terça-feira, julho 28, 2009

A inveja e a formação de normas sociais opostas à educação

Ao notar um grande número de grupos que simplesmente desprezam o desenvolvimento intelectual como um caminho para a escalada social, comecei a questionar as causas disso. Afastando-se das questões sócio-econômicas, estou procurando saber se normas contrárias ao estudo são formadas com base na inveja em relação a outras pessoas que são consideradas estudiosas. Será que a inveja em relação um objeto pode chegar num nível em que um grupo forma um sentimento contrário ao objeto ou, no lugar disso, o mesmo grupo poderá criar normas para facilitar sua aquisição?

sexta-feira, julho 24, 2009

Palestinos de origem judaica

O caso de palestinos descendentes de judeus e que ocultam sua verdadeira origem e seus costumes, temendo a represálias.

segunda-feira, julho 13, 2009

O medo e o comportamento social

Recentemente, as obras lovecraftianas levantaram o meu interesse sobre o medo. Mas foi através do filme Gangues de Nova York, que minha amiga Nassary emprestou, que tive a idéia de estudá-lo do ponto de vista do comportamento social. Num trecho do filme, um dos personagens principais, o mais controlador e terrível fala que o medo que os outros tem dele é que o faz controlar toda a cidade de Nova York.

De certa forma, isso me remeteu às normas sociais e às sanções sofridas por quem as desobedeça. O medo está diretamente ligado às sanções. Quem não tem medo de uma sanção tem grandes chances de desobedecer a norma protegida por ela. Dessa forma, poderíamos reduzir tudo à seguinte metáfora: é como um pote de ouro protegido por um cachorro raivoso, onde o ouro é o objetivo racionalmente ou naturalmente preferível e o cachorro é a norma social que impede qualquer um de aproximar-se. Se ninguém tiver medo do cachorro, ninguém verá grandes dificuldades em enfrentar o cachorro e conseguir o pote.

Será possível que, se conseguirmos medir a intensidade do medo que as pessoas possuem de desobedecer certas normas, poderíamos prever o comportamento delas em relação a essas determinações da sociedade? Se sim, poderíamos facilmente prever aumentos na ocorrência de crimes ou uma mudança nas próprias normas sociais?

sexta-feira, abril 24, 2009

O Egoísmo latente

A ciência social é incoveniente. Em alguns dos produtos cognitivos oriundos de seu uso, encontramos aspectos considerados desagradáveis para a maioria das pessoas que acreditam na existência do altruísmo puro.

O estudo da racionalidade humana e das preferências dos indivíduos nos indica que mesmo atos comumente considerados bondosos possuem uma base meramente egoísta, incluindo-se aí ações solidárias, doações e sacrifícios.

Está longe de ser unânime, mas podemos explicar atos assim através de necessidades psíquicas de auto-estima ou por proporcionarem o prazer de dar prazer aos outros. Exemplos: o sacrifício de um soldado, que dá sua vida pelo seu país, pode ser explicado pela recompensa simbólica de ser tido como um "verdadeiro herói" pela comunidade. Ou alguém que dá presentes aos pobres por imaginar que sua divindade lhe recompensará. Segundo Mary Douglas, essas explicações nem sempre funcionam e, por isso, ainda podemos vislumbrar a possibilidade da bondade humana.

No entando, a criminalidade e os desvios de conduta nas regiões mais pobres, em contraste à tranquilidade de regiões mais ricas apenas reforçam a crença no egoísmo humano latente como base de nossa racionalidade.

Porém, mesmo que essa idéia seja realmente verdade não devemos jogar tudo para cima e desistir da humanidade. Precisamos, apenas, reconhecer-nos socialmente egoístas e projetar comunidades de forma adequada. Reformular as já existentes de forma a construir sociedades melhores.

Não é no Brasil

Com base no sociólogo Mark Granovetter (1978), podemos dizer que o comportamento violento de indivíduos durante algumas manifestações pode ...