sábado, janeiro 23, 2010
O país dos lixeiros
Ronaldo. Central do Brasil. Copa do Mundo de 2014. Cidade de Deus. Ayrton Sena. “O melhor do Brasil é o brasileiro”. Recentemente minhas leituras na Internet me levaram por essa questão do patriotismo brasileiro forçado, que a mídia tenta evocar se apoiando, geralmente, em nossas ações medíocres no campo internacional ou, quando muito, em ações grandiosas, mas inúteis para nossos problemas reais. Talvez um pouco de patriotismo seja bom, na medida em que isso seja útil para o crescimento do indivíduo, mas na maioria das vezes não é, sendo apenas um fator importante na reprodução da anestesia social dos povos, que não enxergam sua própria miséria ou, na melhor das hipóteses, limitação. Por fim, não é individualmente útil. Mas sim coletivamente. Nada mais óbvio. Não é verdade? Afirmar que o patriotismo possui utilidade coletiva chega a ser tão óbvio que é impressionante como suas desvantagens escapam à razão individual. Continuaremos torcendo para o Brasil nas copas. Todos juntos. Continuaremos assistindo Fórmula 1 só para reclamar de nossos atuais representantes nesse esporte. É verdade: é bom. O sentimento, as emoções que advém do ato de torcer em grupos é agradável: seja para louvar Ronaldo, seja para tirar sarro do Rubinho. É o que temos de comum. É o que nos faz uma nação... de lascados. Há uma barreira “invisível” que nos impede de ver o quanto estamos pobres, atrasados, condenados. Enquanto essa barreira continuar por aí, sendo mantida por todas as estruturas sociais, das quais a mídia reproduz e faz parte – e ao mesmo tempo é "vítima" – o povo brasileiro, assim como os outros em situação semelhante, continuará cego. Lembro de Boris Casoy, pois nada melhor para exemplificar isso do que a chamada televisiva onde dois lixeiros, cegos em suas limitações, e “do alto de suas vassouras”, desejam feliz 2010 para o Brasil. E eu me pergunto que tipo de felicidade é essa.
segunda-feira, janeiro 18, 2010
Haiti: A festa da mídia e do público
Parece repetitivo afirmar que jornalistas gostam de publicar sangue. Na verdade quem gosta de sangue é o público. Mas o sangue internacional é mais chique. O discurso jornalístico – que é o mesmo do público – é o da preocupação com o sofrimento alheio, que oculta a sede pela tragédia alheia. É nessas horas que vemos que o mais “alto nível” do telejornalismo brasileiro não perde em nada para aqueles programas policiais vespertinos populares e sanguinolentos. A repórter da Globo, Lília Telles, praticamente desenterrando uma haitiana, é um exemplo claro dessa realidade. Tem que ter audiência. O povão brasileiro, composto de uma porrada de analfabetos, tem que assistir e gostar. Tem que ter emoção. Notícia é emoção. Jornal é satisfação. Audiência. E só. Não passa disso. Os pobres jornalistas: coitados. Sofrem a ilusão de que fazem algo importante. Algo intelectual. Ora. Tudo não passa de uma realidade pintada. Se não for, não vende. Não tem jornal. Não tem emprego. As informações menos interessantes são deixadas de lado. Cortadas. Manipuladas. Tudo fica mais dramático, mais emocionante. Um show.
Além disso, o que diabos acontece no Haiti não é nada se comparado com o que ocorre em alguns países africanos. Tem uma guerra horrível por lá e nenhum jornal mostra nada. Claro! Não dá audiência. As guerras africanas tem um roteiro chato. Uma novela descartada. A novela da hora é Haiti. Santo terremoto! Que venham mais! Queremos mostrar destruição. Casas caídas. Gente correndo. Gritando. Chorando. É o que vende.
Em suma, trata-se da ilusão - aqui manifesta pelo discurso, tanto do público quanto dos produtores das notícias - da importância de um fato ocorrido num país distante e de pouco interesse real. A importância do fato é ilusória, mas dominante. É a justificativa que mascara a emotividade, o sentimentalismo evocado pelas imagens da tragédia.
Além disso, o que diabos acontece no Haiti não é nada se comparado com o que ocorre em alguns países africanos. Tem uma guerra horrível por lá e nenhum jornal mostra nada. Claro! Não dá audiência. As guerras africanas tem um roteiro chato. Uma novela descartada. A novela da hora é Haiti. Santo terremoto! Que venham mais! Queremos mostrar destruição. Casas caídas. Gente correndo. Gritando. Chorando. É o que vende.
Em suma, trata-se da ilusão - aqui manifesta pelo discurso, tanto do público quanto dos produtores das notícias - da importância de um fato ocorrido num país distante e de pouco interesse real. A importância do fato é ilusória, mas dominante. É a justificativa que mascara a emotividade, o sentimentalismo evocado pelas imagens da tragédia.
domingo, janeiro 10, 2010
Consequências
ARTIGO
Toda a vida da Europa morreu em Auschwitz
Sebastian Villar Rodrigues
Estava andando em Barcelona e de repente descobri uma verdade
Toda a vida da Europa morreu em Auschwitz
Sebastian Villar Rodrigues
Estava andando em Barcelona e de repente descobri uma verdade
apavorante: a Europa morreu em Auschvitz. Nós matamos seis milhões de
judeus e os trocamos por 20 milhões de muçulmanos. Em Auschvitz
queimamos cultura, pensamento, criatividade, capacidade. Destruímos o
povo eleito, realmente eleito, pois eles nos deram pessoas únicas e
especiais, que mudaram o mundo. A influencia dessas pessoas é sentida
em todos os aspectos a vida: ciência, artes, comércio internacional e
mais de tudo – a consciência do mundo. Esses são os seres que
queimamos.
E sob o cinismo de compreensão, porque queríamos provar para nós
mesmos que nos curamos da doença do racismo, abrimos nossos portões
para 20 milhões de muçulmanos, que trouxeram com eles ignorância e
idiotice, fanatismo religioso e incompreensão, assaltos e pobreza
derivados da falta de vontade de trabalhar e de sustentar suas
famílias com honra. Eles transformaram nossas maravilhosas cidades
espanholas em terceiro mundo, infestadas de desespero e assaltos.
Eles moram em casas que receberam de graça do governo e lá mesmo eles
planejam o assassinato e destruição das pessoas inocentes que os
receberam. E assim, para azar nosso, trocamos cultura por ódio
fanático, criatividade por destruição, inteligência por atraso e
ignorância. Trocamos a busca da paz do judaísmo da Europa e a
capacidade destes de almejar um futuro melhor para seus filhos e
respeito a vida por ser a vida sagrada, por pessoas que correm atrás
da morte, pessoas que almejam a morte para si, para os outros, para
nossos filhos e para seus filhos. Que erro terrível foi cometido pela
Europa. Triste.
judeus e os trocamos por 20 milhões de muçulmanos. Em Auschvitz
queimamos cultura, pensamento, criatividade, capacidade. Destruímos o
povo eleito, realmente eleito, pois eles nos deram pessoas únicas e
especiais, que mudaram o mundo. A influencia dessas pessoas é sentida
em todos os aspectos a vida: ciência, artes, comércio internacional e
mais de tudo – a consciência do mundo. Esses são os seres que
queimamos.
E sob o cinismo de compreensão, porque queríamos provar para nós
mesmos que nos curamos da doença do racismo, abrimos nossos portões
para 20 milhões de muçulmanos, que trouxeram com eles ignorância e
idiotice, fanatismo religioso e incompreensão, assaltos e pobreza
derivados da falta de vontade de trabalhar e de sustentar suas
famílias com honra. Eles transformaram nossas maravilhosas cidades
espanholas em terceiro mundo, infestadas de desespero e assaltos.
Eles moram em casas que receberam de graça do governo e lá mesmo eles
planejam o assassinato e destruição das pessoas inocentes que os
receberam. E assim, para azar nosso, trocamos cultura por ódio
fanático, criatividade por destruição, inteligência por atraso e
ignorância. Trocamos a busca da paz do judaísmo da Europa e a
capacidade destes de almejar um futuro melhor para seus filhos e
respeito a vida por ser a vida sagrada, por pessoas que correm atrás
da morte, pessoas que almejam a morte para si, para os outros, para
nossos filhos e para seus filhos. Que erro terrível foi cometido pela
Europa. Triste.
quarta-feira, dezembro 23, 2009
As notícias são úteis?
Recentemente tenho abandonado o mundo das notícias. Especialmente aquelas dos meios de comunicação de massa. Apesar de ser bacharel em jornalismo, já faz meses que não assisto um telejornal, nem acesso sites de notícias. Alguns poderiam supor que o fato de eu estar entrando num mestrado em uma área diferente da qual eu me formei seria o motivo. Não é só isso. Mesmo se fosse esse, já demonstraria a inutilidade das notícias dos meios de comunicação de massa diante de uma necessidade importante: estudar e desenvolver o intelecto. Talvez suporiam que devido ao fato de eu não ter escolhido trabalhar na área de jornalismo, eu estaria demonstrando um comportamento de despeito e revolta contra tudo o que os jornalistas produzem. Mas também não é isso. Pelo menos eu acho que não (depois, citando Pareto, falo disso). De qualquer forma, este artigo explica explica isso também.
O fato é que, realmente, devido ao meu tempo ter se ocupado com muita leitura e escrita de ordem acadêmica, aos poucos percebi que as notícias comumente divulgadas na TV e na Internet são quase sempre inúteis para meus objetivos atuais. Não tenho números exatos mas julgo que aproximadamente 90% das informações divulgadas na televisão como notícias encontram-se dentro do grupo no qual encontramos informações sobre política, catástrofes, crimes ou coisas sobre as quais eu não posso fazer nada para mudar; e, exatamente por isso, só servem para fomentar sentimentos de frustração, medo ou pânico, dependendo do conteúdo da informação. Por exemplo, notícias sobre crimes. O que fazer para resolver esse problema? O que eu, individualmente, posso fazer? Andar de branco na avenida segurando um cartaz de “paz agora”? Talvez seja uma atitude nobre fazer reivindicações, mas sabemos que ninguém está se preocupando em fazer algo, pessoalmente, sobre isso. “Deixem isso para a polícia. Já tenho problemas demais”, pensam todos, e não estão mentindo. E as falcatruas na política? Pra que servem os escândalos divulgados na mídia se o povo acaba elegendo os mesmos palhaços em cada eleição? E por aí vai.
Analisando isso, talvez não seja absurdo afirmar que o telejornal está no mesmo nível de distração doméstica que a telenovela. Não vejo outra explicação para que tantas pessoas o assistam. Da mesma forma que as mulheres comentam com as amigas a respeito do cotidiano fictício dessas novelas, os homens, no lugar disso, comentam os desastres, os assaltos, os joguetes políticos partidários etc. Da mesma forma que os noveleiros não podem fazer nada se o vilão da novela está prestes a manipular os mocinhos e atrapalhar seu romance, os que consomem informações dos telejornais também não podem fazer nada se os políticos continuam roubando, se os palestinos e israelenses não se entendem ou se dezenas de pessoas morreram num desastre no sul do país. Quem consome notícias as usa apenas como entretenimento. É um simples prato cheio de emoções que o indivíduo come para sua própria satisfação. Um prato que lhe dá a ilusão de que está participando dos assuntos da sociedade pelo simples fato de tomar conhecimento deles e comentá-los entre os colegas e amigos, mas na verdade é um mero observador impotente. Não passam de “noveleiros” da realidade montada pela mídia. São simples mentes produzidas pela mídia para consumir seus produtos e, ao mesmo tempo, anestesiadas para não enxergarem a verdadeira realidade da qual são vítimas.
Mas não serei hipócrita ao ponto de dizer que não assisto TV. Na verdade, no meu tempo livre, eu assisto muita TV, mas não telejornais. Eu procuro programas de comédia e, no máximo, documentários leves. Pra quê a preocupação que as notícias inúteis me trazem?
O fato é que, realmente, devido ao meu tempo ter se ocupado com muita leitura e escrita de ordem acadêmica, aos poucos percebi que as notícias comumente divulgadas na TV e na Internet são quase sempre inúteis para meus objetivos atuais. Não tenho números exatos mas julgo que aproximadamente 90% das informações divulgadas na televisão como notícias encontram-se dentro do grupo no qual encontramos informações sobre política, catástrofes, crimes ou coisas sobre as quais eu não posso fazer nada para mudar; e, exatamente por isso, só servem para fomentar sentimentos de frustração, medo ou pânico, dependendo do conteúdo da informação. Por exemplo, notícias sobre crimes. O que fazer para resolver esse problema? O que eu, individualmente, posso fazer? Andar de branco na avenida segurando um cartaz de “paz agora”? Talvez seja uma atitude nobre fazer reivindicações, mas sabemos que ninguém está se preocupando em fazer algo, pessoalmente, sobre isso. “Deixem isso para a polícia. Já tenho problemas demais”, pensam todos, e não estão mentindo. E as falcatruas na política? Pra que servem os escândalos divulgados na mídia se o povo acaba elegendo os mesmos palhaços em cada eleição? E por aí vai.
Analisando isso, talvez não seja absurdo afirmar que o telejornal está no mesmo nível de distração doméstica que a telenovela. Não vejo outra explicação para que tantas pessoas o assistam. Da mesma forma que as mulheres comentam com as amigas a respeito do cotidiano fictício dessas novelas, os homens, no lugar disso, comentam os desastres, os assaltos, os joguetes políticos partidários etc. Da mesma forma que os noveleiros não podem fazer nada se o vilão da novela está prestes a manipular os mocinhos e atrapalhar seu romance, os que consomem informações dos telejornais também não podem fazer nada se os políticos continuam roubando, se os palestinos e israelenses não se entendem ou se dezenas de pessoas morreram num desastre no sul do país. Quem consome notícias as usa apenas como entretenimento. É um simples prato cheio de emoções que o indivíduo come para sua própria satisfação. Um prato que lhe dá a ilusão de que está participando dos assuntos da sociedade pelo simples fato de tomar conhecimento deles e comentá-los entre os colegas e amigos, mas na verdade é um mero observador impotente. Não passam de “noveleiros” da realidade montada pela mídia. São simples mentes produzidas pela mídia para consumir seus produtos e, ao mesmo tempo, anestesiadas para não enxergarem a verdadeira realidade da qual são vítimas.
Mas não serei hipócrita ao ponto de dizer que não assisto TV. Na verdade, no meu tempo livre, eu assisto muita TV, mas não telejornais. Eu procuro programas de comédia e, no máximo, documentários leves. Pra quê a preocupação que as notícias inúteis me trazem?
quarta-feira, setembro 02, 2009
Solaris
Acredito que boa parte dos estudos sobre inteligência extraterrestre é ridicularizada por não possuírem uma atitude sensata com o próprio objeto de estudo. Um exemplo sensato e intrigante de suposição sobre vida alienígena inteligente encontramos no filme Solaris, baseado na obra de mesmo nome do romancista e filósofo Stanislaw Lem. Ela trata da impossibilidade humana de interagir e compreender uma possível inteligência alienígena, abordando esse tema de forma bem mais sensata e verossímil do que aqueles filmes sobre Ets de características meramente humanas. Veja também os links:
http://en.wikipedia.org/wiki/Solaris_(novel)
http://en.wikipedia.org/wiki/Solaris_(2002_film)
http://en.wikipedia.org/wiki/Solaris_(novel)
http://en.wikipedia.org/wiki/Solaris_(2002_film)
sexta-feira, agosto 14, 2009
Do bispo Macedo e do egoísmo
Há filósofos que enxergam a humanidade como um agrupamento de criaturas de pensamento limitado e com raciocínio distorcido por instintos egoístas. A mídia confirma isso, nos mostrando que esse pensamento não se trata de mera ideologia e chega a representar um dos aspectos mais relevantes de nosso comportamento. No caso Edir Macedo observamos como um homem teve a sorte de ganhar dinheiro aproveitando-se da irracionalidade alheia e o azar de ser descoberto, posteriormente, vítima de seu próprio irracionalismo egoísta, da ânsia de possuir mais e mais poder. Sabemos que se aproveitar da idiotice humana não é privilégio das religiões. Encontramos esse comportamento em quaisquer campos onde reinam as emoções. E se as emoções estão em todo canto, podemos chegar à conclusão de que ainda estamos no escuro. Os tais filósofos teriam razão e não temos para onde correr, a não ser nos esconder por trás das ilusões que nos confortam. Sim. As mesmas que não nos permitem enxergar a realidade, se é que ela existe! Prendemo-nos às prenoções agradáveis. Aquelas mesmas que nos exibe ilusões como bondade, justiça, igualdade e coisas assim.
Edir Macedo apenas faz isso de uma forma lucrativa. Cria ilusões para as pessoas. Ou melhor, vende essas ilusões. Vende-lhes a ignorância e a felicidade. Um pacote agradável ao preço de um dízimo (pelo menos). Ele apenas usa o medo da morte e os tais instintos egoístas para saciar seus próprios instintos egoístas. Mas ele não está sozinho nessa empreitada. Estamos cercados por jogadores desse tipo. Somos um deles. Ficamos iludidos com a ilusão dos outros e assim, nessa interação inevitável, ficamos completamente cegos. Mas Macedo não é um super-homem e é igualmente vítima desse irracionalismo. Tanto que em sua ânsia de poder e dinheiro acabou entrando no campo perigoso da ilegalidade, caindo na armadilha de sua própria ambição, como muitos fazem.
Mas há uma esperança. Não para o Bispo, mas para a humanidade como um todo. Há quem acredite que se conseguimos enxergar, pelo menos, nossa limitação racional, podemos ultrapassá-la ou ao menos tentar isso. Poderíamos, assim, superar nosso irracionalismo?
Edir Macedo apenas faz isso de uma forma lucrativa. Cria ilusões para as pessoas. Ou melhor, vende essas ilusões. Vende-lhes a ignorância e a felicidade. Um pacote agradável ao preço de um dízimo (pelo menos). Ele apenas usa o medo da morte e os tais instintos egoístas para saciar seus próprios instintos egoístas. Mas ele não está sozinho nessa empreitada. Estamos cercados por jogadores desse tipo. Somos um deles. Ficamos iludidos com a ilusão dos outros e assim, nessa interação inevitável, ficamos completamente cegos. Mas Macedo não é um super-homem e é igualmente vítima desse irracionalismo. Tanto que em sua ânsia de poder e dinheiro acabou entrando no campo perigoso da ilegalidade, caindo na armadilha de sua própria ambição, como muitos fazem.
Mas há uma esperança. Não para o Bispo, mas para a humanidade como um todo. Há quem acredite que se conseguimos enxergar, pelo menos, nossa limitação racional, podemos ultrapassá-la ou ao menos tentar isso. Poderíamos, assim, superar nosso irracionalismo?
terça-feira, julho 28, 2009
A inveja e a formação de normas sociais opostas à educação
Ao notar um grande número de grupos que simplesmente desprezam o desenvolvimento intelectual como um caminho para a escalada social, comecei a questionar as causas disso. Afastando-se das questões sócio-econômicas, estou procurando saber se normas contrárias ao estudo são formadas com base na inveja em relação a outras pessoas que são consideradas estudiosas. Será que a inveja em relação um objeto pode chegar num nível em que um grupo forma um sentimento contrário ao objeto ou, no lugar disso, o mesmo grupo poderá criar normas para facilitar sua aquisição?
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