideológicas, um erro que, infelizmente, muitos acadêmicos das ciências humanas praticam de propósito aqui no Brasil.
O rigor lógico é tão desconhecido do articulista que ele caracteriza o Estado judeu de nazista (isso já está batido) sem suspeitar que, fora o próprio absurdo da afirmação, ao fazer isso ao mesmo tempo em que defende integralmente o sr. Ahmadinejad, está enfraquecendo a negatividade e a força acusatória do próprio termo "nazista", usado com tanto orgulho por ele e uma miríade de gente revoltada, para deslegitimar o direito de Israel existir.
Isso ocorre pelo fato de Ahmadinejad defender o revisionismo histórico sobre o Holocausto, negando sua existência. Ora, se isso for levado a sério, implica necessariamente que os nazistas não cometeram nenhum massacre de milhões de pessoas e que, consequentemente, seriam pessoas boas ou, pelo menos, pacíficas. Afinal, qual mal os nazistas teriam feito se eles não perpetraram o Holocausto?
Eu até tentei tirar essa dúvida com o próprio articulista por meio de um comentário deixado no texto em questão, perguntando educadamente como ele explicaria esse "tiro no pé". No entanto, meu comentário sequer foi publicado, apesar de apenas instigar o debate sem qualquer tipo de ofensa ou linguagem agressiva.
Por fim, dentro de uma realidade alternativa onde não existiu o Holocausto, eu mesmo não teria receio em me identificar como nazista e se Israel o fosse, qual seria o problema? Isso demonstra apenas que não é muito inteligente, para aqueles que insistem em usar o argumento absurdo de um “nazismo israelense”, também apoiar integralmente o sr. Ahmadinejad, como o fez o articulista. Mas para esse tipo de gente o que importa é mais combustível para defender sua ideologia a qualquer custo, mesmo o do suicídio intelectual.
segunda-feira, janeiro 23, 2012
Caráter, impunidade e a corrupção no jeitinho brasileiro
Já há um bom tempo venho percebendo nuances comportamentais que me levaram a diferenciar as pessoas que moram na capital daquelas que moram nas cidades do interior. Os indícios são fortes, ainda que não consiga prová-los por enquanto. Mas as pessoas que vêm do interior são, em sua maioria, mais bem educadas, cordiais e seguras do que as que vivem aqui em Natal, que carecem de valores exemplares. Seria a competitividade? Seria a corrupção da alma pelo poder? Seria a cultura do egoísmo? É o capitalismo? É o Brasil? Sou ingênuo demais?
Não sei, mas o que eu percebo é uma perda de valores independente de sexo, classe social e idade. Certamente tal dúvida fará parte de minhas pesquisas futuras. Pierre Bourdieu será um bom começo na pesquisa, mas também deve ter alguma explicação na psicologia evolutiva para isso.
Voltando, é triste; mas é comum ver aqui pessoas desesperadas que trocam amizades por empregos; jogam fora a confiança por motivos banais; destroem relacionamentos sem qualquer motivo; desrespeitam os outros gratuitamente e coisas do tipo. Eu mesmo diria que esses sintomas ocorrem por que as pessoas são humanas. Desrespeito, traição e desconfiança são coisas comuns de nossa espécie. Mas o que diferencia as pessoas? Por que algumas, apesar de serem humanas, mantém valores superiores como a cordialidade, a honestidade e o respeito; enquanto outras não fazem qualquer questão disso?
Por exemplo, hoje vi um senhor de idade entrando em desespero depois de se envolver num pequeno incidente de trânsito. Não houve nenhum dano material relevante. Por impaciência e falta de destreza ele acabou arranhando o carro de outra pessoa, mas, na falta de segurança e controle psicológico - talvez devido à idade, ele se defendeu da culpa de forma ilógica, por meio de xingamentos, descontrole e recorrendo a um eventual poder superior que possuiria, o qual lhe garantiria a impunidade por tal ato. No fim das contas, o idoso tentou colocar a culpa no outro e o ameaçou com uma suposta autoridade. Não sei até que ponto esse comportamento é comum numa escala mundial, mas acredito que pelo menos aqui no Brasil esse comportamento e o recurso a ameaças que o envolvem ("você sabe com quem está falando?") não são punidos. No Brasil, qualquer um pode se utilizar disso, como foi o caso do "promotor de justiça" idoso do caso; e ainda ter algum tipo de crédito.
Não é a primeira vez que vejo crimes contra os valores ocorrer de perto. Há tempos, testemunhei algo do tipo, quando uma pessoa, percebendo que ninguém faria nada a respeito, tentou punir um ato de furto feito por um amigo seu. Na verdade, quem foi punido foi quem tentou tentou punir. Todos ficaram contra quem queria fazer o certo. Ou seja, é a valorização da cultura da malandragem? Parece que, no Brasil, é errado ser correto. Ou seja, não é coisa que só encontramos no meio político, como eu mesmo já relatei nos idos de 2005, num artigo para a imprensa intitulado "Eleitores que corrompem".
http://nestorburlamaqui.blogspot.com/2006/08/eleitores-que-corrompem.html
Diferente do que prega o senso comum, não há uma barreira definida entre políticos e povo. É óbvio, mas às vezes é bom ressaltar o óbvio. Ou seja, o que chamamos de corrupção estaria intrincado em todas as instituições de nossa sociedade. Acredito que o que pensamos ser corrupção na verdade é mais uma consequência de falta de valores em todas as relações sociais do que necessariamente uma falha num sistema legal de punições contra corruptos. Em suma, é algo que vem de casa mesmo. Alguns pais, logo cedo, ensinam os filhos as vantagens do jeitinho brasileiro.
Analisando os dois exemplos, perceba que o primeiro demonstra bem o recurso à impunidade para se dar bem; enquanto o segundo caso é a reprodução dessa mesma impunidade , feito por pessoas comuns.
No fim das contas, num nível científico, vale a pena registrar essas desconfianças que formulo por aqui. Mas uma coisa é levantar essas observações. Outra coisa é explicar se isso se relaciona com aquela distinção inicial que fiz entre pessoas do interior / pessoas da capital. Talvez não tenha nada a ver no fim das contas, mas talvez tenha; e isso já vale como uma hipótese a ser posteriormente verificada com base em dados mais concretos.
Não sei, mas o que eu percebo é uma perda de valores independente de sexo, classe social e idade. Certamente tal dúvida fará parte de minhas pesquisas futuras. Pierre Bourdieu será um bom começo na pesquisa, mas também deve ter alguma explicação na psicologia evolutiva para isso.
Voltando, é triste; mas é comum ver aqui pessoas desesperadas que trocam amizades por empregos; jogam fora a confiança por motivos banais; destroem relacionamentos sem qualquer motivo; desrespeitam os outros gratuitamente e coisas do tipo. Eu mesmo diria que esses sintomas ocorrem por que as pessoas são humanas. Desrespeito, traição e desconfiança são coisas comuns de nossa espécie. Mas o que diferencia as pessoas? Por que algumas, apesar de serem humanas, mantém valores superiores como a cordialidade, a honestidade e o respeito; enquanto outras não fazem qualquer questão disso?
Por exemplo, hoje vi um senhor de idade entrando em desespero depois de se envolver num pequeno incidente de trânsito. Não houve nenhum dano material relevante. Por impaciência e falta de destreza ele acabou arranhando o carro de outra pessoa, mas, na falta de segurança e controle psicológico - talvez devido à idade, ele se defendeu da culpa de forma ilógica, por meio de xingamentos, descontrole e recorrendo a um eventual poder superior que possuiria, o qual lhe garantiria a impunidade por tal ato. No fim das contas, o idoso tentou colocar a culpa no outro e o ameaçou com uma suposta autoridade. Não sei até que ponto esse comportamento é comum numa escala mundial, mas acredito que pelo menos aqui no Brasil esse comportamento e o recurso a ameaças que o envolvem ("você sabe com quem está falando?") não são punidos. No Brasil, qualquer um pode se utilizar disso, como foi o caso do "promotor de justiça" idoso do caso; e ainda ter algum tipo de crédito.
Não é a primeira vez que vejo crimes contra os valores ocorrer de perto. Há tempos, testemunhei algo do tipo, quando uma pessoa, percebendo que ninguém faria nada a respeito, tentou punir um ato de furto feito por um amigo seu. Na verdade, quem foi punido foi quem tentou tentou punir. Todos ficaram contra quem queria fazer o certo. Ou seja, é a valorização da cultura da malandragem? Parece que, no Brasil, é errado ser correto. Ou seja, não é coisa que só encontramos no meio político, como eu mesmo já relatei nos idos de 2005, num artigo para a imprensa intitulado "Eleitores que corrompem".
http://nestorburlamaqui.blogspot.com/2006/08/eleitores-que-corrompem.html
Diferente do que prega o senso comum, não há uma barreira definida entre políticos e povo. É óbvio, mas às vezes é bom ressaltar o óbvio. Ou seja, o que chamamos de corrupção estaria intrincado em todas as instituições de nossa sociedade. Acredito que o que pensamos ser corrupção na verdade é mais uma consequência de falta de valores em todas as relações sociais do que necessariamente uma falha num sistema legal de punições contra corruptos. Em suma, é algo que vem de casa mesmo. Alguns pais, logo cedo, ensinam os filhos as vantagens do jeitinho brasileiro.
Analisando os dois exemplos, perceba que o primeiro demonstra bem o recurso à impunidade para se dar bem; enquanto o segundo caso é a reprodução dessa mesma impunidade , feito por pessoas comuns.
No fim das contas, num nível científico, vale a pena registrar essas desconfianças que formulo por aqui. Mas uma coisa é levantar essas observações. Outra coisa é explicar se isso se relaciona com aquela distinção inicial que fiz entre pessoas do interior / pessoas da capital. Talvez não tenha nada a ver no fim das contas, mas talvez tenha; e isso já vale como uma hipótese a ser posteriormente verificada com base em dados mais concretos.
quinta-feira, outubro 13, 2011
As contradições da ignorância e do anti-semitismo no Nordeste
É quando menos se espera a emergência da ignorância e do ódio que eles mais nos surpreendem e nos revoltam. E o que falar quando o anti-semitismo, antigo e desagradável companheiro do povo judeu, surge entre descendentes do próprio povo de Israel nas paragens de Caicó (RN), uma cidadezinha nordestina conhecida por ter muitos descendentes de judeus? O desejo de morte, referências distorcidas – e por isso hilárias – sobre a história e o nazismo, alusões a velhas e engraçadas teorias da conspiração, são comuns entre gente ignorante que se deixa levar por essa antiga e incoerente corrente de ódio.
O caso ocorreu quando menos se esperava, durante uma conversa entre colegas, ocorrendo de forma desnecessária e grosseira numa ocasião que deveria ser agradável e despropositada. E é interessante a falta de criatividade: desejou-se a morte de todos os judeus com base em argumentos tolos e inverdades já muito batidas pertencentes ao “arsenal” de quem não tem muita inteligência.
Mas isso não é um caso isolado aqui no Rio Grande do Norte. No início da década de 90, em Natal, um pequeno grupo de pessoas estava a escrever e publicar opiniões anti-semitas. Quando Ben Abraham, enviado por um grupo de combate a esse tipo de crime, veio averiguar o caso, percebeu que os próprios missivistas eram descendentes de judeus, assim como a maioria dos nordestinos brasileiros. Eu mesmo já me deparei com professores universitários e pretensos intelectuais entre Natal e Mossoró com idéias problemáticas, desejando a morte de seus próprios avós. Como teriam nascido? Trata-se de uma ancestralidade constatada por inúmeras pesquisas genealógicas e antropológicas, especialmente pelas pesquisas da professora Anita Novinsky e de alguns estudiosos potiguares, também motivo de produção de alguns documentários, dos quais destacamos “A Estrela Oculta do Sertão”.
Tais ideais de ódio, quando surgem aqui e acolá, na mente de certos deficientes intelectuais – ainda que descendentes de judeus -, são generalistas, pois assim é o anti-semitismo. Os judeus, para essas pessoas, são pessoas desconhecidas e distantes. Assim, o “terrível judeu” é uma imagem abstrata de cunho irracional, um inimigo idealizado, um adequado bode expiatório que os conforta. Ou seja, o anti-semitismo é uma fuga confortável para suas mentes simplistas resolverem eventuais dissonâncias cognitivas em relação ao mundo. Compreende-se mais facilmente o que se passa ao seu redor quando se há um culpado, um inimigo, um vilão. É comum vermos por aí a encarnação da culpa dos problemas mundiais: o capitalismo, os banqueiros, os judeus, os EUA, os maçons e por aí vai a lista de protagonistas das mais infantis e bobocas teorias da conspiração que agradam e fornecem explicações fáceis para mentes reduzidas, que as aceitam prontamente.
Só que as coisas complicam quando um ódio cego que normalmente é apontado para um alvo generalizado e distante (os "terríveis judeus") começa a ofender um indivíduo: o judeu e a judia que trabalha logo ali, o judeu que tem uma família e amigos, o judeu como pessoa real e não como um inimigo abstrato. Nesse caso, além da insuficiencia cognitiva, temos uma ineficiência moral, pois se está a ofender alguém sem qualquer motivo racional. Posso afirmar que o caso está sob análise para eventuais providências.
A despeito desse caso, o sentimento que podemos ter em relação a essas pessoas é a pura piedade devido à sua ingenuidade e ignorância, pois é sabido que hoje, apesar de constituirem uma constante e incômoda pedrinha no sapato dos judeus, quando isolados e insignificantes, eles não passam disso: uma pedrinha num sapato. E, assim, continuamos andando.
O caso ocorreu quando menos se esperava, durante uma conversa entre colegas, ocorrendo de forma desnecessária e grosseira numa ocasião que deveria ser agradável e despropositada. E é interessante a falta de criatividade: desejou-se a morte de todos os judeus com base em argumentos tolos e inverdades já muito batidas pertencentes ao “arsenal” de quem não tem muita inteligência.
Mas isso não é um caso isolado aqui no Rio Grande do Norte. No início da década de 90, em Natal, um pequeno grupo de pessoas estava a escrever e publicar opiniões anti-semitas. Quando Ben Abraham, enviado por um grupo de combate a esse tipo de crime, veio averiguar o caso, percebeu que os próprios missivistas eram descendentes de judeus, assim como a maioria dos nordestinos brasileiros. Eu mesmo já me deparei com professores universitários e pretensos intelectuais entre Natal e Mossoró com idéias problemáticas, desejando a morte de seus próprios avós. Como teriam nascido? Trata-se de uma ancestralidade constatada por inúmeras pesquisas genealógicas e antropológicas, especialmente pelas pesquisas da professora Anita Novinsky e de alguns estudiosos potiguares, também motivo de produção de alguns documentários, dos quais destacamos “A Estrela Oculta do Sertão”.
Tais ideais de ódio, quando surgem aqui e acolá, na mente de certos deficientes intelectuais – ainda que descendentes de judeus -, são generalistas, pois assim é o anti-semitismo. Os judeus, para essas pessoas, são pessoas desconhecidas e distantes. Assim, o “terrível judeu” é uma imagem abstrata de cunho irracional, um inimigo idealizado, um adequado bode expiatório que os conforta. Ou seja, o anti-semitismo é uma fuga confortável para suas mentes simplistas resolverem eventuais dissonâncias cognitivas em relação ao mundo. Compreende-se mais facilmente o que se passa ao seu redor quando se há um culpado, um inimigo, um vilão. É comum vermos por aí a encarnação da culpa dos problemas mundiais: o capitalismo, os banqueiros, os judeus, os EUA, os maçons e por aí vai a lista de protagonistas das mais infantis e bobocas teorias da conspiração que agradam e fornecem explicações fáceis para mentes reduzidas, que as aceitam prontamente.
Só que as coisas complicam quando um ódio cego que normalmente é apontado para um alvo generalizado e distante (os "terríveis judeus") começa a ofender um indivíduo: o judeu e a judia que trabalha logo ali, o judeu que tem uma família e amigos, o judeu como pessoa real e não como um inimigo abstrato. Nesse caso, além da insuficiencia cognitiva, temos uma ineficiência moral, pois se está a ofender alguém sem qualquer motivo racional. Posso afirmar que o caso está sob análise para eventuais providências.
A despeito desse caso, o sentimento que podemos ter em relação a essas pessoas é a pura piedade devido à sua ingenuidade e ignorância, pois é sabido que hoje, apesar de constituirem uma constante e incômoda pedrinha no sapato dos judeus, quando isolados e insignificantes, eles não passam disso: uma pedrinha num sapato. E, assim, continuamos andando.
quinta-feira, agosto 18, 2011
Relativismos sexuais e orgulho gay
No topo dos assuntos da moda está essa questão da homossexualidade. Respeitar a minoria é politicamente correto, por mais que nossos próprios instintos discriminatórios nos orientem do contrário. O problema é que o discurso das pessoas que estão divulgando o respeito à homossexualidade estão exagerando e fazendo propaganda da coisa.
A maioria, com medo de parecer preconceituosa, cala a boca. Afinal, as pressões da sociedade indicam que o errado é ser preconceituoso. Hoje mesmo eu estava no campus ouvindo um discurso perturbador sobre isso. E percebi que a argumentação se baseava no quesito "construção social". Ou seja, essa história de homem gostar de mulher e mulher gostar de homem seria uma mera construção social. Portanto, como tal, passível de alterações, tendo, assim, seu fim legitimado. Esse discurso do tudo é relativo e nada é certo ou errado é bastante comum entre o pessoal da sociologia.
Isso me lembra da história do cara que é especialista em usar martelos. Quando aparece um problema qualquer, ele vai usar o que ele sabe mais: o martelo, mesmo quando existem ferramentas e métodos mais eficazes. Os sociólogos são mais ou menos assim: para eles, a construção social rege tudo e muda tudo. A realidade é moldada pelo social, inclusive nosso comportamento instintivo, de ordem biológica. Inclusive nossa sexualidade. Pensar assim é previsível. É o que ocorre quando se sabe usar só martelos.
Essas pessoas defensoras do homossexualismo esquecem-se de que a vida como conhecemos na Terra depende de uma relação sexual entre indivíduos de sexos diferentes. Esquecem que o próprio homossexual só existe porque ele tem um pai e uma mãe, homem e mulher, para ser bem claro. E isso é inevitável. Não acho que o homossexual preferisse que seus pais fossem homossexuais e que ele nunca tivesse nascido. Então é isso: defender o homossexualismo como algo correto é defender a não-vida de futuros membros de nossa espécie, sejam homossexuais ou não. De fato, é um bom controlador de natalidade.
Antes de a humanidade poder refletir sobre sua própria existência, antes de ela criar sua realidade social, existia uma realidade da qual ela dependia assim como qualquer ser vivo depende essencialmente: a realidade biológica. Será que essa história de homem gostar de mulher é uma mera criação social arbitrária? Não seria a realidade social influenciada pelas nossas necessidades instintivas básicas de existência como espécie? Vejam os insetos, aves e os demais mamíferos. Será que há, entre eles, uma construção social que os impele a se acasalar com indivíduos de sexo diferente? Isso me faz refletir fantasticamente quais seriam as instituições dominantes da sociedade dos coelhos, pássaros e abelhas que determina, para eles, que eles devem acasalar machos com fêmeas.
Ou seja, chega num ponto em que a ilusão relativista da construção social da realidade acaba. Na verdade, nesse sentido, ela chega a ser ridícula. A realidade não é construída apenas socialmente, mas, também biologicamente. A cultura humana, apesar de ser variada, não pode admitir coisas que vão contra seus próprios instintos. Alguém, nesse momento, poderia afirmar que esse biologismo é também uma mera construção social. Nesse caso, num debate desse tipo, estaríamos perdidos e confusos, limitados a uma eterna discussão sobre o que realmente é real e válido. Se tudo fosse construído socialmente, se tudo fosse relativo, teríamos que concordar que, inclusive, essa própria idéia de que tudo é relativo é, ela mesma, algo relativo.
Dessa forma, divulgar um orgulho gay seria divulgar um orgulho de algo tão banal quanto o fato de ter nascido. No entanto, nem esse seria o caso, já que sua própria existência se deve à uma relação heterossexual, a qual estão tentando desvalorizar. Portanto, quando alguém tem orgulho de ser homossexual, no fim, ele está desvalorizando a sua própria existência. Ou seja, não há nada para se ter orgulho.
A maioria, com medo de parecer preconceituosa, cala a boca. Afinal, as pressões da sociedade indicam que o errado é ser preconceituoso. Hoje mesmo eu estava no campus ouvindo um discurso perturbador sobre isso. E percebi que a argumentação se baseava no quesito "construção social". Ou seja, essa história de homem gostar de mulher e mulher gostar de homem seria uma mera construção social. Portanto, como tal, passível de alterações, tendo, assim, seu fim legitimado. Esse discurso do tudo é relativo e nada é certo ou errado é bastante comum entre o pessoal da sociologia.
Isso me lembra da história do cara que é especialista em usar martelos. Quando aparece um problema qualquer, ele vai usar o que ele sabe mais: o martelo, mesmo quando existem ferramentas e métodos mais eficazes. Os sociólogos são mais ou menos assim: para eles, a construção social rege tudo e muda tudo. A realidade é moldada pelo social, inclusive nosso comportamento instintivo, de ordem biológica. Inclusive nossa sexualidade. Pensar assim é previsível. É o que ocorre quando se sabe usar só martelos.
Essas pessoas defensoras do homossexualismo esquecem-se de que a vida como conhecemos na Terra depende de uma relação sexual entre indivíduos de sexos diferentes. Esquecem que o próprio homossexual só existe porque ele tem um pai e uma mãe, homem e mulher, para ser bem claro. E isso é inevitável. Não acho que o homossexual preferisse que seus pais fossem homossexuais e que ele nunca tivesse nascido. Então é isso: defender o homossexualismo como algo correto é defender a não-vida de futuros membros de nossa espécie, sejam homossexuais ou não. De fato, é um bom controlador de natalidade.
Antes de a humanidade poder refletir sobre sua própria existência, antes de ela criar sua realidade social, existia uma realidade da qual ela dependia assim como qualquer ser vivo depende essencialmente: a realidade biológica. Será que essa história de homem gostar de mulher é uma mera criação social arbitrária? Não seria a realidade social influenciada pelas nossas necessidades instintivas básicas de existência como espécie? Vejam os insetos, aves e os demais mamíferos. Será que há, entre eles, uma construção social que os impele a se acasalar com indivíduos de sexo diferente? Isso me faz refletir fantasticamente quais seriam as instituições dominantes da sociedade dos coelhos, pássaros e abelhas que determina, para eles, que eles devem acasalar machos com fêmeas.
Ou seja, chega num ponto em que a ilusão relativista da construção social da realidade acaba. Na verdade, nesse sentido, ela chega a ser ridícula. A realidade não é construída apenas socialmente, mas, também biologicamente. A cultura humana, apesar de ser variada, não pode admitir coisas que vão contra seus próprios instintos. Alguém, nesse momento, poderia afirmar que esse biologismo é também uma mera construção social. Nesse caso, num debate desse tipo, estaríamos perdidos e confusos, limitados a uma eterna discussão sobre o que realmente é real e válido. Se tudo fosse construído socialmente, se tudo fosse relativo, teríamos que concordar que, inclusive, essa própria idéia de que tudo é relativo é, ela mesma, algo relativo.
Dessa forma, divulgar um orgulho gay seria divulgar um orgulho de algo tão banal quanto o fato de ter nascido. No entanto, nem esse seria o caso, já que sua própria existência se deve à uma relação heterossexual, a qual estão tentando desvalorizar. Portanto, quando alguém tem orgulho de ser homossexual, no fim, ele está desvalorizando a sua própria existência. Ou seja, não há nada para se ter orgulho.
terça-feira, dezembro 21, 2010
Artigos científicos publicados em 2010
Fim de ano chegando. Hora de passar o relatório das minhas pesquisas para vocês. Portanto, eis aí o link dos dois artigos científicos que publiquei em 2010:
O PROLONGAMENTO DA JUVENTUDE COMO CONSEQUÊNCIA DAS ESTRATÉGIAS EDUCATIVAS DAS FAMÍLIAS BRASILEIRAS
THE EXTENSION OF YOUTH AS CONSEQUENCE OF EDUCATIONAL STRATEGIES ADOPTED BY BRAZILIAN FAMILIES
PUNIÇÕES SOCIAIS: UMA ABORDAGEM ECONÔMICA DAS SANÇÕES SIMBÓLICAS COMO ORIENTADORAS DAS ESCOLHAS SOCIAIS
SOCIAL PENALTY: AN ECONOMIC ANALYSIS OF SYMBOLIC PUNITION AS A GUIDE OF SOCIAL CHOICE
Em relação ao resto da atividade acadêmica, aguardo a participação em duas bancas de monografia esta semana.
O PROLONGAMENTO DA JUVENTUDE COMO CONSEQUÊNCIA DAS ESTRATÉGIAS EDUCATIVAS DAS FAMÍLIAS BRASILEIRAS
THE EXTENSION OF YOUTH AS CONSEQUENCE OF EDUCATIONAL STRATEGIES ADOPTED BY BRAZILIAN FAMILIES
PUNIÇÕES SOCIAIS: UMA ABORDAGEM ECONÔMICA DAS SANÇÕES SIMBÓLICAS COMO ORIENTADORAS DAS ESCOLHAS SOCIAIS
SOCIAL PENALTY: AN ECONOMIC ANALYSIS OF SYMBOLIC PUNITION AS A GUIDE OF SOCIAL CHOICE
Em relação ao resto da atividade acadêmica, aguardo a participação em duas bancas de monografia esta semana.
terça-feira, dezembro 14, 2010
Ducha de água fria no WikiLeaks
Recebi hoje um e-mail apontando para um artigo do Daniel Pipes, um especialista no Oriente Médio, o qual falou que, enquanto o WikiLeaks divulgou e divulga informações e conversas pequenas nos bastidores das relações internacionais, essas mesmas informações têm se mostrado de pouca relevância frente aos discursos dos líderes árabes, já bem divulgados na imprensa. Em suma, o WikiLeaks não ajuda a entender bem o que se passa no jogo do Oriente Médio. Veja aqui.
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